CA 125

CÂNCER DE OVÁRIO

CBHPM 4.07.12.37-0

AMB 28.06.160-8

Sinonímia:
Marcador tumoral para câncer de ovário.
CA 125-1. CA 125 I. CA 125 UM. CA 125 de primeira geração: usa anticorpos murinos OC125. OM-MA.
CA 125-2. CA 125 II. CA 125 DOIS. CA 125 de segunda geração: usa anticorpos murinos OC125 e M11.
CA = Carbohydrate Antigen.

Fisiologia:
A natureza exata do antígeno CA 125 continua sendo estudada. Trata-se de uma glicoproteína em polímeros de massa molecular de 200 a 1.000 kDa contendo uma menor quantidade (25 %) de carboidratos do que as mucinas. Há evidências da existência de mais de um tipo de molécula do CA 125. Reage com linhagens celulares derivadas de carcinomas epiteliais ovarianos. Essas são as células que formam a fina camada de revestimento externo do ovário e que são dotadas de alta capacidade proliferativa para reparar a superfície ovariana após as ovulações. Por isso a anovulação por contraceptivos orais, gravidez e lactação são fatores de redução do risco desse tipo de câncer. Meia-vida (t½) sérica: 4 a 5 dias.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro. Centrifugar o sangue só após formação completa do coágulo para prevenir a presença de fibrina.
Amostras de pacientes tomando anticoagulantes podem necessitar de mais tempo para coagular.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC para até 1 dia.
Congelar a -20ºC para até 2 meses.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
CA 72-4, CA 19-9, CA 15-3, CEA.

Valor Normal:

Normal*
até 35,0 U/ml

* resultados abaixo de 35,0 U/ml não excluem definitivamente a possibilidade de neoplasia.

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum

Interferentes:
Os níveis de CA 125 determinados com kits de fabricantes distintos podem variar em conseqüência de diferenças metodológicas e de especificidade.
Portanto, valores desse antígeno obtidos por métodos e laboratórios diferentes não são seqüencialmente comparáveis.
Fibrina. Anticorpos heterofílicos.

Método:
Eletroquimioluminescência. Substrato: adamantildioxetanofosfato.

Interpretação:
Monitoramento de neoplasias do ovário (adenocarcinoma seroso, carcinoma de células claras e cistadenocarcinoma mucinoso) e detecção precoce de recidivas. Utilizado, também, no teste triplo para detecção de S. de Down em substituição ao Estriol.
AUMENTO: de ovário e suas recidivas, fisiologicamente durante o pico ovulatório, na fase lútea e durante a gravidez, endometriose, gravidez, D. inflamatória pélvica, fibroma uterino, S. de Meigs, adenomiose, salpingite, cistos ovarianos, hepatite, pancreatite, cirrose com ascite, colecistite, pericardite, pneumopatias, câncer mamário, pulmonar ou gastrintestinal, linfoma não-Hodgkin.

Obs.: A primeira geração de CA 125 corresponde à reação de sua glicoproteína com o anticorpo monoclonal murino OC125. A segunda geração, CA 125 II, reage com 2 anticorpos monoclonais: o OC125 e o M11, correlacionando-se bem com o CA 125, mas sem demonstrar interferência com anticorpos anti-camundongo humanos (HAMA).

QUADRO DE APLICAÇÕES ONCOLÓGICAS

ÓRGÃO-ALVO:

Avaliação da terapêutica

Monitoramento

Prognóstico

Metátases

Diagnóstico

“Screening”

Marcador associado

OVÁRIO

++++

++++

++

++

+

+

CA 72-4

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CA 15-3

CÂNCER DE MAMA

CBHPM 4.07.12.37-0

AMB 28.06.166-7/92

Sinonímia:
Marcador tumoral para câncer de mama. CA 153. BR-MA.
CA = Carbohydrate Antigen.

Fisiologia:
O antígeno mama-associado CA 15-3 é uma mucina epitelial polimorfa (PEM) com massa molecular entre 300 a 450 kDa que reage com dois anticorpos monoclonais, DF3 e 115D8. Consiste de uma cadeia repetida de polipeptídeos revestidos externamente por carboidratos. Seus valores aumentam no estádio clínico do câncer de mama alcançando valores muito elevados na presença de metástases. A determinação seriada do CA 15-3 é muito útil no monitoramento da resposta terapêutica.
A pesquisa do CA 15-3 não deve ser utilizada como "screening" para câncer de mama pois nos Estádios 0 e I da classificação pTNM dos tumores malignos os resultados costumam ser normais.
Estádio 0 = Tis/N0/M0
Estádio I = T1/N0/M0
Meia-vida (t½) sérica: ~ 14 dias.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1 ml de soro.
Centrifugar o sangue só após formação completa do coágulo para prevenir a presença de fibrina.
Amostras de pacientes tomando anticoagulantes podem necessitar de mais tempo para coagular.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC para até 1 dia.
Congelar a -20ºC para até 2 meses.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
CEA. TPA (Antígeno Polipeptídico Tissular).
HER2/neu. BRCA1. BRCA2.

Valor Normal:

Normal
inferior a 25,0 U/ml#

# Obs.: os valores não são afetados pelo tabagismo.

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Os níveis de CA 15-3 determinados com kits de fabricantes distintos podem variar em conseqüência de diferenças metodológicas e de especificidade.
Portanto, valores desse antígeno obtidos por métodos e laboratórios diferentes não são seqüencialmente comparáveis.
Fibrina.
O tratamento com tamoxifeno, mesmo na ausência de qualquer patologia hepática, aumenta ligeiramente o CA 15-3.

Método:
Eletroquimioluminescência.
Substrato: adamantildioxetanofosfato.

Interpretação:
Monitoramento da paciente com neoplasia de mama e detecção precoce da recidiva tumoral.
AUMENTO: hepatite, cirrose, sarcoidose, tuberculose, lúpus eritematoso sistêmico, certas patologias benignas mamárias ou ovarianas, câncer de pâncreas, pulmão, ovário, colo e fígado.
Obs.: o aumento do CA 15-3 pode preceder vários meses o diagnóstico clínico de metástases do câncer de mama.

Previsão do CA 15-3 após mastectomia radical:

CA14-3atual = CA15-3cir X e (-0,002063xhoras)

CA15-3atual	= CA15-3 esperado no exame atual 
CA15-3cir 		= último CA 15-3 antes da cirurgia 
e				= número “e”, base dos logaritmos naturais 
horas 			= tempo em número de horas decorridas entre a cirurgia e a coleta do exame atual. 
				

Por exemplo: Um CA 15-3 pré-cirúrgico de 150,0 U/ml, 30 dias após mastectomia (720 horas) deve apresentar um resultado igual ou inferior a 34,0 U/m

Cálculo da meia-vida (t½) biológica do CA 15-3 de determinada paciente.

Em condições de pleno sucesso cirúrgico o CA 15-3 de determinada paciente deve diminuir segundo uma constante individualizada, também chamada de “meia-vida biológica” (t½) que é típica para aquela paciente em particular. Assim, a partir de duas dosagens seqüenciais, pode-se determinar o t½ que poderá então ser aplicado aos demais pares de dosagens para verificar se a evolução está no seu curso normal ou se há interferentes indesejáveis (metástases).
Calcula-se aplicando a fórmula:

onde:
t½ = meia-vida biológica do CA 15-3 da paciente, em horas horas = número de horas transcorridas entre a coleta do CA 15-3 atual e a coleta do CA 15-3 anterior CA 15-3 atual = dosagem do CA 15-3 atual em U/ml CA 15-3 anterior = dosagem do CA 15-3anteriorem U/ml LN = Logaritmo Natural.
Se o t½ de uma amostra para outra seqüencial permanecer igual ou diminuir, representa bom prognóstico. Se aumentar, é mau prognóstico.

QUADRO DE APLICAÇÕES ONCOLÓGICAS

ÓRGÃO-ALVO:

Avaliação da terapêutica

Monitoramento

Prognóstico

Metátases

Diagnóstico

“Screening”

Marcador associado

MAMA

++++

++++

++

++

-

-

CEA

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CA 19-9

CÂNCER DE PÂNCREAS/DUTOS BILIARES

CBHPM 4.07.12.37-0

AMB 28.06.159-4

Sinonímia:
Marcador tumoral para câncer de pâncreas e de dutos biliares. CA 199. GI-MA.
Antígeno de Carboidrato GastrIntestinal. GICA.
CA = Carbohydrate Antigen.

Fisiologia:
O CA 19-9 é caracterizado como sendo um gangliosídio da membrana celular ou uma glicoproteína circulante tipo mucina. As duas formas carregam um epítopo carboidratado que é o hexassacarídeo siálico do grupo sangüíneo Lewis.

Material Biológico: Soro.

Coleta:
1 ml de soro.
Centrifugar o sangue só após formação completa coágulo para prevenir a presença de fibrina.
Amostras de pacientes tomando anticoagulantes podem necessitar de mais tempo para coagular.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC até 24 horas após a coleta ou congelar a amostra a -20ºC para até 2 meses. Não estocar em freezer tipo frost-free.
Evitar descongelamentos repetidos.

Exames Afins:
CEA. CA 50.

Valor Normal:

HOMENS. Mediana

95,45 % da população

99,73 % da população

MULHERES. Mediana

95,45 % da população

99,73 % da população

3,0 U/ml

té 18,3 U/ml

até 37,0 U/ml

4,3 U/ml

até 27,0 U/ml

até 37,0 U/ml

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Os níveis de CA 19-9 determinados com kits de fabricantes distintos podem variar em conseqüência de diferenças metodológicas e de especificidade.
Portanto, valores desse antígeno obtidos por métodos e laboratórios diferentes não são seqüencialmente comparáveis.
Fibrina. Descongelamento repetido.

Método:
Eletroquimioluminescência.
Substrato: adamantildioxetanofosfato.
Sensibilidade = 68 a 94 % = 6 a 32 % falso-negativos
Especificidade = 76 a 99 % = 1 a 24 % falso-positivos

Interpretação:
Exclusivamente para avaliação prognóstica e monitoramento terapêutico de pacientes portadores de neoplasias colorretais e principalmente tumores relacionados ao pâncreas e às vias biliares. Não tem valor para diagnóstico.
Exames falso-negativos para câncer são encontrados em pacientes Lewisa negativos/Lewis b negativos.
Nesses casos é obrigatório determinar o CA 50.
AUMENTO: câncer gastrintestinal, adenocarcinoma do pâncreas, litíase biliar, colangiocarcinoma (T. de Klatskin), pancreatite crônica, cirrose. Tumores mucinosos do ovário, adenocarcinomas do corpo uterino e da endocervix, metástases hepáticas de carcinomas mamários e do pâncreas, colestase.

QUADRO DE APLICAÇÕES ONCOLÓGICAS

ÓRGÃO-ALVO:

Avaliação da terapêutica

Monitoramento

Prognóstico

Metátases

Diagnóstico

“Screening”

Marcador associado

PÂNCREAS / VIAS BILIARES

+++

++++

+

+

++

-

CEA

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CA 242

CÂNCER DE PÂNCREAS/COLO/RETO

CBHPM 4.03.06.57-7

Sinonímia:
Marcador tumoral para câncer de pâncreas, colo e de reto. CA 242.
CA = Carbohydrate Antigen.

Fisiologia:
O CA 242 é um antígeno glicoprotéico mucinoso composto de carboidratos e ácido siálico, presente em carcinomas de diversos órgãos.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1 ml de soro.
Centrifugar o sangue só após formação completa coágulo para prevenir a presença de fibrina.
Amostras de pacientes tomando anticoagulantes podem necessitar de mais tempo para coagular.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC até 24 horas após a coleta ou congelar a amostra a -20ºC para até 2 meses. Não estocar em freezer tipo frost-free.
Evitar descongelamentos repetidos.

Exames Afins:
CEA. CA 50. CA 19-9. Sangue oculto nas fezes.

Valor Normal:

96 % da população

até 14,9 U/ml

15,0 a 25,0 U/ml l

15,0 a 25,0 U/ml

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Os níveis de CA 242 determinados com kits de fabricantes distintos podem variar em conseqüência de diferenças metodológicas e de especificidade.
Portanto, valores desse antígeno obtidos por métodos e laboratórios diferentes não são seqüencialmente comparáveis.
Fibrina. Descongelamento repetido.

Interpretação:
Exclusivamente para avaliação prognóstica e monitoramento terapêutico de pacientes portadores de neoplasias do tubo gastrintestinal, principalmente tumores relacionados ao pâncreas, ao colo e ao reto Não deve ser usado para diagnóstico.
AUMENTO: câncer gastrintestinal, adenocarcinoma do pâncreas, litíase biliar, colangiocarcinoma (T. de Klatskin), pancreatite crônica, cirrose. Tumores mucinosos do ovário, adenocarcinomas do corpo uterino e da endocervix, metástases hepáticas de carcinomas mamários e do pâncreas, colestase.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.rapidtest.com/CA-242_6335-16.doc

CA 27-29

CÂNCER DE MAMA METASTÁTICO

CBHPM 4.03.06.58-5

Sinonímia: Marcador tumoral para câncer de mama metastático. Marcador tumoral para câncer de mama recidivante. CA 27-29. CA BR.
Truquant(R) BR(TM) Radioimmunoassay(RIA). Truquant BR RIA.
BR. Breast cancer Recurrence.
CA = Carbohydrate Antigen.

Fisiologia:
O antígeno glicoprotéico mucinoso CA 27-29, composto de carboidratos, é produto do gene MUC-1 presente nas células mamárias cancerosas.
O CA 27-29 é amplamente liberado na circulação durante a recorrência e/ou metastasização do câncer de mama em pacientes previamente diagnosticadas e tratadas como estádio II ou III. É o melhor marcador tumoral para monitorar a evolução da doença e a resposta ao tratamento. Um decréscimo na taxa do CA 27-29 significa uma boa resposta terapêutica enquanto que seu aumento indica resistência ao tratamento e progressão do câncer. Uma elevação acima de seu limite superior em pacientes clinicamente normais é um indicador precoce de recorrência. O valor preditivo de recorrência é de 83,3 % em média 5,3 meses antes da positivação de outros testes ou do aparecimento de sintomas. Como o CA 27-29 pode apresentar resultados falso-negativos e falso-positivos, ele deve ser empregado em conjunto com outros métodos de monitoração das recidivas do câncer de mama. Entretanto, a sua qualidade em prever recidivas mais precocemente do que outros testes o tornam de grande valia para a instituição de tratamentos precoces e aumentar as chances de sucesso.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1 ml de soro.
Centrifugar o sangue só após formação completa coágulo para prevenir a presença de fibrina.
Amostras de pacientes tomando anticoagulantes podem necessitar de mais tempo para coagular.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC até 24 horas após a coleta ou congelar a amostra a -20ºC para até 2 meses. Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
CEA. TPA (Antígeno Polipeptídico Tissular). CA 15-3.

Valor Normal:

Normal
até 38 U/ml

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.
Não administrar radioisótopos in vivoao paciente nas 24 horas precedentes à coleta.

Interferentes:
Os níveis de CA 27-29 determinados com kits de fabricantes distintos podem variar em conseqüência de diferenças metodológicas e de especificidade.
Portanto, valores desse antígeno obtidos por métodos e laboratórios diferentes não são seqüencialmente comparáveis.
Hemólise, lipemia, icterícia, fibrina.
Presença de radioisótopos circulantes.
Descongelamentos repetidos.
O tratamento com tamoxifeno, mesmo na ausência de qualquer patologia hepática, aumenta ligeiramente o CA 27-29.

Método:
Radioimunoensaio com 125I ou quimioluminescência.

Interpretação:
Monitoramento da paciente com neoplasia de mama e detecção precoce da recidiva tumoral. AUMENTO: Câncer de colo, estômago, rim, pulmão, ovário, pâncreas útero e fígado. Primeiro trimestreda gravidez. Endometriose. Cistos ovarianos. Mastopatias benignas. DD. renais. DD. hepáticas como hepatite e cirrose. Sarcoidose. Tuberculose. Lúpus eritematoso sistêmico.

Obs.: o aumento do CA 27-29 pode preceder vários meses o diagnóstico clínico de metástases do câncer de mama.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CA 50

CÂNCER DE COLO/RETO/PÂNCREAS

CBHPM 4.03.06.56-9

AMB 28.06.201-9/96

Sinonímia:
Marcador tumoral para câncer colorretal e pancreático.

Fisiologia:
O CA 50 foi isolado após imunização por células de adenocarcinoma retal humano em linhagem contínua (Colo 205). O anticorpo monoclonal obtido (C-50 MAb) reconhece duas estruturas carboidratadas diferentes: sialosil Lewis e sialosil lacto-N-tetrose. O CA 50 existe nas membranas celulares ligado a um gangliosídeo e também ligado a uma glicoproteína de massa molecular elevada chamada Can-Ag.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
CEA. CA 19-9.

Valor Normal:

86,89 %

86,89 %

8,56 %

4,28 %

99,73 %

99,73 %

0 a 8 U/ml

9 a 14 U/ml

0 a 14 U/ml

15 a 20 U/m

0 a 20 U/ml

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.
Não administrar radioisótopos in vivoao paciente nas 24 horas precedentes à coleta.

Interferentes:
Hemólise, lipemia, icterícia.
Presença de radioisótopos circulantes.
Descongelamentos repetidos.

Método:
Radioimunoensaio com 125I.

Interpretação:
Monitoração terapêutica e diagnóstico de recidiva de carcinomas gastrintestinais e pancreáticos. 7 % da população (Lewis a Neg/Lewis bNeg) é incapaz de sintetizar o CA 19-9 mas sim o CA 50. Desta forma, em pacientes em risco de câncer colorretal ou pancreático com CA 19-9 normal, é obrigatório determinar o CA 50.
AUMENTO: câncer colorretal, pancreático, outros cânceres do trato gastrintestinal, tumores de ovário, de mama e dos pulmões.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CA 72-4

CÂNCER DE ESTÔMAGO/OVÁRIO

CBHPM 4.07.12.37-0 /p>

AMB 28.06.174-8/92

Sinonímia:
Marcador tumoral para câncer gástrico e ovariano.
CA 724. Tumor-Associated Glycoprotein. TAG.
TAG72.
CA = Carbohydrate Antigen.

Fisiologia:
A TAG ou CA 72-4 é uma proteína mucinóide de peso molecular de 220 a 400 kDa. Níveis elevados são encontrados preferencialmente em pacientes acometidos de câncer gástrico. A sensibilidade clínica deste marcador para esse tipo de câncer é superior à do CEA ou à do CA 19-9. Além disso, a sua determinação pode ser útil no monitoramento de pacientes com carcinoma mucinoso de ovário para os quais a sensibilidade clínica do CA 125 é baixa.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC até 2 horas após a coleta ou congelar a amostra a –20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
CA 19-9, CEA.

Valor Normal:

Normal
até 4,0 U/ml

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Imunorradiométrico.

Interpretação:
Monitoramento de paciente portador de neoplasia gástrica ou ovariana.
AUMENTO: tumores gástricos, tumores mucinosos do ovário, câncer cólico, pancreático e pulmonar.

QUADRO DE APLICAÇÕES ONCOLÓGICAS

ÓRGÃO-ALVO:

Avaliação da terapêutica

Monitoramento

Prognóstico

Metátases

Diagnóstico

“Screening”

Marcador associado

ESTÔMAGO

++

++++

-

+

-

-

CA 19-9

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CÁDMIO

Cd

CBHPM 4.03.13.19-0

AMB 28.01.031-0
AMB 28.15.029-5

Sinonímia:
Cd.

Fisiologia:


Metal de transição.
Subproduto da indústria do Zinco.
O Cádmio, além da manipulação de sua própria extração e tratamento, é utilizado na preparação de ligas metálicas, na fabricação de compostos para soldagem, inclusive de prata, em revestimentos metálicos por galvanização, pigmentos e estabilizadores para plásticos e em acumuladores e baterias de níquel-cádmio.

Material Biológico:
Urina e/ou sangue total.

Coleta:
Alíquota de 20 ml de urina de qualquer dia ou hora, desde que o trabalhador esteja em trabalho contínuo nas últimas 4 semanas sem afastamento maior que 4 dias. Recomenda-se iniciar a monitoração após 6 meses de exposição.
5,0 ml de sangue total coletado em tubo com EDTA.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 e +8ºC para até 5 dias.

Exames Afins:
Proteinúria.

Valor Normal:

Urina

IBMP §

Sangue

IBMP §

até 2,0 µg/g Creatinina

até 5,0 µg/g Creatinina

até 0,5 µg/dl (segundo a OMS)

até 1,0 µg/dl

* Para obter valores em µg/l, multiplicar os µg/dl por 10. ** Para obter valores em nmol/l, multiplicar os µg/dl por 88,968

Interferentes:
Antibióticos, antiácidos, EDTA e tabagismo.

Método:
Absorção atômica (forno de grafite).

Interpretação:
Além de mostrar uma exposição excessiva, este Indicador Biológico tem também significado clínico ou toxicológico próprio, ou seja, pode indicar doença, estar associado a um efeito ou a uma disfunção do sistema biológico avaliado.
(NR-7 - Portaria nº 24 de 29/12/94 - DOU de 30/12/94). AUMENTO: distúrbios gastrintestinais, anemia, rinite, eosinofilia, enfisema pulmonar, microfraturas ósseas, lesão tubular renal, tabagismo, exposição profissional na galvanoplastia, na fabricação de acumuladores, tubos de TV, semicondutores, retificadores, laseres e na manipulação de esmaltes, pigmentos, têxteis e fotografias. § Índice Biológico Máximo Permitido

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://nautilus.fis.uc.pt/st2.5/scenes- p/elem/e04800.html
http://www.cdcc.sc.usp.br/quimica/tabelaperiodica/ta belaperiodica1.htm
http://www.tabelaperiodica.hpg.ig.com.br

CAFEÍNA

TRIMETILXANTINA

Sinonímia:
Trimetilxantina. 1,3,7-trimetilxantina. Coffea arabica. Coffea canephoravar. robusta.

Fisiologia:
Base púrica, pertencente ao grupo das metilxantinas.
As metilxantinas são três: cafeína, teofilina e teobromina.
1,3,7-trimetilxantina Fórmula molecular = C 8H10N4O2
Massa molecular = 194,194 g/mol
Densidade = 1,23 g/cm³ (20ºC)

Volume de distribuição (l/kg): 0,4 a 0,7 Fontes alimentares: café, chá, mate, cacau e derivados, guaraná, bebidas à base de cola.
Meia-vida (t½) biológica:
Adultos : 3 a 12 horas
RN : 40 a 230 horas

Material Biológico:
Soro ou plasma: 2 ml (heparina ou EDTA)
Urina : 2 ml

Coleta:
Amostra isolada.

Valor Normal:
Amostra isolada.

Valor Normal:

Nível terapêutico

Nível "Borderline"

Nível tóxico

3,0 a 15,0 µg/ml

15,1 a 50,0 µg/ml

sup. a 50,0 µg/ml

* Para obter valores em µmol/l, multiplicar os µg/ml por 5,1495 ** µg/ml = mg/l

Método:
HPLC.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CÁLCIO

Ca

CBHPM 4.03.01.40-0

AMB 28.01.032-9

Sinonímia:
Ca. Calcemia. Cálcio total. Calciúria. Cálcio urinário.
Sulkowitch = prova obsoleta para calciúria.

Fisiologia:


Metal alcalino-terroso

Material Biológico:
Soro ou urina.

Coleta:
0,5 ml de soro.
Urina de 24 horas.

Armazenamento:
Soro : refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC
Urina : refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC durante a coleta. Aliquotar 20 ml e informar ao laboratórioo volume total de 24 horas.

Exames Afins:
Cálcio ionizável, Fósforo sérico, Magnésio, Cloro, Fosfatase Alcalina, Proteínas séricas, Creatinina.

Valor Normal:


CÁLCIO SÉRICO:

Adultos

até 1 ano

1 a 3 anos

4 a 9 anos

10 e 11 anos

12 e 13 anos

14 e 15 anos

16 a 19 anos

8,6 a 10,0 mg/dl

7,9 a 10,7 mg/dl

8,7 a 9,8 mg/dl

8,8 a 10,1 mg/dl

8,9 a 10,1 mg/dl

8,8 a 10,6 mg/dl

9,2 a 10,7 mg/dl

8,9 a 10,7 mg/dl

CÁLCIO URINÁRIO:

IDADE anos

RN

0,25

0,50

0,75

1,00

1,25

1,50

2,0

2,5

3,0

3,5

4,0

4,5

5,0

5,5

6,0

6,5

7,0

7,5

8,0

8,5

9,0

9,5

10,0

10,5

11,0

11,5

12,0

12,5

13,0

13,5

14,0

14,5

15,0

15,5

16,0

16,5

17,0

Adulto

ALÍQUOTA mg/dl

2,0 a 15,9

2,3 a 18,7

2,5 a 20,4

2,7 a 21,5

2,8 a 22,1

2,8 a 22,5

2,8 a 22,8

2,9 a 23,2

3,0 a 23,7

3,2 a 25,2

3,2 a 25,5

3,2 a 25,7

3,2 a 25,9

3,3 a 26,7

3,4 a 27,1

3,4 a 27,5

3,5 a 27,9

3,5 a 28,2

3,6 a 28,6

3,6 a 29,0

3,7 a 29,4

3,7 a 29,7

3,8 a 30,1

3,8 a 30,4

3,9 a 30,8

3,9 a 31,2

3,9 a 31,5

4,0 a 31,8

4,0 a 32,3

4,1 a 32,8

4,2 a 33,7

4,3 a 34,5

4,4 a 35,2

4,5 a 35,7

4,6 a 36,4

4,6 a 36,9

4,7 a 37,3

6,3 a 37,5

6,3 a 37,5

URINA 24 h mg/24 h

4,2 a 16,7

7,0 a 28,1

9,3 a 37,2

11,1 a 44,5

12,4 a 49,4

13,2 a 52,8

14,0 a 56,1

15,4 a 61,7

16,7 a 66,8

17,9 a 71,7

19,1 a 76,4

20,3 a 81,1

21,4 a 85,5

23,8 a 95,3

25,4 a 101,5

26,9 a 107,6

28,5 a 114,0

30,1 a 120,5

31,8 a 127,2

33,5 a 133,8

35,1 a 140,5

36,8 a 147,0

38,4 a 153,7

40,0 a 160,1

41,6 a 166,6

43,2 a 172,8

45,1 a 180,4

47,0 a 188,0

49,4 a 197,5

51,8 a 207,1

55,9 a 223,4

59,9 a 239,7

63,4 a 253,7

66,9 a 267,5

69,5 a 278,2

72,2 a 288,9

74,1 a 296,2

100 a 300,0

100 a 300,0

/CREATININA mg/g Creatinina

41,7 a 1.669,4

50,2 a 1.604,9

46,5 a 1.488,7

42,8 a 1.272,4

30,9 a 1.098,7

30,0 a 959,7

28,6 a 863,4

28,6 a 822,3

27,8 a 763,7

27,2 a 717,4

26,2 a 679,1

25,3 a 648,5

23,8 a 622,1

23,8 a 635,4

23,1 a 606,2

22,4 a 581,5

21,9 a 563,0

21,5 a 547,7

21,2 a 535,4

20,9 a 524,9

20,7 a 515,7

20,4 a 506,9

19,8 a 499,8

19,2 a 492,7

18,8 a 476,0

18,3 a 460,9

18,0 a 451,0

17,8 a 442,2

17,8 a 439,0

17,7 a 436,0

18,3 a 446,8

18,7 a 456,5

19,3 a 461,2

19,9 a 465,2

20,2 a 477,5

20,5 a 489,6

20,6 a 495,8

24,4 a 461,5

24,4 a 461,5

CÁLCIO URINÁRIO – MULHERES

IDADE anos

RN

0,25

0,50

0,75

1,00

1,25

1,50

2,0

2,5

3,0

3,5

4,0

4,5

5,0

5,5

6,0

6,5

7,0

7,5

8,0

8,5

9,0

9,5

10,0

10,5

11,0

11,5

12,0

12,5

13,0

13,5

14,0

14,5

15,0

15,5

16,0

16,5

17,0

Adulta

ALÍQUOTA mg/dl

2,0 a 15,7

2,3 a 18,3

2,4 a 19,5

2,6 a 20,7

2,7 a 21,4

2,7 a 21,8

2,8 a 22,1

2,8 a 22,7

2,9 a 23,4

3,1 a 25,1

3,2 a 25,3

3,2 a 25,6

3,2 a 25,9

3,3 a 26,5

3,4 a 26,9

3,4 a 27,2

3,5 a 27,6

3,5 a 28,0

3,5 a 28,4

3,6 a 28,8

3,6 a 29,2

3,7 a 29,5

3,7 a 29,9

3,8 a 30,3

3,9 a 30,8

3,9 a 31,4

4,0 a 31,8

4,0 a 32,2

4,1 a 33,0

4,2 a 33,7

4,3 a 34,4

4,4 a 35,1

4,4 a 35,4

4,5 a 35,8

4,5 a 36,0

4,5 a 36,2

4,6 a 36,4

6,1 a 36,6

6,3 a 37,5

URINA 24 h mg/24 h

4,1 a 16,5

6,9 a 27,6

8,9 a 35,6

10,7 a 42,8

12,0 a 47,9

12,8 a 51,2

13,6 a 54,6

15,1 a 60,3

16,5 a 65,9

17,7 a 70,8

18,9 a 75,5

20,2 a 80,6

21,4 a 85,7

23,1 a 92,2

24,5 a 98,0

25,9 a 103,6

27,5 a 110,0

29,1 a 116,3

30,7 a 122,9

32,3 a 129,4

34,0 a 135,9

35,5 a 142,1

37,4 a 149,5

39,1 a 156,6

41,5 a 165,9

43,9 a 175,5

46,3 a 185,3

48,8 a 195,1

52,0 a 208,0

55,2 a 220,7

57,7 a 231,0

60,4 a 241,4

61,8 a 247,2

63,2 a 252,8

64,2 a 256,8

65,1 a 260,6

65,8 a 263,0

88,4 a 265,2

100 a 300,0

/CREATININA mg/g Creatinina

41,2 a 1.649,8

49,3 a 1.576,8

44,6 a 1.425,9

41,1 a 1.221,9

29,9 a 1.063,8

29,1 a 931,1

27,8 a 839,2

27,9 a 804,6

27,5 a 824,3

26,8 a 833,0

25,9 a 863,0

25,2 a 895,8

24,1 a 902,4

23,5 a 922,1

22,9 a 816,7

22,3 a 739,7

22,0 a 687,7

21,7 a 645,9

21,5 a 614,7

21,3 a 588,1

21,1 a 566,1

20,9 a 546,5

20,9 a 515,4

20,8 a 521,9

21,1 a 526,7

21,3 a 531,8

21,5 a 537,1

21,8 a 542,0

22,3 a 554,8

22,8 a 565,9

23,0 a 570,3

23,2 a 574,8

23,7 a 568,3

24,1 a 561,7

24,4 a 570,7

24,7 a 579,1

24,8 a 584,5

33,2 a 589,4

35,7 a 666,7

* Para obter valores em mmol/l, multiplicar os mg/dl por 0,2495. ** Para obter valores em mEq/l, multiplicar os mg/dl por 0,499. *** Para obter valores em mg/l, multiplicar os mg/dl por 10 Nos casos de hiper e hipoalbuminemia o cálcio sérico pode ser corrigido pela fórmula:
Cacorr = [(4-alb)x0,8] + cálcio
onde:
Cacorr = cálcio corrigido em mg/dl
cálcio = cálcio dosado em mg/dl
alb = albumina sérica em g/dl
Dispondo-se da proteína total, a correção do cálcio sérico pode ser feita pela fórmula:

onde:
Cacorr = cálcio corrigido em mg/dl
cálcio = cálcio dosado em mg/dl
prot = proteína total em g/dl

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum

Interferentes:
Drogas que aumentam o cálcio urinário:
colestiramina, nandrolona, paratormônio injetável, vitamina D.
Diminui a calciúria: urina alcalina, fitato de sódio, diuréticos tiazídicos.

Método:
orto-cresolftaleína automatizado ou complexometria.

Interpretação:
Dosagem conjunta do cálcio ionizável (47 %), do cálcio ligado a proteínas (43 %) e do cálcio ligadoa bicarbonato, citrato, lactato, fosfato e sulfato (10 %).

CALCEMIA.
AUMENTO: pseudo e hiperparatireoidismo primário, mieloma múltiplo, hipervitaminose A e/ou D, hiper-PTHrP, produção ectópica de 1,25 diidroxivitamina D, S. de Burnett, S. de Gérard-Lefebvre, osteoporose, sarcoidose, tuberculose, histoplasmose, coccidioidomicose, hanseníase, D. de Paget, D. de Kahler, leucemia aguda, D. de Hodgkin, hiperalbuminemia, hiper ou hipotireoidismo, insuficiência supra-renal aguda, acromegalia, S. de Harrison e McNee, metástases ósseas, policitemia vera, carcinomas, hipercalcemia hipocalciúrica familiar, S. leite-álcalis, imobilização prolongada, diuréticos tiazídicos, lítio, terapia prolongada com doses altas de estrógenos, acidose tubular renal.
Obs.: Calcemia a partir de 17,0 mg/dl apresenta risco de crise hipercalcêmica.
DIMINUIÇÃO: pseudo e hipoparatireoidismo, hiperparatireoidismo secundário, hipovitaminose D, hipomagnesemia, raquitismo tipo I ou II, osteomalacia, S. de má absorção, S. de Achor-Smith, pancreatite aguda, uremia, S. nefrótico, lise tumoral, Ca medular da tireóide, hipercalcitoninemia, S. de Toni-Debré-Fanconi, pós transfusão maciça contendo citrato, insuficiência renal aguda, rabdomiólise, hipoalbuminemia, oxalose idiopática familiar, insuficiência renal retentora de fosfatos, intoxicação por ácido oxálico, alcalose, anticonvulsivantes.
Obs.: Calcemia abaixo de 7,0 mg/dl apresenta risco de tetania.

CALCIÚRIA.
Obs.: o limite normal superior da calciúria de 24 horas gira em torno de 5 mg Cálcio/kg de peso/dia.

HIPERCALCIÚRIA:

Homens : acima de 300 mg/24 horas
Mulheres: acima de 250 mg/24 horas

HIPERCALCIÚRIA "BORDERLINE":

Homens : 200 a 300 mg/24 horas
Mulheres: 150 a 250 mg/24 horas
Hipercalcemia, calculose renal, hiperparatireoidismo, metástases ósseas, mieloma múltiplo, intoxicação por vitamina D, acidose tubular renal, tireotoxicose, D. de Paget, D. de Wilson, sarcoidose, uso de acetazolamida, cloreto de amônio, corticosteróides, vitamina D, efeito inicial de diuréticos.

HIPOCALCIÚRIA:
hipocalcemia; falsa hipocalciúria por diluição da urina: potomania, poliúria; diuréticos crônicos, uso de bicarbonato, lítio, estrógenos e anovulatórios; S. nefrótico, crescimento, gravidez e lactação, raquitismo, mixedema.

ALIMENTOS RICOS EM CÁLCIO>100 mg de Cálcio/100g de Alimento:
Figo seco, brócolis, dente de leão (Taraxacum officinale), salsa, pimentão verde, soja, amêndoa, avelã, castanha-do-Pará, melado, gema de ovo, leite, queijos, caviar, cacau.
Obs.: todosos alimentos contêm cálcio; únicas exceções: azeites e bebidas destiladas.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://nautilus.fis.uc.pt/st2.5/scenes-p/elem/e02000.html
http://www.cdcc.sc.usp.br/quimica/tabelaperiodica/ta belaperiodica1.htm
http://www.tabelaperiodica.hpg.ig.com.br

CÁLCIO, ABSORÇÃO DO

CBHPM 4.03.01.40-0

AMB 28.01.032-9

Sinonímia:
Prova da absorção intestinal de cálcio.
Teste de sobrecarga oral com cálcio.

Material Biológico:
Urina de 2 horas, pré-sobrecarga de cálcio, urina de 3 horas e meia, pós-sobrecarga de cálcio.

Coleta:
Alíquota de 20 ml de urina pré, alíquota de 20 ml de urina pós.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Teste de Pak.

Valor Normal:


CÁLCIO SÉRICO:

NORMOCALCIÚRIA

Pré

Pós

HIPERCALCIÚRIA RENAL

Pré

HIPERABSORÇÃO INTESTINAL

Pré

Pós

Relação Pós/Pré

até 0,109 mgCa/mgCrea

até 0,199 mgCa/mgCrea

superior a 0,109 mgCa/mgCrea

até 0,109 mgCa/mgCrea

superior a 0,199 mgCa/mgCrea

> 3,49

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Suspensão de medicamentos durante 7 dias. Tomar 300 a 500 ml de água na véspera do exame, antes de dormir.
Crianças devem tomar 10 ml de água por kg de peso.
Ao se levantar, em casa: esvaziar a bexiga, tomar 300 ml de água, marcar o tempo.
No laboratório: 2 horas após, coletar toda a urina (amostra pré). Administrar, por via oral, a sobrecarga de 1 grama de cálcio dissolvido em 1/2 copo de água (2 comprimidos de Calcium Fou 1 de Calcium FF). Em seguida, fazer desjejum com 1 copo de chá + 4 torradas ou bolachas salgadas + 1 copo de água.
Cronometrar, após 30 minutos, esvaziar a bexiga, desprezar essa urina, cronometrar novamente e após 3 horas e meia, coletar mais uma vez toda urina (amostra pós).
Obs.: não misturar as diferentes amostras.

Interferentes:
Diuréticos, corticosteróides, vitamina D, laxantes.

Método:
Dosagens:
URINA PRÉ: cálcio e creatinina.
URINA PÓS: cálcio e creatinina.
Cálcio: orto-cresolftaleína automatizado,
Creatinina: Jaffé automatizado.

Interpretação:
Teste útil na avaliação da absorção intestinal de cálcio em pacientes com hipercalciúria e/ou calculose urinária de repetição, permitindo classificá-la em hipercalciúria por dismetabolismo renal do cálcio ou por hiperabsorção intestinal.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CÁLCIO IONIZÁVEL

CÁLCIO IÔNICO

CBHPM 4.03.01.41-9

AMB 28.01.033-7

Sinonímia:
Cálcio iônico, Cálcio ionizado, Cálcio difusível, Cálcio livre. Ca++, Ca 2+, Fator IV da coagulação.

Fisiologia:
A dosagem do cálcio iônico por eletrodo íon-seletivo é uma técnica vantajosa sobre a dosagem tradicional do cálcio total. O pH sérico, entretanto, deve também ser determinado a fim de corrigir ou de interpretaro cálcio iônico em relação ao pH fisiológico de 7,4 ± 0,2. Ocorre, de fato, uma competição entre os íons de cálcio e os íons de H + com as proteínas, principalmente com os grupos carboxilados da albumina. Além disso, a força iônica do plasma interfere com a dosagem e o cálcio pode estar diminuído diante de uma hiponatremia importante. Esta dosagem é, pois, preferível para a triagem e para o acompanhamento de doenças ósseas e dos distúrbios da homeostase do cálcio (doenças da paratireóide ou renais).
O cálcio é fundamental à contração muscular, à função cardíaca, à transmissão de impulsos nervosos pelos axônios e à coagulação sangüínea. Um déficit de cálcio iônico causará hiperexcitabilidade de nervos e músculos (fasciculações) enquanto que o excesso, o efeito oposto.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro. Coletar em tubo a vácuo com gel separador. Evitar garroteamento prolongado.
Após coagulação e retração do coágulo, centrifugar o tubo para obter o soro.
Não abrir o tubo. Evitar o contato com o ar.
Enviar e conservar fechado até o momento da dosagem.

Armazenamento:
Congelar a amostra a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Ca, Mg, Cl, Bicarbonato, Gasometria, Proteínas totais.

Valor Normal:
Soro.

Valor Normal:

IDADE

Sangue de cordão

RN de 3 a 24 h

RN de 24 a 48 h

Crianças e adultos

mg/dl

5,20 a 5,84

4,32 a 5,12

4,00 a 4,72

4,48 a 5,29

mmol/l

1,30 a 1,46

1,08 a 1,28

1,00 a 1,18

1,12 a 1,32

Para obter valores em mmol/l, multiplicar os mg/dl por 0,2495

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.
Paciente em decúbito, tranqüilo com respiração normal.

Interferentes:
Contato com o ar. Não abrir o tubo com gel separador. Lipemia. Hiperpnéia.

Método:
Eletrodo seletivo.
Quando o soro for exposto ao ar (perdendo a precisão de sua mensuração) pode-se obter uma excelente avaliação do cálcio ionizável através da fórmula de McLean e Hastings:

onde:
Ca++ = Cálcio ionizável em mg/dl
Ca = Cálcio total em mg/dl
Pt = Proteínas totais em g/dl

CÁLCIO IONIZÁVEL CORRIGIDO PARA pH SANGÜÍNEO = 7,40.
Aplica-se a seguinte fórmula:
CA++corr = 10 [LogCa-0,24(7,40-pH)] onde:
Ca++corr = Cálcio ionizável corrigido para pH sangüíneo = 7,40
LogCa = Logaritmo decimal da concentração de Cálcio total em mmol/l
pH = pH sangüíneo

Interpretação:
AUMENTO: acidose, hiperparatireoidismo primário, neoplasias e intoxicação por Vitamina D, hipercalcemia do câncer.
DIMINUIÇÃO: alcalose, citrato, heparina, EDTA, hipoparatireoidismo, hiperparatireoidismo secundário e deficiência de Vitamina D.
Teste indicado nas transfusões maciças, transplante de fígado, hipocalcemia neonatal e cirurgia cardíaca.

Sitiografia
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CALCITONINA

TIREOCALCITONINA

CBHPM 4.07.12.16-8

AMB 28.05.007-0

Sinonímia:
Tireocalcitonina. HCT.

Fisiologia:
Peptídeo de 32 aminoácidos.
Massa molecular = 3,4 kDa
Meia-vida (t½) sérica: 12 minutos.
A calcitonina é sintetizada primariamente pelas células C parafoliculares da tireóide. É co-secretada equimolarmente com a catacalcina sob estimulação do cálcio ionizável, o fosfato, o magnésio e por certos hormônios como a gastrina, o glucagon, os estrógenos e a histamina. A calcitonina inibe a atividade osteoclástica, diminuindo a mobilização do cálcio dos ossos.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
2,0 ml de soro. Plasma é inadequado.

Armazenamento:
Congelar a amostra a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Cintilografia, Mapeamento ósseo, Hormônios tireoidianos.

Valor Normal:

Homens

Mulheres

até 11,5 pg/ml

até 4,6 pg/ml

* pg/ml = ng/l ** Para obter valores em pmol/l, multiplicar os pg/ml por 0,2926.

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Hemólise. Lipemia. Descongelamentos repetidos.
Medicamentos: Acticalcin®, Calsynar®, Miacalcic®, Seacalcit®.

Método:
Ensaio imunorradiométrico - IRMA – com 125I.
Sensibilidade analítica = 0,7 pg/ml

Interpretação:
Marcador de tumor de tireóide, principalmente de carcinoma medular, com ou sem metástase.
AUMENTO: carcinoma medular da tireóide, câncer de pulmão, de mama ou pancreático, pancreatite, tireoidite, insuficiência renal, S. de Zollinger-Ellison, anemia perniciosa, gravidez de termo, recém-nascidos.
DIMINUIÇÃO: agenesia tireoidiana.

QUADRO DE APLICAÇÕES ONCOLÓGICAS

ÓRGÃO-ALVO:

Avaliação da terapêutica

Monitoramento

Prognóstico

Metátases

Diagnóstico

"Screening"

Marcador associado

TU MEDULAR TIREÓIDE

++++

++++

++

+

+++

+++

CEA

Sitiografia
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CALCITONINA ESTIMULADA POR CÁLCIO

CBHPM 4.07.12.16-8

AMB 28.05.007-0

Sinonímia:
Teste de estímulo com cálcio para dosagem de calcitonina.

Fisiologia:
Peptídeo de 32 aminoácidos.
Massa molecular = 3,4 kDa
Meia-vida (t½) sérica: 12 minutos.
A calcitonina é sintetizada primariamente pelas células C parafoliculares da tireóide. É co-secretada eqüimolarmente com a catacalcina sob estimulação do cálcio ionizável, o fosfato, o magnésio e por certos hormônios como a gastrina, o glucagon, os estrógenos e a histamina.
A calcitonina inibe a atividade osteoclástica, diminuindo a mobilização do cálcio dos ossos. No Carcinoma Medular da Tireóide (CMT), que representa até 10 % dos seus tumores malignos, os níveis de calcitonina permanecem elevados.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
2,0 ml de soro para cada tempo do teste. Plasma é inadequado.
Instalar o paciente confortavelmente. Puncionar uma veia do antebraço com "scalp" ou cateter heparinizado. Coletar a amostra basal. Injetar EV, 2,0 mg/kg de peso de gluconato de cálcio no prazo de 1 minuto. Acionar o cronômetro. Coletar as demais amostras aos 2, 5, 10 e 15 minutos ou conforme os tempos determinados pelo médico solicitante.

Armazenamento:
Congelar a -20ºC. Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Cintilografia, Mapeamento ósseo, Hormônios tireoidianos, Pesquisa de mutações do proto-oncogene RET.

Valor Normal:

Homens

AMOSTRA BASAL/p>

AMOSTRAS PÓS-ESTÍMULO

Após 2 minutos

Após 5 minutos

Após 10 minutos

Mulheres

AMOSTRA BASAL

AMOSTRA PÓS-ESTÍMULO

Após 2 minutos

Após 5 minutos

Após 10 minutos

até 11,5 pg/ml

15,0 a 205,0 pg/ml

10,0 a 125,0 pg/ml

4,0 a 125,0 pg/ml

até 4,6 pg/ml

até 35,0 pg/ml

até 25,0 pg/ml

até 20,0 pg/ml

* pg/ml = ng/l
** Para obter valores em pmol/l, multiplicar os pg/ml por 0,2926.

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum. Não efetuar o teste se o paciente apresentar um pulso inferior a 50 bpm ou PA alterada.

Interferentes:
Hemólise. Lipemia. Descongelamentos repetidos.

Método:
Ensaio imunorradiométrico - IRMA - com 125I.
Sensibilidade analítica = 0,7 pg/ml

Interpretação:
Marcador de tumor de tireóide, principalmente de carcinoma medular (CMT), com ou sem metástase.
Teste útil para diagnóstico e monitoramento pós-operatório do CMT esporádico ou familiar.
AUMENTO: carcinoma medular da tireóide.
Obs.: pacientes com secreção ectópica de calcitonina apresentam um valor basal elevado.

Sitiografia
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CÁLCULO URINÁRIO

LITÍASE URINÁRIA

CBHPM 4.03.11.04-0

AMB 28.13.012.0

Sinonímia:
Litíase urinária, litíase renal, nefrolitíase. Análise química de cálculo urinário. Composição de urólito.

Fisiologia:
A formação de cálculos no trato urinário decorre da supersaturação urinária, nucleação, crescimento e agregação de cristais. A saturação depende de alta concentração de solutos como cálcio, magnésio, sódio, potássio, amônio, fosfato, oxalato e sulfato que formam complexos de elevada força iônica.
A supersaturação condiciona a nucleação de cristais seguida de agregação e aglomeração. Hipercalciúria, hiperoxalúria, hipocitratúria e hiperuricosúria são condições metabólicas geralmente associadas à litíase renal. A Glicoproteína de Tamm-Horsfall (GTH), uma glicosilfosfatidil-inositol proteína, também chamada de uromucóide, principal constituinte dos cilindros urinários, tem sido associada à litogênese.

Material Biológico e Coleta:
Cálculo de no mínimo 1 a 2 mm de diâmetro obtido durante cirurgia, por eliminação urinária espontânea ou pós-litotripsia extracorpórea.

Armazenamento:
Em frasco seco.

Exames Afins:
Perfil metabólico para nefrolitíase, Ácido oxálico urinário (oxalúria), Ácido úrico urinário (uricosúria), Calciúria, Fosfatúria, Teste de Pak.

Método:
Análise química qualitativa com % dos componentes.

Interpretação:

1 – Peso em g ou mg
2 – Maior diâmetro em mm
3 – Dureza:
    3.1 – Alta
    3.2 – Média
    3.3 – Baixa
4 – Hábito:
    4.1 – Botriodal 
    4.2 – Granular
    4.3 – Globular
    4.4 – Conglomerático
    4.5 – Liso
5 – Forma geométrica:
    5.1 – Irregular 
    5.2 – Ovalada 
    5.3 – Coralóide 
    5.4 – Subesférica 
    5.5 – Reniforme 
    5.6 – Coraliforme 
    5.7 – Arredondada 
    5.8 – Tabular 
    5.9 – Espiculada 
    5.10 – Arenosa 
6 – Cor:
    6.1 – Marrom 
    6.2 – Amarela 
    6.3 – Branca 
    6.4 – Preta 
    6.5 – Marrom-avermelhada 
    6.6 – Rosa 
    6.7 – Vermelha 
    6.8 – Cinza 
7 – Estrutura interna:
    7.1 – Não-laminada 
    7.2 – Laminada 
    7.3 – Radiada 
    7.4 – Laminada radiada 
    7.5 – Esponjosa 
    7.6 – Esponjosa laminada 
    7.7 – Radiada esponjosa 
8 – Nome mineralógico:
	8.1 – Grupo Oxalato
                8.1.1 – Vevelita (“whewellite”): oxalato de cálcio monoidratado 
                8.1.2 – Vedelita (“weddellite”): oxalato de cálcio diidratado 
	8.2 – Grupo Fosfato
                8.2.1 – Estruvita: fosfato amoníaco-magnesiano hexaidratado 
                8.2.2 – Carbonato-apatita 
                8.2.3 – Hidroxiapatita 
                8.2.4 – Bruchita (“brushite”): hidrogenofosfato de  cálcio diidratado 
                8.2.5 – Vitloquita (“whitlockite”): fosfato ß-tricálcico 
                8.2.6 – Newberita (“newberyite”): fosfato amoníaco-magnesiano triidratado 
                8.2.7 – Fosfato octacálcico 
	8.3 – Grupo Ácido úrico
                8.3.1 – Ácido úrico anidro 
                8.3.2 – Ácido úrico diidratado 
	8.4 – Grupo Urato
                8.4.1 – Urato sódico monoidratado 
                8.4.2 – Urato de amônia 
	8.5 - Outros
                8.5.1 – Cistina 
                8.5.2 – Xantina                               
                                

Interpretação:
Causas de calculose metabólica/congênita:

hipercalciúria, hiperparatireoidismo primário, osteoporose, D. de Paget, D. de Cushing, mieloma múltiplo, tumores osteolíticos, S. de Burnett, hipervitaminose D, acidose tubular renal, hipercalciúria idiopática, sarcoidose, hiperoxalúria, oxalose sistêmica, hiperuricosúria, gota, policitemia, diarréias crônicas, terapêutica com citostáticos, hiperuricosúria idiopática, hipocitratúria, cistinúria, tireotoxicose, D. de Crohn, deficiência de piridoxina, S. de Lesch-Nyhan, leucemia mielóide, leucemia aguda, hidronefrose, ocronose, glicinúria, terapêutica com hidroclorotiazida, acetazolamida, silicato de magnésio.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CAMPYLOBACTER SPP.

CBHPM 4.03.10.17-5

Sinonímia:
Campylobacter jejuni. Campylobacter coli. Campylobacter laridis. Campylobacter fetus.

Fisiologia:
Taxonomia: Reino Prokariotae, Filo Bacteria, Classe Proteobacteria, Subdivisões delta e epsilon, Classe epsilonproteobacteria, Ordem Campylobacteriales, Família Campylobacteriaceae, Gênero Campylobacter, Espécie jejuni.
As infecções por Campylobacter são zoonóticas.
Ocorrem por ingestão de aves domésticas contaminadas mal cozidas, leite e água contaminados. O vetor também pode ser ânus→mão→boca. As infecções ocorrem mais nos meses quentes e são mais freqüentes que as causadas por Salmonella e Shigella.
Gram negativo microaerófilo.

Material Biológico:
Fezes.

Coleta:
Enviar amostra de fezes recente, sem conservante, ao laboratório.

Armazenamento:
Temperatura ambiente ou geladeira.

Exames Afins:
Coprocultura, Pesquisa de Leucócitos nas fezes, PPF.

Valor Normal:
Ausente

Método:
Bacterioscópico, cultura em meio de Karmali em condições adequadas de oxigênio e temperatura seguido de identificação.

Interpretação:
Exame útil no diagnóstico diferencial das infecções intestinais. Gastrenterites e septicemias.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://xoomer.virgilio.it/medicine/pathobacteria.htm

CANABINÓIDES

MACONHA

Sinonímia:
delta-9 THC. Delta-9 trans-tetraidrocanabinol. THC.
Delta-1 tetraidrocanabinol. Tetraidrocanabinóide.
D9-tetraidrocanabinol.
Cannabis sativa. Cannabis indica.
Cânabis. Maconha. Hashish. Haxixe. Marihuana.
Marijuana. Bagulho. Baseado. Erva. Fumo. Fuminho.
Cânhamo-da-Índia. Tabanajira. Skank.

Fisiologia:
Taxonomia: Família Canabidaceae, Gênero Cannabis, Espécies sativa e indica.
delta-9-tetraidrocanabinol
Fórmula molecular = C21H30O2
Massa molecular = 314,466 g/mol
delta-1-tetraidrocanabinol

Neurotransmissores implicados: Dopamina, Norepinefrina, Serotonina, GABA e Acetilcolina.
Alucinógeno.

Material Biológico:
Urina.

Urina.
Urina coletada o mais precocemente possível em relação à atitude suspeita, diante de testemunha(s) (cuidado com troca intencional ou diluição da amostra).
A densidade da urina deverá estar entre 1,010 e 1,030 e o pH entre 4,5 a 6,5. Atenção: se o exame estiver sendo feito para finalidades legais, uma cópia da solicitação ou ofício do juiz, delegado ou promotor deve acompanhar cada uma das alíquotas. Em caso de dúvida é melhor abster-se de coletar urina para esta finalidade e mesmo se coletada, na ausência do documento legal, o exame não deve ser feito nem cobrado, principalmente se for de menor de idade. Diante de testemunhas, aliquotar a urina em 4 amostras de 20 ml, identificar, rotular e lacrar as4 amostras rubricadas pelas testemunhas. Enviar 2 amostras para o laboratório que fará a análise. Uma outra amostra deverá ser congelada pelo laboratório que fez a coleta e a última amostra deverá ser guardada pelo suspeito ou responsável, também congelada a -20ºC.

ADULTERAÇÃO DOS TESTES URINÁRIOS.
Para escapar à detecção da toxicomania certos usuários recorrem à adulteração da urina a ser testada. Pode ser "in vivo" ou "in vitro".
Métodos de adulteração "in vivo": diluição da urina por sobrecarga oral com água, lavagem vesical, modificadores do pH urinário como bicarbonato e citrato, medicamentos como a aspirina, metronidazol, vitamina B 2, fluconazol, ibuprofeno e probenecid.
Métodos de adulteração "in vitro": diluição com água ou outros líquidos, adição de nitrito de sódioou de potássio, álcalis, ácidos fracos, glutaraldeído, oxidantes, sabões e detergentes, NaCl e produtos ricos em sais, sangue, chá Golden Seal e colírios à base de cloreto de benzalcônio.
Grosso modo, a adulteração pode ser detectada pelo aspecto da urina (cor e turbidez), odor, medida imediata da temperatura após coleta, pH, creatinina, densidade, osmolalidade, nitritos e glutaraldeído.

Critérios para validação da urina:

Parâmetro

Densidade

pH

Creatinina

1,010 a 1,030 g/ml

4,5 a 6,5

> 20,0 mg/dl

Armazenamento:
Congelado a -20ºC conserva-se até 4 meses.

Valor “Normal”:

Até 44,9 ng/ml (cut-off)

De 45,0 a 54,9 ng/ml

55,0 ng/ml ou mais*

Negativo para THC

Suspeito para THC

Positivo para THC

* Conforme a SAMHSA – Substance Abuse and Mental Health Services Administration do Department of Health and Human Services.

Interferentes:
Urina não pertencente ao suspeito.
Urina diluída com água ou outros líquidos.

Método:
Quimioluminescência. Immulite.

Interpretação:
O THC tem vida média biológica longa: a sua eliminação pela urina dura de 2 a 4 semanas.
Resultados suspeitos ou positivos devem ser confirmados por outra metodologia: espectrofotometria de massa/ cromatografia gasosa (GC/MS)

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://padrejulio.do.sapo.pt/droga/lexico.htm

CANDIDA SPP

MONILIA

CBHPM 4.03.10.04-3

CBHPM 4.03.06.04-6

AMB 28.06.129-2

Sinonímia:
Candidíase. Candidose. Monilíase (ant.). Sorologia ou cultura para Candida albicansou Monilia albicans (ant.) IgG e/ou IgM. Candida spp.“Flores brancas”.
Leucorréia.

Fisiologia:
Taxonomia: Reino Fungi, Subdivisão Deuteromycotina, Classe Blastomycetes, Ordem Cryptococcales, Família Crypotococcaceae, Gênero Candida, Espécie albicans.
Obs.: modernamente a Monilia sp.é a Neurospora sitophila, fungo raramente encontrado em materiais clínicos e geralmente contaminante.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Pesquisa direta. Cultura de fungos.
Intradermorreação pela Candidina.

Valor Normal:
Negativo ou Não reagente.

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Fixação de complemento.

Interpretação:
Útil no diagnóstico da candidíase sistêmica ou visceral. Podem ocorrer reações cruzadas com outros fungos ou com tuberculose. Resultados negativos não eliminam o diagnóstico.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CAPACIDADE DE FIXAÇÃO DE FERRO

TIBC

CBHPM 4.03.01.42-7

AMB 28.01.034-5

Sinonímia:
TIBC. Total Iron Binding Capacity.
Capacidade de combinação do ferro.
CLLF. Capacidade Latente de Ligação de Ferro.
CTLF. Capacidade Total de Ligação de Ferro.
IST. Índice de Saturação de Transferrina.
Fe ligado + Fe livre, latente ou não-ligado = Fe total
Saturação da transferrina. Saturação da siderofilina.
CFT. Capacidade ferropéxica total.
Capacidade de ferropexia. Capacidade de sideropexia. Capacidade de fixação marcial.

Fisiologia:
A transferrina ou siderofilina sérica é a proteína transportadora do ferro no soro. O seu grau de saturação marcial varia conforme a patologia envolvendo o metabolismo do ferro.
Sofre alterações circadianas.

Material Biológico:
Soro.

Coleta
1,5 ml de soro.

Armazenamento: Amostra coletada em tubo novo, sendo que todo o material para a separação deverá ser previamente lavado com HCl a 50 % e abundante água destilada.
Manter amostra refrigerada entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Hemograma, Ferro, Ferritina, Transferrina, Siderofilina.

Valor Normal:

Bulas estrangeiras:

FERRO

Total (CTLF)

Ligado

Livre (CLLF)

Saturação (IST)

adultos

268 a 477 µg/dl

35 a 150 µg/dl

118 a 442 µg/dl

7,3 a 55,9 %

3 meses a 10 anos

284 a 502 µg/dl

46 a 141 µg/dl

143 a 456 µg/dl

9,2 a 49,7 %

População brasileira:

IDADE

20 anos em diante

Ferro sérico ligado à Transferrina

Capacidade latente de ligação de Fe à Transferrina (CLLF)

Capacidade total de ligação de Fe à Transferrina (CTLF)

Saturação percentual da Transferrina (IST)

15 a 19 anos

Ferro sérico ligado à Transferrina

Capacidade latente de ligação de Fe à Transferrina (CLLF)

Capacidade total de ligação de Fe à Transferrina (CTLF)

Saturação percentual da Transferrina (IST)

10 a 14 anos

Ferro sérico ligado à Transferrina

Capacidade latente de ligação de Fe à Transferrina (CLLF)

Capacidade total de ligação de Fe à Transferrina (CTLF)

Saturação percentual da Transferrina (IST)

6 a 9 anos

Ferro sérico ligado à Transferrina

Capacidade latente de ligação de Fe à Transferrina (CLLF)

Capacidade total de ligação de Fe à Transferrina (CTLF)

Saturação percentual da Transferrina (IST)

1 a 5 anos

Ferro sérico ligado à Transferrina

Capacidade latente de ligação de Fe à Transferrina (CLLF)

Capacidade total de ligação de Fe à Transferrina (CTLF)

Saturação percentual da Transferrina (IST)

Homens

31,0 a 144,0 µg/dl

155,2 a 336,3 µg/dl

299,2 a 367,3 µg/dl

8,4 a 48,1 %

34,0 a 162,0 µg/dl

132,5 a 328,8 µg/dl

294,5 a 362,8 µg/dl

9,4 a 55,0 %

28,0 a 134,0 µg/dl

168,1 a 344,3 µg/dl

302,1 a 372,3 µg/dl

7,5 a 44,4 %

39,0 a 136,0 µg/dl

165,5 a 317,2 µg/dl

301,5 a 356,2 µg/dl

10,9 a 45,1 %

22,0 a 136,0 µg/dl

165,5 a 362,5 µg/dl

301,5 a 384,5 µg/dl

5,7 a 45,1 %

Idade

Menopausa

Ferro sérico ligado à Transferrina

Capacidade latente de ligação de Fe à Transferrina (CLLF)

Capacidade total de ligação de Fe à Transferrina (CTLF)

Saturação percentual da Transferrina (IST)

20 anos em diante

Ferro sérico ligado à Transferrina

Capacidade latente de ligação de Fe à Transferrina (CLLF)

Capacidade total de ligação de Fe à Transferrina (CTLF)

Saturação percentual da Transferrina (IST)

15 a 19 anos

Ferro sérico ligado à Transferrina

Capacidade latente de ligação de Fe à Transferrina (CLLF)

Capacidade total de ligação de Fe à Transferrina (CTLF)

Saturação percentual da Transferrina (IST)

10 a 14 anos

Ferro sérico ligado à Transferrina

Capacidade latente de ligação de Fe à Transferrina (CLLF)

Capacidade total de ligação de Fe à Transferrina (CTLF)

Saturação percentual da Transferrina (IST)

6 a 9 anos

Ferro sérico ligado à Transferrina

Capacidade latente de ligação de Fe à Transferrina (CLLF)

Capacidade total de ligação de Fe à Transferrina (CTLF)

Saturação percentual da Transferrina (IST)

1 a 5 anos

Ferro sérico ligado à Transferrina

Capacidade latente de ligação de Fe à Transferrina (CLLF)

Capacidade total de ligação de Fe à Transferrina (CTLF)

Saturação percentual da Transferrina (IST)

Mulheres

31,0 a 144,0µg/dl

155,2 a 336,3 µg/dl

299,2 a 367,3 µg/dl

8,4 a 48,1 %

25,0 a 156,0 µg/dl

140,0 a 353,0 µg/dl

296,0 a 378,0 µg/dl

6,6 a 52,7 %

28,0 a 184,0 µg/dl

105,6 a 344,3 µg/dl

289,6 a 372,3 µg/dl

7,5 a 63,5 %

45,0 a 145,0 µg/dl

153,9 a 304,5 µg/dl

298,9 a 349,5 µg/dl

12,9 a 48,5 %

39,0 a 136,0 µg/dl

165,5 a 317,2 µg/dl

301,5 a 356,2 µg/dl

10,9 a 45,1 %

22,0 a 136,0 µg/dl

165,5 a 362,5 µg/dl

301,5 a 384,5 µg/dl

5,7 a 45,1 %

* Para obter valores em µmol/l, multiplicar os µg/dl por 0,1791. ** Para obter a Transferrina em mg/dl de proteína, multiplicar os µg/dl de Ferro Total por 0,7164.

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum

Interferentes:
Limpeza do material com detergente iônico.
Hemólise. Hiperlipemia. Hiperbilirrubinemia.
Contraceptivos orais. Estrogênios.

Método:
Ferene de Smith et al. automatizado.
Ferrozine®.

Interpretação:
Nas anemias ferroprivas, hipocrômicas e microcíticas essas dosagens têm significado desde que sejam efetuadas concomitantemente com dosagem de ferro, ferritina e transferrina.

Patologia

Deficiência de ferro

Infecções crônicas

Doenças malignas

Atransferrinemia

Período menstrual

Gravidez 3º trimestre

Hemossiderose pulmonar

Nefrose, Kwashiorkor

Contraceptivos orais

Intoxicação com ferro

Anemia hemolítica

Hemocromatose

Deficiência de piridoxina

Anemia sideroblástica

Talassemia Major

Fe Sérico

D

D

D

D

D

D

D

D

S/E

E

E

E

E

E

E

CTLF

E

D

D

D

S

E

S

D

E

D

S/D

S/D

S

S/D

D

IST

D

D

D

S

D

D

D

E

S

E

E

E

E

E

E

RF *

A

E

E

E

S

S

A

E

S

E

E

E

E

E

E

* RF = Reserva de Ferro (avaliada por coloração específica de esfregaço de medula óssea.)

Legenda:
D = diminuído
E = elevado ou aumentado
S = sem alteração
A = ausente

LIKELIHOOD RATIO.
TABELA LR. – Anemia ferropriva.

Teste

IST < 16,6

SENS(%)

96,0

ESPEC(%)

70,0

LR+(%)

3,2

LR-(%)

0,06

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CARBAMAZEPINA

TEGRETOL®

CBHPM 4.03.01.43-5

AMB 28.01.035.3

Sinonímia:
CBZ. Carbamildibenzazepina.
Nomes comerciais: Tegretard®, Tegretol®.
Obs.: Não confundir com Oxcarbazepina (Auran®, Trileptal®) e nem com carbamida que é sinônimo de uréia.

Fisiologia:
Derivado do Iminostilbeno.
5-carbamil-5H-dibenzo-[b,f]-azepina
Fórmula molecular = C
15H12N2O
Massa molecular = 236,274 g/mol

CARBAMAZEPINA

Meia-vida (t½) biológica:
Adultos : 10 a 25 horas
Estado de equilíbrio: 2 a 6 dias.
Absorção: 70 a 80 %
Ligação protéica: 65 a 85 %
Volume de distribuição (l/kg): 0,8 a 1,9
Metabolismo: 98 %.
A Carbamazepina é um anticonvulsivante de primeira linha no tratamento das convulsões parciais e tônico- clônicas.

Material Biológico:
Soro ou plasma.

Coleta:
2,0 ml de soro ou plasma heparinizado. A coleta é feita pela manhã ou em outro horário, logo antes da tomada do medicamento, não havendo necessidade de jejum.

Esta amostra representa o ponto mínimo da concentração diária no soro do paciente.

LIKELIHOOD RATIO.
TABELA LR. – Anemia ferropriva.

Nível terapêutico

Nível “borderline”

Nível tóxico

4,0 a 12,0 µg/ml

12,1 a 15,0 µg/ml

superior a 15,0 µg/ml

* Para obter valores em µmol/l, multiplicar os µg/ml por 4,2324

Interferentes: Hemólise.
Drogas: eritromicina, propoxifeno.

Método: Quimioluminescência. Immulite.

Interpretação: O nível é aumentado por: Triacetiloleandomicina.
O nível é diminuído por: administração simultânea de Fenobarbital, Felbamato, Hidantoína ou Primidona.
Aumenta o nível de: Fenobarbital e Primidona.
Diminui o nível de: Ácido valpróico, Hidantoína e Lamotrigina.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CARBOXI-HEMOGLOBINA

CO-Hb

CBHPM 4.03.13.09-3

AMB 28.15.009-0


AMB 28.04.010-4

Sinonímia:
CO-Hb. CO. Hb-CO. Monóxido de carbono. Carbonil-hemoglobina.
Atenção: não confundir com CO2-Hb. Dióxido de carbono. Carbamino-hemoglobina (ligada a CO2).
Cianose ligeira: 3,0 a 3,9 g/dl de CO2-Hb;
Cianose média: 4,0 a 4,9 g/dl de CO2-Hb;
Cianose franca: 5,0 ou mais g/dl de CO2-Hb.
A cianose independe dos g/dl da Hb total.
Ver determinação no título "Gasometria".

Fisiologia:
Intoxicação por monóxido de carbono. Exposição ao diclorometano e cloreto de metileno. Esses elementos são utilizados na metalurgia de metais carbonados e na indústria petroquímica como agentes redutores e de síntese orgânica. Aplica-se, também, a todos os procedimentos industriais que contribuem à emissão do CO: fundição de ferro, aço, queima incompleta do carvão em altos-fornos, produção de gás a partir de combustíveis sólidos, mecânica de motores, solda acetilênica, arco voltaico, indústria química, cervejarias e controle de trânsito.
O sangue contendo carbonil-hemoglobina tem um aspecto vermelho-framboesa.

Material Biológico:
Sangue total heparinizado.

Coleta:
2,0 ml de sangue total em tubo sem contato com o ar.
Amostra única: coletar em fim de jornada de trabalho.
Duas amostras: coletar no início e no fim da mesma jornada de trabalho para fazer estudo comparativo da diferença.
Evitar a primeira jornada de trabalho da semana.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC para até 5 dias.

Exames afins:
CK total. DHL.

Valor Normal:

Não-fumantes

Não-expostos ocupacionalmente

IBMP § para Diclorometano

IBMP § para Monóxido de carbono

Fumantes(seg. Casarett & Doull's, 1996)

%

até 1,0

até 3,5

até 3,5

até 10,0

Preparo do Paciente:
Fumantes devem abster-se de fumar nas 24 horas precedentes à coleta do sangue.

Interferentes:
Tabagismo. Hemólise. Contato do sangue com o ar. Congelamento da amostra.

Método:
Espectrofotométrico.

Interpretação:
Este Indicador Biológico possui significado clínicoou toxicológico próprio, mas, na prática, devido à sua curta meia-vida (t½) biológica, deve ser considerado como Indicador Biológico capaz de indicar uma exposição ambiental acima do Limite de Tolerância, mas não possui, isoladamente, significado clínico ou toxicológico próprio, ou seja, não indica doença, nem está associado a um efeito ou disfunção de qualquer sistema biológico.
(NR-7 - Portaria nº 24 de 29/12/94 - DOU de 30/12/94).

§ Índice Biológico Máximo Permitido

RELAÇÃO DE BALTHAZARD E NICLOUX


onde:
RBN = Relação de Bathazard e Nicloux
HbCO = Carbonil-hemoglobina em g/dl
Hbtotal = Hemoglobina total em g/dl
Interpretação:

Valor Normal:

RBN

0,00 a 0,10

0,11 a 0,20

0,21 a 0,30

0,31 a 0,40

0,41 a 0,50

0,51 a 0,60

0,61 a 0,80

> 0,80

Quadro clínico

Ausência de sintomas

Dispnéia de esforço

Cefaléia

Adinamia, náuseas, vertigens

Síncopes

Convulsões, respiração de Cheyne-Stokes

Morte rápida

Morte imediata

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CATECOLAMINAS PLASMÁTICAS

CATECOLAMINAS TOTAIS NO PLASMA

CBHPM 4.07.12.17-6

AMB 28.05.008-8

Sinonímia:
Catecolaminas plasmáticas totais. Epinefrina ou adrenalina + Norepinefrina ou noradrenalina.
Dopamina (ver em seu próprio título).
Aminas simpaticomiméticas.

Fisiologia:
EPINEFRINA(ADRENALINA).
Massa molecular = 183,20 g/mol
NOREPINEFRINA(NORADRENALINA).
Massa molecular = 169,18 g/mol
DOPAMINA
Massa molecular = 153,18 g/mol
Catecolaminas é o nome dado a um grupo de aminas aromáticas (epinefrina, norepinefrina, dopamina e seus metabólitos) que agem respectivamente como hormônios e neurotransmissores. Epinefrina e norepinefrina são formados a partir da dopamina. A epinefrina age sobre a musculatura cardíaca e sobre o metabolismo e também sobre a circulação periférica junto com a norepinefrina, adaptando o organismo ao estresse agudo e crônico. Após terem exercido a sua função, essas moléculas são degradadas a metanefrina e normetanefrina.

Material Biológico:
Plasma com EDTA.

Coleta:
Coletar 2 x 5 ml de sangue com EDTA em tubos previamente gelados e homogeneizar. Misturá-los cuidadosamente por inversão, centrifugá-los imediatamente em caçapas congeladas# e transferir o plasma dos dois tubos para um ou dois tubos plásticos congelados.
Enviar ao menos 2,0 ml de plasma.
# Escolher 2 caçapas opostas da centrífuga. Pipetar3 a 5 ml de água para cada caçapa. Introduzir nelas tubos de ensaio iguais ou com o diâmetro um pouco maior do que os que vão ser centrifugados, contendo areia para não flutuarem.
Colocar no freezer, de pé, para congelar a água. Na ocasião da coleta, retirar as caçapas do freezer, trocar os tubos e centrifugá-los imediatamente dentro do gelo.

Armazenamento:
As amostras podem ser conservadas sob refrigeração entre +2 a +8ºC durante até 6 horas.
Para conservação por tempo maior e para transporte, congelar a -20ºC ou menos. Não estocar em freezer tipo frost-free.
Transportar em gelo seco a -80ºC (gelo de CO2).

Exames Afins:
Catecolaminas fracionadas, Ácido Vanil-mandélico e Metanefrinas urinárias.

Valor Normal:

Paciente deitado(supino)

EPINEFRINA

NOREPINEFRINA

DOPAMINA

Paciente em pé

Método I

até 150,0 pg/ml

até 370,0 pg/ml

até 200,0 pg/ml

Os limites do normal quase dobram em relação ao paciente deitado.

Adultos

EPINEFRINA

NOREPINEFRINA

DOPAMINA

EPINEFRINA + NOREPINEFRINA

3 a 15 anos

EPINEFRINA

NOREPINEFRINA

DOPAMINA

Deitado(pg/ml)

até 50,0

112,0 a 658,0

até 10,0

123,0 a 671,0

até 464,0

até 1.251,0

até 60,0

Método I

De pé (pg/ml)

até 95,0

217,0 a 1.109,0

até 20,0

242,0 a 1.125,0

Preparo do Paciente
Para reduzir o efeito do estresse da punção venosa, deixar o paciente, com a veia cateterizada, em repouso durante 20 a 30 minutos.
Suspender durante 7 dias, após autorização do médico assistente, os medicamentos: alfa-metil-dopa, antidepressivos tricíclicos, betabloqueadores, bloqueadores de canal de cálcio, bromocriptina, broncodilatadores, clonidina, clorpromazina, descongestionantes nasais, fenotiazina, haloperidol, inibidores da ECA (enzima conversora de angiotensina), inibidores da MAO (mono-amino-oxidase), Levo-Dopa, moderadores do apetite, prazosina, quinidina, reserpina, teofilina, tetraciclina, vasodilatadores.
Dieta: durante 5 dias precedentes à coleta não ingerir: banana, laranja, abacaxi, queijo, café, chá, chocolate, caramelos, marmeladas, doces, sorvetes, nozes e bebidas alcoólicas.

Interferentes:
Hemólise e lipemia.
DROGAS:
Aumento: metilxantinas, MAO+fenotiazidas, nitroglicerina, L-dopa, nifedipina, antidepressivos tricíclicos.
Diminuição: clonidina, reserpina, guanetidina, bromocriptina, dexametasona, contrastes radiológicos.

Método
HPLC.

Interpretação:
AUMENTO: feocromocitoma, ganglioneuroma, neuroblastoma, paragangliomas, estresse, hipoglicemia, hipertensão arterial, cardiopatias degenerativas, esquizofrenia, psicose maníaco-depressiva (PMD). DIMINUIÇÃO: hipotensão postural, S. de Shy-Drager, disautonomia familiar. Utilizado como monitor após retirada cirúrgica de tumores localizados na medula adrenal, no córtex adrenal ou nos neurônios simpáticos pós-ganglionares.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CATECOLAMINAS URINÁRIAS

CATECOLAMINAS TOTAIS NA URINA

CBHPM 4.03.11.05-8

AMB 28.05.008-8

Sinonímia:
Catecolaminas urinárias totais. Epinefrina ou adrenalina + Norepinefrina ou noradrenalina.
Eventualmente + Dopamina (ver no título próprio).
Aminas simpaticomiméticas.

Fisiologia:
EPINEFRINA(ADRENALINA).
Massa molecular = 183,20 g/mol NOREPINEFRINA(NORADRENALINA).
Massa molecular = 169,18 g/mol DOPAMINA
Massa molecular = 153,18 g/mol Catecolaminas é o nome dado a um grupo de aminas aromáticas (epinefrina, norepinefrina, dopamina e seus metabólitos) que agem respectivamente como hormônios e neurotransmissores. Epinefrina e norepinefrina são formados a partir da dopamina. A epinefrina age sobre a musculatura cardíaca e sobre o metabolismo e também sobre a circulação periférica junto com a norepinefrina, adaptando o organismo ao estresse agudo e crônico. Após terem exercido a sua função, essas moléculas são degradadas a metanefrina e normetanefrina.

Material Biológico:
Urina de 24 horas acidificada com 15 g de ácido bórico ou com 10 a 25 ml de HCl 6 N para atingir um pH entre 1 e 3.

Coleta:
Coletar todo o volume de 24 horas. Aliquotar 20 ml e informar ao laboratório o volume total.
Se o paciente for suspeito de nefropatia é preciso, também, dosar a creatininúria.

Armazenamento:
Manter a urina ao abrigo da luz e refrigerada entre +2 a +8ºC durante toda a coleta e depois, congelar a amostra a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Catecolaminas fracionadas, Ácido Vanil-mandélico e Metanefrinas urinárias. Catecolaminas plasmáticas.

Valor Normal:

Adultos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

3 a 8 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

9 a 12 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

13 a 17 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

EPINEFRINA

0,12 a 3,00 µg/dl

2,0 a 24,0 µg/24 horas

0,49 a 37,04 µg/g Creatinina

0,71 a 53,57 µg/g Creatinina

NOREPINEFRINA

0,94 a 12,50 µg/dl

15,0 a 100,0 µg/24 horas

3,66 a 154,32 µg/g Creatinina

5,36 a 223,21 µg/g Creatinina

DOPAMINA

3,25 a 60,00 µg/dl

52,0 a 480,0 µg/24 horas

12,70 a 740,74 µg/g Creatinina

18,57 a 1.071,43 µg/g Creatinina

EPINEFRINA + NOREPINEFRINA

1,62 a 15,13 µg/dl

26,0 a 121,0 µg/24 horas

6,35 a 186,73 µg/g Creatinina

9,29 a 270,09 µg/g Creatinina

EPINEFRINA

0,10 a 1,77 µg/dl

1,0 a 7,0 µg/24 horas

0,58 a 50,66 µg/g Creatinina

0,60 a 59,11 µg/g Creatinina

NOREPINEFRINA

0,52 a 12,06 µg/dl

5,0 a 41,0 µg/24 horas

2,93 a 344,48 µg/g Creatinina

3,02 a 401,89 µg/g Creatinina

DOPAMINA

5,33 a 106,38 µg/dl

51,0 a 378,0 µg/24 horas

29,94 a 3.039,51 µg/g Creatinina

30,80 a 3.546,10 µg/g Creatinina

EPINEFRINA + NOREPINEFRINA

0,73 a 13,83 µg/dl

6,0 a 51,0 µg/24 horas

4,62 a 395,14 µg/g Creatinina

4,68 a 460,99 µg/g Creatinina

EPINEFRINA

0,08 a 1,52 µg/dl

1,0 a 8,0 µg/24 horas

0,35 a 25,72 µg/g Creatinina

0,43 a 28,10 µg/g Creatinina

NOREPINEFRINA

0,59 a 8,94 µg/dl

6,0 a 50,0 µg/24 horas

3,09 a 151,52 µg/g Creatinina

3,28 a 166,55 µg/g Creatinina

DOPAMINA

4,05 a 83,58 µg/dl

51,0 a 474,0 µg/24 horas

17,75 a 1.416,54 µg/g Creatinina

21,88 a 1.547,70 µg/g Creatinina

EPINEFRINA + NOREPINEFRINA

0,88 a 12,03 µg/dl

9,0 a 71,0 µg/24 horas

4,18 a 197,33 µg/g Creatinina

4,92 a 215,60 µg/g Creatinina

EPINEFRINA

0,07 a 1,52 µg/dl

1,0 a 11,0 µg/24 horas

0,32 a 20,23 µg/g Creatinina

0,40 a 24,47 µg/g Creatinina

NOREPINEFRINA

0,89 a 12,14 µg/dl

12,0 a 88,0 µg/24 horas

3,87 a 161,84 µg/g Creatinina

4,78 a 195,77 µg/g Creatinina

DOPAMINA

3,21 a 88,97 µg/dl

51,0 a 645,0 µg/24 horas

13,82 a 1.186,21 µg/g Creatinina

17,42 a 1.434,93 µg/g Creatinina

EPINEFRINA + NOREPINEFRINA

0,97 a 12,41 µg/dl

13,0 a 90,0 µg/24 horas

4,19 a 165,52 µg/g Creatinina

5,18 a 200,22 µg/g Creatinina

Preparo do Paciente:
Suspender durante 7 dias, após autorização do médico assistente, os medicamentos: alfa-metil-dopa, antidepressivos tricíclicos, betabloqueadores, bloqueadores de canal de cálcio, bromocriptina, broncodilatadores, clonidina, clorpromazina, descongestionantes nasais, fenotiazina, haloperidol, inibidores da ECA (enzima conversora de angiotensina), inibidores da MAO (mono-amino-oxidase), Levo-Dopa, moderadores do apetite, prazosina, quinidina, reserpina, teofilina, tetraciclina, vasodilatadores.
Dieta: durante 5 dias precedentes à coleta não ingerir: banana, laranja, abacaxi, queijo, café, chá, chocolate, caramelos, marmeladas, doces, sorvetes, nozes e bebidas alcoólicas.

Interferentes:
DROGAS:
Aumento: metilxantinas, MAO + fenotiazidas, nitroglicerina, L-Dopa, nifedipina, antidepressivos tricíclicos.
Diminuição: clonidina, reserpina, guanetidina, bromocriptina, dexametasona, contrastes radiológicos.

Método:
HPLC.

Interpretação:
AUMENTO: feocromocitoma, ganglioneuroma, neuroblastoma, paragangliomas, estresse hipertensão arterial, cardiopatias degenerativas, esquizofrenia, psicose maníaco-depressiva (PMD). Utilizado como monitor após retirada cirúrgica de tumores localizados na medula adrenal, no córtex adrenal ou nos neurônios simpáticos pós-ganglionares.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CAXUMBA IgG e IgM

RUBULAVIRUS

CBHPM 4.03.06.59-3
CBHPM 4.03.06.60-7

AMB 28.06.029-6
AMB 28.06.203-5/96

Sinonímia:

Caxumba. Mumps. Parotidite epidêmica. Rubulavirus. ICTVdB 01.048.1.03.013

Fisiologia:
Taxonomia: Família Paramyxoviridae, Subfamília Paramyxovirinae, Gênero Rubulavirus, Espécie Mumps virus. (Vírus da caxumba). RNAvirus com envelope

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Hemograma, Amilase.

Valor Normal:
Negativo ou Não reagente.

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Imunofluorescência indireta.

Interpretação:
IgG: Positivo ou Reagente pode ser diagnóstico de imunidade pregressa ou doença atual, recente ou ativa (infecção aguda ou subaguda).
Para diferenciar as hipóteses é preciso investigar a IgM.
IgM: Positivo ou Reagente é sugestivo de doença atual, recente ou ativa (infecção aguda ou subaguda). Este anticorpo pode ser detectado a partir do 12º dia após contágio e sua presença pode arrastar-se até o 110º dia, com uma média populacional de 40 dias.
A hiperamilasemia só ocorre na fase aguda inicial, podendo a amilase normalizar-se na convalescença, mesmo na presença de IgM Positivo ou Reagente.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/ICTdb

CEA - ANTÍGENO ARCINOEMBRIÔNICO

CÂNCER DE COLO/RETO/ESTÔMAGO/PÂNCREAS

CBHPM 4.07.12.13-3

AMB 28.06.022-9

Sinonímia:

Marcador tumoral para câncer colorretal, estômago e pâncreas.
CEA. Carcinoembryonic Antigen. ACE. Antígeno Carcinoembrionário. Antígeno Carcinoembriogênico.

Fisiologia:
O antígeno CEA é uma família de glicoproteínas com massa molecular variando de 175 a 200 kDa devido à variação do seu conteúdo em carboidratos e aminoácidos.
É secretado na superfície do glicocálix das célulasque revestem o trato gastrintestinal. Aparece durante o primeiro ou segundo trimestre da vida fetal. Normalmente, a produção de CEA é interrompida antes do nascimento, porém pode reiniciar-se mais tarde, no caso de desenvolvimento de uma neoplasia. Pelo fato dos níveis de CEA também se elevarem por obstrução biliar, hepatite alcoólica, fumo e outras condições, este teste não pode ser usado como uma indicação geral de câncer. Entretanto, a sua dosagem é útil para estadiamento e monitoração de tratamento de determinados cânceres.
Meia-vida (t½) sérica: 2 a 3 semanas (média 420 horas)

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.
Coleta pela manhã com Jejum de 4 ou mais horas.
Centrifugar o sangue só após formação completa do coágulo para prevenir a presença de fibrina.
Amostras de pacientes tomando anticoagulantes podem necessitar de mais tempo para coagular.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC por até 24 horas.
Para períodos mais longos congelar a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.
Evitar descongelamentos repetidos.

Exames Afins:
α-feto proteína, CA 125, CA 15-3, CA 19-9, Gonadotrofina coriônica.

Valor Normal:

Homens

Fumantes

Não-fumantes

Mulheres

Fumantes

Não-fumantes

até 10,0 ng/ml

até 3,4 ng/ml

até 7,4 ng/ml

até 2,5 ng/ml

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Fibrina. Anticorpos heterofílicos. HAMA.

Método:
Eletroquimioluminescência.

Interpretação:
Utilizado como marcador e monitor de neoplasias gastrintestinais, principalmente de COLO e RETO. A elevação persistente de níveis de CEA sugere tumores residuais ou recorrentes. Se os níveis excederem o normal, antes da ressecção cirúrgica, quimioterapia ou radioterapia, seu retorno ao normal dentro de 6 semanas sugere tratamento bem sucedido.
Altos níveis de CEA são característicos em diversas condições malignas, particularmente neoplasias endodermicamente derivadas no trato gastrintestinal e nos pulmões. Concentrações elevadas de CEA podem ocorrer, também, em carcinomas não endodermiais, tais como câncer de mama ou câncer ovariano.
Previsão do CEA após cirurgia radical:

CEAtual = CEAcir X e(-0,00165 x horas)


onde:
CEAatual = CEA esperado no exame atual CEAcir = último CEA antes da cirurgia e= número “e”, base dos logaritmos naturais horas = tempo em número de horas decorridas entre a cirurgia e a coleta do exame atual.
Obs.: 1 mes após uma cirurgia radical espera-se que um CEA de 20,0 ng/ml dê um valor igual ou menor a 6,1 ng/ml. Valores maiores e/ou crescentes sugerem tecido neoplásico remanescente e/ou metástases.

AUMENTO: metástases hepáticas e ósseas; colangiocarcinoma (T. de Klatskin); câncer de mama, pulmão, ovário, estômago, pâncreas; carcinoma medular e de células gigantes da tireóide; neuroblastomas; inflamações gastrintestinais, polipose do COLO, D. de Crohn, D. intestinal inflamatória, hepatopatias, cirrose, alcoolismo, pancreatite, hipotireoidismo, trauma, infarto, colagenose vascular, insuficiência renal, tabagismo; hepatotoxicidade de drogas antineoplásicas e quimioterápicos, necrose de células tumorais, lesões de membrana celular, radioterapia.
Variações fisiológicas são observadas conforme o sexo (maior no homem que na mulher), com a idade e nos 2 primeiros trimestres da gravidez.

LIKELIHOOD RATIO.

TABELA LR. – Câncer de COLO – Estádio A.

Teste

♂CEA > 3,4

♀ CEA > 2,5

SENS(%)

28,0

28,0/p>

ESPEC(%)

83,0

83,0

LR+(%)

1,65

1,65

LR-(%)

0,87

0,87

TABELA LR. – Câncer de COLO – Estádio D.

Teste

♂CEA > 3,4

♀ CEA > 2,5

SENS(%)

84,0

84,0/p>

ESPEC(%)

83,0

83,0

LR+(%)

4,94

4,94

LR-(%)

0,19

0,19

QUADRO DE APLICAÇÕES ONCOLÓGICAS

ÓRGÃO-ALVO:

Avaliação da terapêutica

Monitoramento

Prognóstico

Metátases

Diagnóstico

"Screening"

Marcador associado

COLO / RETO(%)

++++

++++

++

++

-

-

CA 19-9

Sitiografia: < E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CÉLULAS DE DOWNEY

DOWNEY

Sinonímia:
Pesquisa de Células de Downey.

Fisiologia:
A linfocitose associada à Mononucleose Infecciosa é causada por um aumento circulatório de células T ativadas, também chamadas de Células de Downey devido à sua presença atípica no sangue periférico. Mesmo após o desaparecimento das células de Downey e recuperação da doença, O EBV pode ser recuperado de lavados orofaríngeos até 12 a 18 meses depois.
Mais de 90 % dos infectados por EBV eliminam o vírus intermitentemente durante toda a vida, mesmo estando assintomáticos.



Células de Downey

Material Biológico:
Sangue total em EDTA.

Coleta:
3 ou 4 ml de sangue total com EDTA ou 2 esfregaços de sangue secos à temperatura ambiente não corados.

Armazenamento:
Sangue: até 12 horas à temperatura ambiente (TA).
Esfregaços: até 72 horas à TA.

Exames Afins:
Sorologia para Mononucleose. EBV.

Valor Normal:
Pesquisa Negativa

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Hemólise. Congelamento.

Método:
Pesquisa microscópica.

Interpretação:
Este teste é empregado para estadiamento da Mononucleose Infecciosa.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CÉLULAS LE

LE

CBHPM 4.03.04.79-5

AMB 28.04.011-2

Sinonímia:
Células de Hargraves. Células do Lúpus Eritematoso.
Pesquisa do fenômeno LE. Anti-ácido
desoxirribonucléico nativo. Anti-DNAn. Anti-desoxirribonucleoproteína. Anti-DNP.

Fisiologia:
Este teste detecta e semiquantifica anticorpos anti-desoxirribonucleoproteína(anti-DNP) ou anti-ácido desoxirribonucléico nativo (anti-DNAn) que são positivos em 75 a 80 % dos pacientes com diagnóstico de LES. Atribui-se a esses anticorpos o fenômeno da formação das células LE "in vitro".
Um teste Positivo não significa necessariamente um diagnóstico confirmatório de LES e resultados Negativos foram encontrados em indivíduos com sintomas evidentes de LES. Nos casos de dúvida, é preciso pesquisar o FAN e outros anticorpos.



Célulasde Hargraves

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC para até 48 horas. Para períodos de até 6 semanas, congelar a -20ºC. Não estocar em freezer tipo frost-free. Evitar descongelamentos repetidos.

Exames Afins:
FAN, Anticorpos anti-DNAn, Complemento, Imunocomplexos.

Valor Normal:

TESTE QUALITATIVO
(soro não diluído)
Não reagente ou Negativo

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Soro hemolisado, lipêmico e contaminado.
Descongelamentos repetidos.
Medicamentos que podem induzir o Lúpus Eritematoso Sistêmico: hidralazina, isoniazida, procainamida, anticonvulsivantes e outros.

Método:
Zinkham e Conley.
AVITEX-SLE OMEGA. Teste sorológico de aglutinação de látex para detecção do LES ou LEs-LÁTEX ebram.
Obs.: O teste de Zimmer e Hargraves, efetuado com o coágulo, foi tecnicamente abandonado.

Interpretação:
Doenças auto-imunes, Lúpus Eritematoso Sistêmico e outras afecções inflamatórias como esclerodermia, poliartrite reumatóide, dermatomiosite e conectivites.
É importante lembrar que existem falso-negativos em pacientes com diagnóstico clínico de LES e que 1 % dos indivíduos sãos podem dar reações falso-positivas, portanto, um LE Positivo não é um diagnóstico patognomônico de Lúpus Eritematoso Sistêmico.
Obs.: A pesquisa clássica de "células LE" pelo método de Hargraves foi proscrita pelo Colégio Americano de Reumatologia que não a considera mais um critério diagnóstico para o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES).
Substituto sugerido: Fator Anti Núcleo (FAN) em células HEp-2 ou Anticorpos anti-DNAn (DNA nativo).

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.metanalysis.com.br/boletins/bol-9.htm
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1676-24442002000300008&script=sci_arttext&tlng=pt

CERULOPLASMINA

FERRO OXIDASE

CBHPM 4.03.01.47-8

AMB 28.01.037-0

Sinonímia:
Ferro oxidase I e II. Endoxidase I.

Fisiologia:
Alfa-2 globulina azulada.
Massa molecular = 160 kDa Cada molécula de ceruloplasmina fixa até 8 átomos de cobre, sendo 4 na parte superficial da molécula e 4 na parte profunda. A ceruloplasmina é ao mesmo tempo fixadora de Cobre, enzima de eliminação de aminas plasmáticas e de mobilização do Ferro que ela oxida de Fe++(ferroso) a Ferro +++ (férrico) facilitando a transformação de Apotransferrina em Transferrina.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
0,5 ml de soro coletado em tubo de plástico.

Armazenamento:
Congelar a amostra a -20ºC. Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Cobre sérico.

Valor Normal:

Normal
15 a 45 mg/dl

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Lipemia e hemólise. Coleta em tubo de vidro.

Método:
Colorimétrico.

Interpretação:
AUMENTO: gravidez, contraceptivos orais, tumores, inflamações agudas e crônicas (artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico, necrose tubular, infarto do miocárdio, hepatites, D. de Hodgkin. DIMINUIÇÃO: D. de Wilson, S. nefrótica, gastroenteropatias, S. de perdas protéicas. Ver Índice de cobre livre (ICL) na página "Cobre".

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CHAGAS

MACHADO-GUERREIRO

CBHPM 4.03.06.61-5
CBHPM 4.03.06.62-3
CBHPM 4.03.07.96-4

AMB 28.06.030-0
AMB 28.06.031-8

Sinonímia:
Trypanosoma cruzi. Machado-Guerreiro (antiga reação de fixação de complemento, atualmente em desuso). Sorologia para Tripanossomíase ou tripanossomose americana IgG e/ou IgM. Doença de Chagas. Enfermidade de Chagas-Mazza.

Fisiologia:
Taxonomia: Reino Protista, Sub-reino Protozoa, Filo Sarcomastigophora, Subfilo Mastigophora, Classe Zoomastigophorea, Ordem Kinoplastida, Família Trypanosomatidae, Gênero Trypanosoma, Subgênero Schizotrypanum, Espécie cruzi. Seção Stercoraria. A tripanossomose é uma zoonose causada por um protozoário flagelado transmitido por insetos reduviídeos hemípteros hematófagos da família Triatomatidae, Triatoma infestanse Rhodnius prolixus, chamados no Brasil de bicho-barbeiro, bicho-de-frade, bicho-de-parede, bicudo, cascudo, chupança, chupão, chupa-pinto, fincão, furão, gaudério, percevejão, percevejo-do-sertão, percevejo-gaudério, procotó, rondão, vunvum. A transmissão também pode ocorrer por transfusão sangüínea ou por via placentária (congênita).

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1 1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a amostra a -20ºC. Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Pesquisa de Trypanosoma cruzi. Xenodiagnóstico de Brumpt (apenas disponível nas faculdades de medicina de zonas endêmicas).

Valor Normal:

IMUNOFLUORESCÊNCIA (IFI)

HEMAGLUTINAÇÃO (HAI)

Títulos até 1/16 (1:24)

Títulos de 1/32 (1:25) ou maiores

Ausência de anticorpos anti- tripanossoma ou Não reagente

Não Reagente

Reagente

Atenção: na HAI pode haver reação cruzada com Leishmaniose visceral e tegumentar. Títulos iguais a 1/32 precisam ser confirmados com outros métodos!

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Benzonidazol (Rochagan).

Método:
Imunofluorescência indireta, hemaglutinação indireta ou ELISA.
Sensibilidade ~ 95,0 % = ~ 5,0 % de falso-negativos
Especificidade ~ 99,8 % = ~ 0,2 % de falso-positivos

Interpretação:
Diagnóstico de infestação por Trypanosoma cruziou Doença de Chagas.

Imunofluorescência:


Chagas(+) 100X
Anticorpos anti Trypanosoma cruzi, agente etiológico da tripanossomíase americana (enfermidade de Chagas-Mazza). O substrato antigênico utilizado é uma suspensão de Trypanosoma cruzi. Se observa fluorescência em toda a membrana do parasito de forma intensa e contínua.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.dpd.cdc.gov/dpdx/HTML/ImageLibrary/Tr ypanosomiasisAmerican_il.htm
http://www.cdfound.to.it/HTML/trip1.htm

CHUMBO

Pb

CBHPM 4.03.13.10-7

AMB 28.15.012-0

Sinonímia: Pb. PbS. Plumbu. Plumbemia. Saturnismo. Chumbo inorgânico. Chumbo-tetraetila. Litargírio. Carbonato básico de Pb (Pigmento branco, Branco Cremnitz).
Acetato de Pb.

Fisiologia:

Metal alcalino-terroso.
No sistema circulatório, o chumbo está, em sua maior parte, ligado aos eritrócitos, sendo por isso, o sangue total, o melhor indicador dessa intoxicação.
O Chumbo, além da manipulação na própria indústria de sua refinação, laminação e fundição, é utilizadona metalurgia de bronze, na indústria cerâmica, de baterias e acumuladores, em tintas, esmaltes, vernizes, tinturas para cabelo, na indústria de pigmentos e secantes, vulcanização da borracha, indústria gráfica, olarias, como componente da gasolina (alcoílas), chumbo tetra-etila e chumbo tetra-metila, na indústria petrolífera, fabricação de fósforos, vidro, munição, fotocopiadoras, pérolas artificiais, latas de conservas alimentares soldadas a chumbo, encanamentos de água em chumbo.
Policiais, militares e guardas que praticam tiro aoalvo em ambiente fechado podem intoxicar-se.

Material Biológico:
Urina ou sangue total heparinizado ou cabelo.

Coleta:
Chumbo inorgânico: SANGUE: 2,0 ml de sangue total heparinizado de qualquer dia ou hora, desde que o trabalhador esteja em trabalho contínuo nas últimas 4 semanas sem afastamento maior que 4 dias. O sangue deve ser coletado em tubo de polietileno. Recomenda-se iniciar a monitoração após 1 mês de exposição.
URINA: alíquota de 20 ml de urina de qualquer dia ou hora, desde que o trabalhador esteja em trabalho contínuo nas últimas 4 semanas sem afastamento maior que 4 dias. Recomenda-se iniciar a monitoração após 1 mês de exposição. Coletar a urina em frasco de polietileno isento de contaminação.
Acidificar para pH=2 com HNO 36 N.
CABELO: 1 g de cabelo de crescimento recente (1 cm a partir da raiz que é representativo dos últimos 30 dias).
Chumbo-tetraetila:
Amostra única: coletar em fim de jornada de trabalho.
Duas amostras: coletar no início e no fim da mesma jornada de trabalho para fazer estudo comparativo. Recomenda-se evitar a primeira jornada de trabalho da semana.

Exames Afins:
Chumbo (sangue e urina), Ácido δ-amino levulínico na urina, Ácido δ-amino levulínico deidratase, Zn-protoporfirina. Glicosúria. Aminoacidúria. ISS.

Valor Normal:
Pacientes não-expostos:

Sangue

Até 15 anos

16 e mais anos

Urina

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

até 10 µg/dl

até 20 µg/dl

até 5,60 µg/l

até 4,48 µg/24 horas

até 6,9 µg/g Creatinina

até 10,0 µg/g Creatinina

Expostos:

Sangue

IBMP §

Urina

IBMP §

até 40 µg/dl

até 60 µg/dl

até 50 µg/g Creatinina

até 100 µg/g Creatinina

* Para obter valores em µmol/l, multiplicar os µg/dl por 0,0483

Interferentes:
Existem interferências químicas e físicas, de absorção (background), de incandescência e fluxo de gás e alterações devidas ao uso de matriz modificadora das temperaturas de atomização.

Método:
Absorção atômica (forno de grafite).

Interpretação:
Chumbo inorgânico:
Além de mostrar uma exposição excessiva, este Indicador Biológico tem também significado clínico ou toxicológico próprio, ou seja, pode indicar doença, estar associado a um efeito ou a uma disfunção do sistema biológico avaliado.
(NR-7 - Portaria nº 24 de 29/12/94 - DOU de 30/12/94).
Chumbo-tetraetila:
Este indicador biológico é capaz de indicar uma exposição ambiental acima do Limite de Tolerância,mas não possui, isoladamente, significado clínico ou toxicológico próprio, ou seja, não indica doença, nem está associado a um efeito ou disfunção de qualquer sistema biológico.
(NR-7 - Portaria nº 24 de 29/12/94 - DOU de 30/12/94).
§ Índice Biológico Máximo Permitido

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://nautilus.fis.uc.pt/st2.5/scenes-p/elem/e08200.html http://www.cdcc.sc.usp.br/quimica/tabelaperiodica/ta belaperiodica1.htm
http://www.tabelaperiodica.hpg.ig.com.br

CICLOSPORINA

CICLOSPORINA A

CBHPM 4.03.01.48-6

AMB 28.01.166-0

Sinonímia:
Ciclosporina A. CsA.
Nomes comerciais: Ciclosporina®, Sandimmun®, Sandimmun neoral®.

Fisiologia:
A ciclosporina é um peptídeo cíclico composto por 11 aminoácidos, produzido pelo fungo Tolypocladium inflatum. É utilizado como medicamento imunomodulador principalmente nos protocolos de transplantes de rim, fígado, coração, pulmão e medula óssea a fim de melhorar a sobrevida do enxerto prevenindo a sua rejeição. A sua ação se faz inibindo a proliferação dos linfócitos T.
A CsA é metabolizada principalmente no fígado e uma pequena parte é eliminada pela urina. Os seus metabólitos conhecidos são cerca de 30.
Meia-vida (t½) biológica: 17 a 40 horas dependendo da patologia subjacente. O pico de concentração plasmática ocorre entre 1 a 6 horas após a administração.
A CsA apresenta estreita faixa terapêutica e séria hepato e nefrotoxicidade devendo por isso ser monitorizada nos pacientes transplantados.
Obs.: o uso prolongado de Ciclosporina A pode causar hipertrofia gengival.

Material Biológico:
Sangue total com EDTA ou heparina.
O citrato não é recomendado.

Coleta:
Volume mínimo de 3,0 ml de sangue total com EDTA ou heparina.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC para até uma semana. Para conservação por períodos de até 6 meses, congelar a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Valor Normal:

RIM.

Nível terapêutico

Nível de manutenção

CORAÇÃO.

Nível terapêutico

Nível de manutenção

FÍGADO

Nível terapêutico

Nível de manutenção

160 a 200 ng/ml

75 a 150 ng/ml

250 a 325 ng/ml

90 a 160 ng/ml

250 a 300 ng/ml

150 a 238 ng/ml

A dosagem normal da ciclosporina, conforme a dose e horário de administração, se comporta no sangue seguindo uma curva sinusoidal com inflexões inferiores (vales) de 100 a 250 ng/ml e inflexões superiores (picos) de 1.500 a 1.700 ng/ml

Preparo do Paciente:
A partir de 8 anos: jejum de 6 a 8 horas. Crianças de 2 a 7 anos: Jejum de 4 ou mais horas. Lactentes: coletar imediatamente antes da próxima mamada.
Coletar o sangue 12 horas após a última dose do medicamento.

Método:
Imunoensaio de Fluorescência Polarizada – FPIA – TDX

Interpretação:
Exame útil no acompanhamento de pacientes transplantados em tratamento com Ciclosporina A.

Sitiografia: E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.unitau.br/prppg/publica/biocienc/downlo ads/crescimento-N1-2003.pdf

CISTATINA C

CYS C

Sinonímia:
Cys C. Cystatin C.

Fisiologia:
A cistatina C é uma proteína não glicosilada de baixo peso molecular (13,3 kDa), constituída de 120 aminoácidos, produzida por todas as células nucleadas, pertencente à família das cisteinoproteases, enzimas proteolíticas envolvidas em uma série de processos patológicos, tais como os estados de inflamação, doenças neurológicas, invasão tumoral e formação de metástases. As proteases são cruciais para o bom funcionamento do metabolismo celular, para a degradação do colágeno, e a clivagem de proteínas precursoras. É produzida por lisossomos das células nucleadas do organismo, e está presente em diversos fluidos biológicos (soro, líquido seminal, líquido cefalorraquidiano). A cistatina C é livremente filtrada pelos glomérulos renais devido ao seu baixo peso molecular, sendo a seguir quase que totalmente reabsorvida e metabolizada nos túbulos proximais. Ela não sofre interferência de outras proteínas de baixo peso molecular, tais como a RBP (proteína ligada ao retinol), e a ß-2 microglobulina, que também são utilizadas para a avaliação da capacidade de filtração glomerular em vigência de processos de desnutrição grave, inflamatórios e infecciosos.
A quantidade de cistatina C produzida pelo organismo é constante, estando a concentração periférica na dependência exclusiva do ritmo de filtração glomerular. Por isso a cistatina C foi recentemente proposta como um marcador endógeno de função renal muito mais sensível que a creatinina, permitindo que se observe alterações da filtração glomerular de maneira mais precoce que o “clearance” de creatinina.

Material Biológico:
Soro ou plasma.

Coleta:
Volume mínimo de 1,0 ml de soro ou plasma com EDTA ou heparina.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC para até uma semana. Para conservação por períodos de até 6 meses, congelar a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Valor Normal:

Pré-maturos

RN até 2 dias

3 dias a 4 meses

5 a 11 meses

12 meses

2 a 19 anos

20 a 59 anos ♂

20 a 59 anos ♀

60 anos em diante

0,64 a 2,30 mg/l

1,17 a 3,06 mg/l

0,93 a 2,22 mg/l

0,82 a 1,80 mg/l

0,70 a 1,38 mg/l

0,66 a 0,84 mg/l

0,64 a 0,84 mg/l

0,56 a 0,74 mg/l

0,73 a 0,93 mg/l

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Este exame não sofre interferência da bilirrubina encontrada em soros de pacientes muito ictéricos, no entanto, a cistatina C pode sofrer alterações em vigência de lipemia e hemólise intensas. A literatura aponta que apenas a metil prednisolona aumenta os níveis de cistatina C, enquanto que a ciclosporina causa sua diminuição.

Método:
Imunonefelometria e imunoturbidimetria.

Interpretação:
Trata-se de um excelente teste de triagem e acompanhamento de pacientes com prejuízo da função renal, uma vez que a cistatina C se encontra diminuída tanto nas glomerulopatias, quanto nas tubulopatias. É particularmente útil para a detecção de nefropatia inicial em diabéticos. Elevações da cistatina C, sem correlação com alteração da taxa de filtracão glomerular, foram descritas em pacientes com mieloma múltiplo, tumores malignos, cirrose hepática, DD. autoimunes e em alguns hipertensos e diabéticos com proteinúria.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CISTICERCOSE

WEINBERG

CBHPM 4.03.06.65-8

AMB 28.06.163.2/92
AMB 28.09.018-7

Sinonímia:
Reação de Weinberg (reação de fixação de complemento em desuso). Taenia solium. Taenia cucurbitana(ant). "Pork tapeworm".

Fisiologia:
Taenia solium(patogênico) Sinônimo: solitária, cisticercose.
Taxonomia: Filo Platyhelminthes, Classe Cestoidea, Subclasse Cestoda, Ordem Cyclophyllidea, Família Taeniidae, Gênero Taenia, Espécie solium.
O ser humano é o hospedeiro exclusivo do verme adulto, Taenia solium, mantendo o ciclo do parasita pela eliminação de seus proglotes grávidos nas fezes, que contaminando o ambiente, podem ser ingeridos por suínos. Uma vez no intestino do suíno, se dá a ruptura da casca quitinosa calcárea do ovo, o embrião é liberado e atravessa a mucosa intestinal por meio de seus acúleos para depois alcançar tecidos e órgãos do porco desenvolvendo a sua forma larvária, Cysticercus cellulosae, nome dado ao cisticerco quando se apresenta na forma cística, vesícula contendo escólex em seu interior. Quando se apresenta na forma racemosa, em cachos com numerosas vesículas sem o escólex, chama-se Cysticercus racemosus. Fechando o ciclo, o ser humano após ingerir a carne suína infectada com cisticercos viáveis, desenvolve no intestino, o verme adulto a partir da sua fixação à parede intestinal pelas suas ventosas e acúleos.
Acidentalmente, pode ocorrer a cisticercose no ser humano, decorrente do vetor ânus→mão→boca ou ânus→mão→mão do outro→boca. Foi relatada a possibilidade de cisticercose em conseqüência a refluxo duodeno-gástrico de proglotes maduros. Água e alimentos contaminados, assim como insetos vetores também são importantes fatores de veiculação dos ovos da tênia. Uma vez ingeridos, os ovos cumprem o ciclo do porco no próprio homem, com fixação dos cisticercos (Cysticercus cellulosae e/ou Cysticercus racemosus) nos músculos, no sistema nervoso central e com certa freqüência, na retina.

Material Biológico:
Soro ou liquor.

Coleta:
1,0 ml de soro ou liquor.

Armazenamento:
Congelar a amostra a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Parasitológico de Fezes. Liquor (análise).

Valor Normal:

IgG e IgM
Negativo ou Não reagente

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum

Método:
Enzimaimunoensaio.

Interpretação:
Diagnóstico de cisticercose humana. Alguns antígenos parasitários podem levar a um resultado falso-positivo. Por isso, analisar o resultado obtido em relação ao quadro clínico do paciente.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.dpd.cdc.gov/dpdx/HTML/ImageLibrary/C ysticercosis_il.htm

CISTINA

CIS

CBHPM 4.03.11.24-4
CBHPM 4.03.11.06-6

AMB 28.01.039-6
AMB 28.13.013-8

Sinonímia:
Cistinúria. Cis. L-cistina. Dicisteína.
Ácido ß-dissulfo di-[α-aminopropiônico].
Ácido alfa-amino gama-tiopropiônico.
Cistina vem do grego, kystis = bexiga.

Fisiologia:
Cistina:
Fórmula molecular = C6H12N2O4S2
Massa molecular = 240,3 g/mol
Obs.: não confundir com Cisteína. (CisSH)
A cistina é formada por duas cisteínas ligadas por S-S.
[(Cisteína x 2) - 2 H] = Cistina
[(121,16 x 2)-2 x 1,008] = 240,3

Cisteína
Ácido α-amino ß-tiolpropiônico.
Ácido α-aminotiopropiônico.
Fórmula molecular = C3H7NO2S
Massa molecular = 121,16 g/mol).

Material Biológico:
Urina de 24 horas.

Coleta:
Coletar todo o volume de 24 horas.
Aliquotar 25 ml e informar o volume total.

Armazenamento:
Urina coletada em frasco contendo 2 ml de HCl 50 % por litro de urina.
Refrigerar durante o período de coleta.

Exames Afins:
Calciúria, Perfil metabólico para nefrolitíase, Uricosúria.

Valor Normal:

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

1,25 a 12,50 mg/dl

20,0 a 100,0 mg/24 h

4,88 a 154,32 mg/g Creatinina

7,14 a 223,21 mg/g Creatinina

* Para obter valores em mg/l, multiplicar os mg/dl por 10
** Para obter valores em µmol/l, multiplicar os mg/dl por 41,6146

Método:
Cromatografia de camada delgada.

Interpretação:
Exame utilizado na propedêutica da litíase urinária. Em altas concentrações, a cistina é insolúvel na urina, levando à formação de cálculos de repetição.
AUMENTO: cistinose, S. de Lignac-Fanconi.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.geocities.com/bioquimicaplicada/aa4.htm

CITOGRAMA NASAL

MUCO NASAL – EOSINÓFILOS E MASTÓCITOS

CBHPM 4.03.12.05-4

AMB 28.14.001-0

Sinonímia:
Pesquisa de eosinófilos e mastócitos em muco nasal.

Material Biológico:
Esfregaços de mucosa nasal.

Coleta:
O material deve ser coletado da mucosa do septo nasal ou do corneto médio na altura do osso nasal.

Armazenamento:
Enviar as lâminas com o material fixado.

Exames Afins:
Imunoglobulina IgE. Alérgenos.

Preparo do Paciente:
Não utilizar medicação tópica 24 horas antes da coleta do material.

Método:
Coloração pelo Leishman ou pelo Wright-Giemsa.

Interpretação:
Na obstrução nasal crônica de qualquer etiologia o número de células caliciformes é superior a 20 %. Na rinite atrófica o número de células caliciformes diminui e ocorre metaplasia do epitélio com aparecimento de células epiteliais planas. Na asma e na rinite alérgica ocorre aumento de eosinófilos e/ou mastócitos. Nos processos bacterianos e virais ocorrem neutrófilos em grande quantidade.

Graduação semiquantitativa da citologia nasal:

Média de células por 10 campos de 1.000 aumentos

Eosinófilos e neutrófilos

0

0,1 a 1,0

1,1 a 5,0

5,1 a 15,0

15,1 a 20,0

> 20,0

Basófilos

0

0,1 a 0,3

0,4 a 1,0

1,1 a 3,0

3,1 a 6,0

> 6,0

Graduação

0 +

½ +

1 +

2 +

3 +

4 +

0 +

½ +

1 +

2 +

3 +

4 +

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://allergy.edoc.com/1998_archives/pdf/feb_98/16 5.pdf

CITOLOGIA DE FLUIDOS

ONCOCITOLOGIA DE FLUIDOS

CBHPM 4.06.01.12-9

AMB 21.01.004-8

Sinonímia:
Citologia oncológica. Pesquisa de células neoplásicas.
Oncocitologia de fluidos.

Material Biológico:
Urina, punção de cistos, líquidos e efusões em geral.

Coleta:
Punção aspirativa por agulha fina (PAAF), broncoscopia.

Preparo do Paciente:
a) Material líquido em PEQUENA quantidade: preparar esfregaços finos.
b) Material líquido em MAIOR quantidade: centrifugar, decantar o sobrenadante e preparar esfregaços finos com o sedimento.
Utilizar fixador carbowax imediatamente após a preparação das lâminas.

Interferentes:
Demora no preparo dos esfregaços. Temperatura inadequada até a realização dos esfregaços (manter o material em geladeira, sem congelar).

Método:
Avaliação direta ao microscópio após coloração pelo método de Papanicolaou.

Interpretação:
Laudo descritivo. Pode ser positivo, negativo ou suspeito para células malignas.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CITOLOGIA DE SECREÇÕES

ONCOCITOLOGIA DE SECREÇÕES

CBHPM 4.06.01.12-9

AMB 21.01.004-8

Sinonímia:
Citologia oncológica. Citologia. Pesquisa de células neoplásicas. Oncocitologia de secreções.

Material Biológico:
Secreção de qualquer órgão (mamas, pênis, olhos, escarro etc.).

Coleta:
Depositar na lâmina, camada fina da secreção obtida.

Armazenamento:
Fixar a lâmina logo após a coleta.

Método:
Pesquisa de células neoplásicas ou pré-neoplásicas malignas.

Interpretação:
Laudo descritivo.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CITOLOGIA DE TZANCK

DONOVANOSE

CBHPM 4.06.01.12-9
CBHPM 4.03.10.09-4

AMB 21.01.004-8

Sinonímia:
Tzank. Pesquisa de células de Tzank. Teste de Tzank.
Citológico de Tzank. Pesquisa de células acantolíticas.
Inclusões citoplasmáticas de Donovan. Corpúsculos de Donovan. Corpúsculos de Leishman-Donovan.
Klebsiella granulomatis. Calymmatobacterium granulomatis(ant). Donovania granulomatis(ant).
Encapsulatus inguinalis(ant). Donovanose.
Granuloma inguinal. Granuloma venéreo ulceroso tropical.
Charles Donovan: cirurgião inglês, 1863-1951.

Taxonomia: Ordem Enterobacteriales, Família Enterobacteriaceae, Gênero Klebsiella, Espécie granulomatis.

Material Biológico:
Raspado de lesão. Biópsia de borda de lesão.

Coleta:
Deve-se escolher vesículas intactas ou lesões frescas e limpas, não contendo pus. O esfregaço deve ser feito com material da base da lesão (vesícula ou úlcera) obtido com um "swab" estéril e "desenrolado" sobre uma lâmina limpa para não destruir a estrutura celular.

Armazenamento:
Deixar secar ao ar e depois fixar com metanol durante 15 segundos.

Presença ou ausência de células gigantes com inclusões virais, acantolíticas ou com corpúsculos de Donovan.

Preparo do Paciente:
Não usar pomadas tópicas durante ao menos 24 horas antes do procedimento de coleta.

Método:
Coloração de May-Grünwald-Giemsa.

Interpretação:
Quando células gigantes com inclusões virais, acantolíticas ou com corpúsculos de Donovan são vistas, o diagnóstico provável é de granuloma inguinal (Donovanose).

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://xoomer.virgilio.it/medicine/pathobacteria.htm

CITOLOGIA HORMONAL

CBHPM 4.06.01.16-1
CBHPM 4.06.01.14-5

AMB 21.01.006-4
AMB 21.01.014-5

Sinonímia:
CHS. Citologia hormonal seriada. Colpocitologia hormonal seriada. CHI. Citologia hormonal isolada.
Colpocitologia hormonal isolada.

Fisiologia:
Os sintomas genitais decorrentes do hipoestrogenismo incluem prurido vulvar, vagina seca e dispareunia e os urinários vão desde disúria e polaciúria até infecção e incontinência. Os efeitosdo hipoestrogenismo no trato urinário encontram justificativa na embriogênese, pois tanto a vagina como a uretra distal têm origem embriológica comum, a partir do seio urogenital. Por isso, ambas respondem à ação dos esteróides sexuais devido à presença de receptores hormonais. Assim, sendo as mucosas vaginal e uretral sensíveis aos esteróides ovarianos, as células delas esfoliadas traduzem o efeito desses hormônios, permitindo, por meio de sua análise, saber o estado funcional do ovário. No climatério, observam–se esfregaços vaginais hipotróficos ou até acentuadamente atróficos.
O esfregaço atrófico se caracteriza pela ausência de células superficiais eosinófilas e por porcentagem variável de células profundas. O grau de atrofia é tanto maior quanto maior a quantidade de células profundas encontradas no esfregaço.
Este exame fornece um acesso indireto à função ovariana, desde a infância até a pós-menopausa. Pode ser utilizado, também, na detecção do período ovulatório durante tratamento de esterilidade, na monitoração de terapias hormonais e nas disfunções ovarianas, além de sua aplicabilidade na obstetrícia, na detecção da proximidade da data provável do parto, na avaliação da função placentária e na pesquisa de escamas fetais (ruptura precoce ou não da bolsa amniótica).

ÍNDICES
Há vários índices para classificar as influências hormonais no epitélio vaginal e urinário. Os mais utilizados são o Índice de maturação celular ou de Frost, o Índice de cariopicnose e o Índice de eosinofilia.
O Índice de Frost(Índice de Maturação) parece ser o mais informativo de todos e consiste na determinação de células profundas (parabasais), intermediárias e superficiais (P/I/S), expressas em percentagem.
Exemplo: um resultado apresentado como IM = 80/20/0 significa: 80 % de células profundas (parabasais), 20 % de células intermediárias e 0 % de células superficiais.

O Índice de Meisels (Valor de Maturação) é calculado a partir do Índice de maturação celular, e corresponde ao somatório da percentagem das células profundas multiplicadas por zero, da percentagem de células intermediárias multiplicadas por 0,5 e da percentagem de células superficiais multiplicadas por 1,0 , portanto,
VM = {[0 X (%P) +] + [0,5 X (%I)] + [1 X (%S)]}
onde:
VM = Valor de Maturação em %
%P = Percentagem de células Profundas
%I = Percentagem de células Intermediárias
%S = Percentagem de células Superficiais
sendo que:
P + I + S = 100
O VM (Valor de Maturação) é mais utilizado para a comunicação entre citologistas e em trabalhos científicos, porém, não é muito indicado para dar laudos citológicos destinados ao clínico.
Exemplo: no caso do exemplo anterior onde
IM = 80/20/0 temos:
VM = {[0(80)] + [0,5(20)] + [1(0)]} =
VM = 0 + 10 + 0 = 10
VM = 10 %

Material Biológico:
Células da parede vaginal lateral, coletadas com espátula de Ayre em esfregada única.

Coleta:
CHS: realizar 3 ou 4 coletas em intervalos regulares dentro de um mesmo ciclo menstrual (7º, 14º, 21º e 26º dias do ciclo). CHI: realizar a coleta em qualquer dia, informando a DUM (data da última menstruação).

Armazenamento:
Utilizar fixador carbowax.

Exames Afins:
Estradiol. Progesterona.

Valor Normal:
Descritivo

Preparo do Paciente:
Três dias antes das coletas do material, evitar relações sexuais. Não usar ducha higiênica, tampões vaginais internos e pomadas ou cremes intravaginais.

Interferentes:
Processo inflamatório, uso de medicamentos que interferem na ação hormonal (corticóides, tranqüilizantes etc), citólise e neoplasia.

Método:
Avaliação direta ao microscópio após coloração de Papanicolaou.
Interpretação:

PADRÃO

Hipotrófico

Normotrófico

Hipertrófico

Atrófico leve

Atrófico moderado

Atrófico acentuado

PREDOM. CELULAR

I > S

I = S

I < S

I > P

I ≥ P

I < P

P %

0

0

0

5 a 30

30 a 70

70 a 100

I %

70 a 100

30 a 70

0 a 30

70 a 95

70 a 30

0 a 30

S %

0 a 30

30 a 70

70 a 100

0

0

0

Legenda:
P = Células profundas
I = Células intermediárias
S = Células superficiais
Curvas cíclicas:
Curva monofásica = ciclo anovulatório ou iatrogenia.
Curva bifásica = ciclo ovulatório.
Curva trifásica = gestacional
Curvas acíclicas
Pós-menopausa, reposição hormonal e iatrogenia

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.diagnosticosdaamerica.com.br/exames/c olpocitologia_hormonal.shtml
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pi d=S0100-72032002000900002

CITOMEGALOVÍRUS IgG e IgM

HHV-5 IgG e IgM (CMV)

CBHPM 4.03.06.66-6
CBHPM 4.03.06.67-4

AMB 28.06.207-8/96
AMB 28.06.164-0/92

Sinonímia:
CMV. CMV IgG. Anticorpos Anti-citomegalovírus.
Citomegalia. Human Herpes Virus 5. HHV-5 IgG.
Herpesvírus humano-5. HCMV.
CMV. CMV IgM. Herpetoviridae.
ICTVdB 00.031.2.01.004

Fisiologia:
Taxonomia: Família Herpesviridae, Subfamília Betaherpesvirinae, Gênero Cytomegalovirus, Espécie Human herpes virus 5. (Citomegalovírus).
DNAvirus com envelope. PM: ± 145.000 kDa.
Tamanho 180 a 200 nm de diâmetro.
O capsídeo viral, contendo o genoma do DNA, tem forma icosaédrica e é constituído por 162 capsômeros. Envolvendo esse capsídeo estão uma ou mais membranas ovais contendo lípides.
O CMV é transmitido através de sangue, saliva, esperma, muco cervical, leite humano e urina. Baixas condições sócio-econômicas aumentam a sua incidência. Sem gravidade e sem importância clínica em adultos imunocompetentes, a infecção pelo CMV se torna importante em pacientes imunodeprimidos e para o feto de grávidas não imunes previamente. É a principal causa de infecção congênita afetando de 0,3 a 2 % dos recém-nascidos. Quando a D. de Inclusão Citomegálica ocorre no feto, ele poderá apresentar calcificações cerebrais, microcefalia, coriorretinite, hepatoesplenomegalia e icterícia.
15 % dos fetos infectados são sintomáticos ao nascer e 10 % dos não-sintomáticos podem apresentar seqüelas neurológicas como retardamento mental.
A metade das mães infectadas excretam o CMV pelo leite.

Material Biológico:
Soro ou plasma.

Coleta:
1,0 ml de soro ou de plasma coletado com citrato, heparina ou EDTA.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC para até 24 horas.
Caso contrário, congelar a amostra a -20ºC.
Evitar descongelamentos repetidos.

Exames Afins:
Avidez de IgG anti-CMV.

Valor Normal:
ELISA - IgG

até

0,35 UI/ml

0,36 a
0,44 UI/ml

acima de
0,44
UI/ml

Negativo
ou
Não reagente

Borderline

Positivo
ou
Reagente

Ausência de imunidade ou fase prodrômica da doença
(até três semanas após o contágio). Repetir após 1 ou 2
semanas e testar em paralelo com a amostra anterior.

Mesma
interpretação.

Geralmente indica imunidade
ou exposição pregressa ao
CMV, exceto se o CMV IgM também estiver positivo.

UI/ml = IU/ml = Unidades Internacionais por mililitro

ELISA - IgM:

Negativo
ou Não
reagente

Positivo
ou
reagente

Ausência
de
anticorpos

Presença
de
anticorpos

Infecção há mais de 6 meses,
fase precoce de infecção aguda ou
imunodeficiência.

Infecção aguda contraída
menos de 6 meses antes da data do teste,
reativação de virose latente ou reinfecção.

CLIA - IgG

até 0,4

UI/ml

0,4 a 0,6
UI/ml

acima
de 0,6
UI/ml

Negativo
ou Não
reagente

Borderline

Positivo
ou
Reagente

Ausência de imunidade ou fase prodrômica da doença
(até três semanas após o contágio). Repetir após 1 ou 2
semanas e testar em paralelo com a amostra anterior.

Mesma interpretação.

Geralmente indica imunidade
ou exposição pregressa ao CMV,
exceto se o CMV IgM também estiver positivo.

CLIA- IgM:

Até
15
UA/m

De 15
a 30
UA/ml

Acima
de 30
UA/m

Negativo
ou Não
reagente

Borderline


Positivo
ou
Reagente

Ausência de anticorpos.
Infecção há mais de 6 meses,
fase precoce de infecção aguda ou imunodeficiência.

Ausência ou presença duvidosa
de anticorpos.
Retestar após 1 semana.

Presença de anticorpos. Infecção aguda contraída
menos de 6 meses antes da data do teste, reativação de
virose latente ou reinfecção.

UA/ml = AU/ml = Unidades Arbitrárias por mililitro

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum

Interferentes:
Hemólise, lipemia, presença de partículas sólidas, contaminação bacteriana.

Método:
CLIA = Quimioluminescência.
ELISA = Enzimaimunosensaio.

ELISA
IgG:
Sensibilidade = 99,6 % = 0,4 % de falso-negativos
Especificidade = 99,9 % = 0,1 % de falso-positivos
IgM:
Sensibilidade = 99,9 % = 0,1 % de falso-negativos
Especificidade = 99,7 % = 0,3 % de falso-positivos

CLIA
IgG:
Sensibilidade = 99,8 % = 0,2 % de falso-negativos
Especificidade = 99,9 % = 0,1 % de falso-positivos
IgM:
Sensibilidade = 98,5 % = 1,5 % de falso-negativos
Especificidade = 97,3 % = 2,7 % de falso-positivos

Interpretação:
IgG: Diagnóstico de infecção e avaliação imunológica do(a) paciente em relação ao vírus CMV. IgM: Diagnóstico de infecção recente por CMV. As IgM ocasionalmente podem ser detectadas na circulação por anos após a infecção primária. Pode-se estimar se a infecção por CMV ocorreu há menos ou há mais de três meses pela pesquisa de AVIDEZ de IgG anti-CMV.
Em recém-nascidos a presença de IgM anti-CMV pode corroborar para o diagnóstico de CMV congênita, assim como títulos de IgG anti-CMV superiores aos da mãe. Entretanto, a ausência de IgM anti-CMV não exclui a hipótese de CMV congênita.
A literatura médica demonstra que a presença de anticorpos anti-HCV IgM pode ser resposta imuno-heterófila causada por infecção de Toxoplasma gondii, Legionella pneumophila, Chlamydia, vírus da caxumba, Epstein-Barr Virus ou por doenças auto-imunes.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com http://www.ncbi.nlm.nih.gov/ICTdb

CITRATO

ÁCIDO CÍTRICO

CBHPM 4.03.11.01-5

AMB 28.13.055-3/99

Sinonímia:
Citrato urinário. Ácido cítrico. Citratúria.

Fisiologia:
Ácido cítrico anidro:
Fórmula molecular = C6H8O7
Massa molecular = 192,1222 g/mol


Ácido cítrico monoidratado:
Fórmula molecular = C6H8O7.H2O
Massa molecular = 210,137 g/mol

Citrato de sódio diidratado:
Fórmula molecular = Na3C6H5O7.2H2O
Massa molecular = 294,0981 g/mol

O citrato sangüíneo provém da ionização do ácido cítrico, por sua vez proveniente da oxidação energética da glicose no ciclo de Krebs. Ele é muito abundante nos ossos e nas cartilagens; está presente como anticoagulante, em grande quantidade nas bolsas de transfusão sangüínea e nos banhos de hemodiálise. 90 % do citrato circulante é filtrado pelos rins e depois é 70 a 90 % reabsorvido pelos túbulos proximais de modo que apenas 10 a 30 % do citrato acaba sendo eliminado pela urina.
Complexando o cálcio urinário, o citrato inibe a formação de cristais de oxalato de cálcio, dos complexos oxalo-fosfatos e de sua agregação. A redução de sua excreção pode provocar a precipitação de cristais de oxalato de cálcio. Tem, portanto, um importante papel na prevenção da litíase urinária.

Material Biológico:
Urina de 24 horas.

Coleta:
Alíquota de 20 ml de urina de 24 horas. Informar o volume total ao laboratório.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC durante coleta e transporte.

Exames Afins:
Calciúria. Oxalúria. Uricosúria.

Valor Normal:

3 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

4 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

5 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

6 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

7 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

8 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

9 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

10 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

11 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

12 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

> 12 anos

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

Normal Rhesus

20,0 a 75,0 mg/dl

113 a 211 mg/24 h

172,0 a 2.140,0 mg/g Creatinina

170,0 a 2.496,0 mg/g Creatinina

20,0 a 75,0 mg/dl

126 a 236 mg/24 h

157,0 a 1.872,0 mg/g Creatinina

157,0 a 2.582,0 mg/g Creatinina

20,0 a 75,0 mg/dl

142 a 261 mg/24 h

142,0 a 1.783,0 mg/g Creatinina

141,0 a 2.582,0 mg/g Creatinina

20,0 a 75,0 mg/dl

156 a 286 mg/24 h

129,0 a 1.594,0 mg/g Creatinina

131,0 a 2.024,0 mg/g Creatinina

20,0 a 75,0 mg/dl

170 a 312 mg/24 h

121,0 a 1.440,0 mg/g Creatinina

124,0 a 1.742,0 mg/g Creatinina

20,0 a 75,0 mg/dl

184 a 337 mg/24 h

115,0 a 1.362,0 mg/g Creatinina

118,0 a 1.528,0 mg/g Creatinina

20,0 a 75,0 mg/dl

198 a 360 mg/24 h

109,0 a 1.270,0 mg/g Creatinina

112,0 a 1.387,0 mg/g Creatinina

20,0 a 75,0 mg/dl

210 a 387 mg/24 h

101,0 a 1.208,0 mg/g Creatinina

109,0 a 1.291,0 mg/g Creatinina

20,0 a 75,0 mg/dl

223 a 416 mg/24 h

93,0 a 1.102,0 mg/g Creatinina

108,0 a 1.270,0 mg/g Creatinina

20,0 a 75,0 mg/dl

252 a 457 mg/24 h

87,0 a 1.012,0 mg/g Creatinina

108,0 a 1.248,0 mg/g Creatinina

20,0 a 75,0 mg/dl

320 a 600 mg/24 h/1,73 m2

78,0 a 925,0 mg/g Creatinina

114,0 a 1.338,0 mg/g Creatinina

* Para obter valores em µmol/l de Ácido cítrico anidro, multiplicar os mg/dl por 52,05

** Para obter valores em µmol/l de Ácido cítrico monoidratado, multiplicar os mg/dl por 47,59

*** Para obter valores em mmol/24 h de Ácido cítrico anidro, multiplicar os mg/24 h por 0,005205

**** Para obter valores em mmol/24 h de Ácido cítrico monoidratado, multiplicar os mg/24 h por 0,004759

Preparo do Paciente:
A não ser orientação dietética especial do médico-assistente, consumir a dieta habitual.

Interferentes:
Grande contaminação bacteriana da amostra. Aumento: corticóides, estrógenos, oxalatos, fosfatos, sulfatos, chumbo, terapia com citrato de potássio ou com 100 ml ou mais de suco de limão/dia. Diminuição: acetazolamida, clorotiazida, hidroclorotiazida, progesterona.

Método:
Cinético enzimático. UV. Transformação de citrato em oxaloacetato sob ação da citratoliase. Kit Roche Cat. Nº 10 139 076 035

Interpretação:
Útil na avaliação do paciente com nefrolitíase.
Hipocitratúria (citrato < 320 mg/24 h em pacientes acima de 12 anos – ver o limite para cada uma das outras faixas etárias) primária ou secundária é situação predisponente à formação de cálculos urinários. A citratúria é maior no sexo feminino do que no masculino.
AUMENTO: alcalose metabólica, hipoparatireoidismo, PTH, hipovitaminose D, HGH, estrógenos. Obs.: um aumento de até 20 % acima dos valores de referência pode ser fortuito e não ter significado clínico. Neste caso recomenda-se repetir o exame em outra ocasião para verificar possíveis flutuações de origem dietética.
DIMINUIÇÃO: hiperparatireoidismo, hipervitaminose D, acidose tubular distal, acidose metabólica ou respiratória, insuficiência renal crônica, hipocalemia, hipomagnesemia, andrógenos, progesterona, infecção urinária, acidose láctica pós- exercício, dieta rica em sódio, dieta hiperprotéica, má absorção intestinal, diarréias, D. de Wilson, D. de Fabry, D. de Crohn, pancreatite, depleção potássica por diuréticos, laxativos ou S. de Schwartz-Bartter, hipocitratúria idiopática.

Sitiografia
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://dl.clackamas.cc.or.us/ch106-06/citric.htm

CLAMÍDIA

CHLAMYDIA

CBHPM 4.03.10.07-8

AMB 28.10.013-1

Sinonímia:
Clamidioses.
Pesquisa de Antígenos de Chlamydia trachomatis.
Linfogranuloma venéreo. IV Doença venérea.
D. de Nicolas-Durand-Favre. Pênis em saxofone.
Grupo psitacose-linfogranuloma-tracoma.

Taxonomia: Baseado em dados recentes das seqüências da subunidade 16S do RNA ribossomal, as clamídias são do Reino Prokaryotae, Filo Bacteria (Eubacteria), Classe Chlamydiae, Ordem Chlamydiales, Família Chlamydiaceae, Gênero Chlamydia, Espécies trachomatis e psittaci.
A Chlamydophila pneumoniae, antigamente chamada Chlamydia pneumoniae, pertence ao Gênero Chlamydophila, Espécie pneumoniae.
As clamídias são eubactérias Gram negativas cocóides de parasitismo intracelular obrigatório que se multiplicam nas células hospedeiras formando inclusões intracelulares. Diferentemente das outras bactérias Gram negativas, elas são desprovidas de peptidoglicano na parede bacteriana e dependem, ao menos em parte, do ATP da célula hospedeira.
Essas bactérias se apresentam sob duas formas durante seu ciclo de multiplicação: o corpo elementar (CE), forma extracelular, metabolicamente inerte, representando a forma infecciosa que se diferencia, após penetração na célula eucariota, em corpo reticulado (CR), forma metabolicamente ativa e não-infecciosa. Os corpos reticulados se multiplicam num vacúolo fagossomal visível à microscopia de fluorescência pela técnica da IFI. A maturação dos corpos reticulados termina pela liberação de corpos elementares por lise celular ou por exocitose, dentro de 36 horas no caso da C. psittacie em até 72 horas no caso da C. trachomatisou da Chlamydophila pneumoniae.

Material Biológico:
"Swab" de raspado uretral, cérvico-vaginal, conjuntival, sedimento urinário e de nasofaringe.

Coleta:
Coletar no Laboratório.

Exames Afins:
Bacterioscopia, Cultura de secreção uretral, Sorologia para clamídia. Intradermorreação de Frei. Pesquisa de corpos de von Prowacek-Halberstädter.

Valor Normal:
Negativo.

Método:
Enzimaimunoensaio. Chlamydiazyme - Abbott.
Sensibilidade = 86,8 a 97,9 % conforme o material.
Especificidade = 96,4 a 99,2 % conforme o material.

Interpretação:
Útil no diagnóstico das infecções por clamídias.
Linfogranuloma venéreo.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://xoomer.virgilio.it/medicine/pathobacteria.htm

CLAMÍDIA IgA QUALITATIVO

IgA ANTI CHLAMYDIA

AMB 28.10.014-0

Sinonímia:
Clamidioses.
Chlamydia psittaci. Ornitose. Psitacose (pneumonia, encefalite).
Chlamydia trachomatis. Tracoma. Linfogranuloma. Chlamydophila pneumoniae. Infecções respiratórias altas e baixas. Aterosclerose.
Cepa TWAR = TW de Taiwan (TW-183) e AR de Acute Respiratory (AR-39).
Taxonomia: Baseado em dados recentes das seqüências da subunidade 16S do RNA ribossomal, as clamídias são do Reino Prokaryotae, Filo Bacteria (Eubacteria), Classe Chlamydiae, Ordem Chlamydiales, Família Chlamydiaceae, Gênero Chlamydia, Espécies trachomatis e psittaci.
A Chlamydophila pneumoniae, antigamente chamada Chlamydia pneumoniae, pertence ao Gênero Chlamydophila, Espécie pneumoniae.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a amostra a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Isolamento de clamídia em secreções. IgG anti-Chlamydia. IgM anti-Chlamydia.

Valor Normal:
Negativo ou Não reagente

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
IFI.

Interpretação:
Diagnóstico de afecção aguda ou recente DE MUCOSAS por Chlamydia ou Chalamydophila, podendo ser devido a uma das espécies: trachomatis, psitacci ou pneumoniae.

Observação:
IgA anti-Chlamydia trachomatis: sua associação estatística com a doença ativa é descrita na literatura. Em adultos é mais freqüentemente encontrada que a IgM na fase aguda. Em quadro de infecção urogenital por Chlamydia trachomatis, IgA anti-clamídia apresenta sensibilidade de 63 %.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pi d=S0102-35862000000500011
http://www.fmrp.usp.br/revista/1998/vol31n2/pneum onias_adultos_adquirida_%20comunidade_e_no_hos pital.pdf

CLAMÍDIA IgG e IgM QUALITATIVO

IgG e IgM ANTI CHLAMYDIA

CBHPM 4.03.06.63-1
CBHPM 4.03.06.64-0

AMB 28.10.014-0

Sinonímia:
Clamidioses.
Chlamydia psittaci. Ornitose. Psitacose (pneumonia, encefalite).
Chlamydia trachomatis. Tracoma. Linfogranuloma. Chlamydophila pneumoniae. Infecções respiratórias altas e baixas. Aterosclerose.

Taxonomia: Baseado em dados recentes das seqüências da subunidade 16S do RNA ribossomal, as clamídias são do Reino Prokaryotae, Filo Bacteria (Eubacteria), Classe Chlamydiae, Ordem Chlamydiales, Família Chlamydiaceae, Gênero Chlamydia, Espécies trachomatis e psittaci.
A Chlamydophila pneumoniae, antigamente chamada Chlamydia pneumoniae, pertence ao Gênero Chlamydophila, Espécie pneumoniae.

Material Biológico:
Soro.

Coleta
Volume mínimo de 1,0 ml

Armazenamento:
Congelar a amostra a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Isolamento de clamídia em secreções.
IgM anti-Chlamydia. IgA anti-Chlamydia.

Valor Normal:
IgG:
Negativo ou Não reagente IgM:
Negativo ou Não reagente

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum

Método:
IFI ou ELISA.

Interpretação:
IgG: Diagnóstico de infecção atual ou pregressa causada por Chlamydia ou Chlamydophila, podendo ser devido a uma das espécies: trachomatis, psitacci ou pneumoniae.
Para diagnóstico de infecção atual é preciso titular a amostra atual emparelhada com nova amostra coletada 14 dias depois. O aumento de 2 ou mais títulos na 2ª amostra é positivo para doença aguda ou atual.
Observação:
A IgG anti-Chlamydia trachomatisestá presente em 100 % das crianças com pneumonia e conjuntivite de inclusão, podendo significar, entretanto, transmissão materna passiva de IgG. A prevalência de IgG anti-clamídia é alta em mulheres, mesmo naquelas sem infecção aguda, o que diminui sua importância diagnóstica.
IgM:
Diagnóstico de infecção aguda ou recente por Chlamydia ou Chlamydophila, podendo ser devido a uma das espécies: trachomatis, psitacci ou pneumoniae.
Observação:
IgM anti-Chlamydia trachomatisnão é um marcador fidedigno de infecção aguda, pois os pacientes geralmente já tiveram infecções passadas por outras espécies de clamídias. É útil no diagnóstico de pneumonia por Chlamydia trachomatisem neonatos, onde está presente em quase 100 % dos casos. Mulheres com infecções genitais altas (endometrite, salpingite) tendem a títulos mais elevados de anticorpos. Em quadros de infecções genitais por Chlamydia trachomatis, a IgM apresenta sensibilidade de apenas 19 %.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CLOBAZAM

FRISIUM®

CBHPM 4.03.01.74-5

AMB 28.01.166-0

Sinonímia:
Clobazan.
Nomes comerciais: Frisium®, Urbanil®.

Fisiologia:
7-cloro-1-metil-5-fenil-1H-1,5-benzodiazepina-2,4-[3H,5H]-2-ona Fórmula molecular = C16H13ClN2O2
Massa molecular = 300,745 g/mol
Ansiolítico.
Meia-vida (t½) biológica = 11 a 31 horas.
Metabólito ativo: norclobazam
Meia-vida (t½) biológica = 36 a 46 horas.


Material Biológico:
Soro ou plasma heparinizado.

Coleta:
2,0 ml de soro ou plasma coletado 1 hora antes da próxima tomada de medicação.

Valor Normal:
200 a 1.200 ng/ml
* Para obter valores em nmol/l, multiplicar os ng/ml por 3,3251 Preparo do Paciente:
QUESTIONÁRIO PARA O PACIENTE:
1) Nome do paciente
2) Idade, sexo, altura e peso corporal
3) Medicação usada (nome comercial)
4) Concentração usada
5) Quando iniciou o tratamento
6) Horário em que tomou a última dose
7) Horário da coleta

Método:
HPLC.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CLONAZEPAM

RIVOTRIL®

CBHPM 4.03.01.74-5

AMB 28.01.166-0

Sinonímia:
Clonazepan.
Nome comercial: Rivotril®, Clonopin®.

Fisiologia:
5-(o-clorofenil)-1,3-diidro-7-nitro-2H-1,4-benzodiazepina-2-ona.
Fórmula molecular = C15H10ClN3O3
Massa molecular = 315,716 g/mol
Anticonvulsivante.
Meia-vida (t½) biológica: 19 a 40 horas.

Material Biológico:
Soro ou plasma.

Coleta:
2,0 ml de soro ou plasma. A coleta é feita pela manhã ou em outro horário, logo antes da ingestão do medicamento, não havendo necessidade de jejum. Esta amostra representa o ponto mínimo da concentração diária no soro do paciente.

Valor Normal:

Nível terapêutico

Nível "borderline"

Nível tóxico

15,0 a 60,0 ng/ml

60,1 a 80,0 ng/ml

superior a 80,0 ng/ml

* Para obter valores em nmol/l, multiplicar os ng/ml por 3,1674

Preparo do Paciente:
QUESTIONÁRIO PARA O PACIENTE:
1) Nome do paciente
2) Idade, sexo, altura e peso corporal
3) Medicação usada (nome comercial)
4) Concentração usada
5) Quando iniciou o tratamento
6) Horário em que tomou a última dose
7) Horário da coleta

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CLORO

Cl

CBHPM 4.03.01.55-9

AMB 28.01.046-9

Sinonímia:
Cl. Cloretos. Cloremia. Clorúria. Cloro sérico. Cloro plasmático. Cloro globular. Cloro em sangue total.

Fisiologia:

Halógeno. Não-metal.

Material Biológico:
Soro, sangue total ou urina de 24 horas.

Coleta:
Soro : volume mínimo 0,5 ml
Sangue total: 1,0 ml
Urina: coletar toda a urina de 24 horas e enviar uma alíquota de 20 ml ao laboratório informando o volume total.

Armazenamento:
Soro : congelar a amostra a -20ºC
Sangue total : refrigerar entre +2 a +8ºC
Urina : refrigerar a amostra durante a
coleta entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Ionograma, Sódio, Potássio.

Valor Normal:

Soro ou plasma

Sangue total

Glóbulos

Urina

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

100,0 a 106,0 mmol/l

77,0 a 86,0 mmol/l

24,5 a 74,4 mmol/l

68,8 a 312,5 mmol/l

110 a 250 mmol/24 h

26,9 a 385,8 mmol/g Creatinina

39,3 a 558,0 mmol/g Creatinina

* mmol/l = mEq/l
** Para obter valores em mg/dl de Cl, multiplicar os mmol/l por 3,5453
*** Para obter valores em mg/dl de NaCl, multiplicar os mmol/l por 5,8443

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum

Método:
Eletrodo seletivo automatizado.
O Cloro dos glóbulos (cloro globular) pode ser calculado aplicando-se a fórmula:


onde:
Clg = Cloro globular em mmol/l
Cls = Cloro no sangue total em mmol/l
Clp = Cloro no soro ou plasma em mmol/l
Htc = Hematócrito em %

Interpretação:
AUMENTO: Acidose metabólica hiperclorêmica, alcalose respiratória, nefrose, pielonefrite, D. dorim policístico, uropatia obstrutiva, acidose tubular renal, desidratação, hipertensão arterial, diabetes insipidus, terapia com soro fisiológico EV, eclampsia, hiperparatireoidismo primário, S. de Lightwood.

DIMINUIÇÃO: Alcalose metabólica, acidose respiratória crônica, acidose diabética, estados febris, insuficiência cardíaca congestiva, S. do hormônio antidiurético inapropriado, terapia EV com soluções hipotônicas, depleção de sal, sudorese intensa, distúrbios gastrintestinais com vômitos e diarréia, queimaduras, insuficiência renal, pancreatite aguda, D. de Addison.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://nautilus.fis.uc.pt/st2.5/scenes-p/elem/e01700.html
http://www.cdcc.sc.usp.br/quimica/tabelaperiodica/ta belaperiodica1.htm
http://www.tabelaperiodica.hpg.ig.com.br

CLOSTRIDIUM BOTULINUM

BOTULISMO

~CBHPM 4.03.06.68-2

Sinonímia:
Clostridium botulinumtipo B. Botulismo. Toxina botulínica. Bacillus botulinus(ant). Bacilo de Van Ermengen. D. de Kerner. Botulus, em latim, significa lingüiça ou salsicha.

Fisiologia:
Taxonomia: Reino Prokaryotae, Filo Bacteria (Eubacteria), Firmicutes, Classe Clostridia, Ordem Clostridiales, Família Clostridiaceae, Gênero Clostridium, Espécie botulinum. 7 sorotipos de A a G dos quais os principais são A, B e E.
Bacilo Gram Positivo. Apresenta esporos ovalados, geralmente em posição terminal ou subterminal. Tem ligeiro movimento por causa de 4 a 8 flagelos peritríquios. Estritamente anaeróbio. Produz uma exotoxina composta por duas subunidades, a fração alfa, neurotóxica, e a fração beta que é um fator hemoaglutinante. Age diretamente na sinapse colinérgica do sistema nervoso parassimpático e da junção neuro-muscular.
Habitat: telúrico.
Sorotipo A = América do Norte.
Sorotipo B = Europa.
Sorotipo E = Japão.
Transmisão:
EXÓGENA INDIRETA. Através da ingestão de conservas alimentares consumidas frias contaminadas acidentalmente pelo bacilo, como embutidos, carne enlatada, feijão, espinafre, azeitonas pretas, palmito, frutas, etc. O cozimento do alimento destrói a toxina botulínica! EXÓGENA DIRETA. Ferimentos contaminados com esporos, fraturas expostas e acidentes de inoculação (usuários de drogas).
ENDÓGENA. Após ingestão direta dos bacilos.

Material:
Sangue. Fezes. Lavado gástrico. Tecidos desbridados.

Coleta:
Consultar o Manual do Botulismo para coleta e transporte adequados.

Conservação:
Consultar o Manual do Botulismo para coleta e transporte adequados.

Exames afins:
Hemograma, hemossedimentação, liquor.

Valor normal:
Ausente

Interpretação:
Diagnóstico diferencial.
Botulismo adulto: outras intoxicações e infecções alimentares bacterianas (shigelose, salmonelose ou estafilococcia), virais, de origem vegetal (atropina), animal ou química e outros quadros neurológicos como a S. de Guillain-Barré, miastenia, AVC, polineurite diftérica, paralisia por picada de carrapato, etc.
Botulismo infantil: septicemia, meningite, distúrbio hidroeletrolítico, encefalopatia metabólica, S. de Reye, D. de Werdning-Hoffman, miopatia congênita, D. de Leight.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://xoomer.virgilio.it/medicine/pathobacteria.htm

CLOSTRIDIUM DIFFICILE

TOXINAS A e B

CBHPM 4.03.06.68-2

Sinonímia:
Clostridium difficile. Pesquisa de Toxinas A e B.

Fisiologia:
Taxonomia: Reino Prokaryotae, Filo Bacteria (Eubacteria), Firmicutes, Classe Clostridia, Ordem Clostridiales, Família Clostridiaceae, Gênero Clostridium, Espécie difficile.
O Clostridium difficileé um bacilo Gram-positivo, parte da microbiota normal de recém-nascidos. A colite pseudomembranosa tornou-se mais prevalente a partir da década de 70 com a proliferação da antibioticoterapia de largo espectro e o seu uso indiscriminado de forma empírica. No início suspeitava-se ser o Staphylococcus aureuso agente causador da colite. Mais tarde a identificação da liberação de toxina pelo C. difficilemostrou ser este o agente etiológico causador de colites endêmicas nos pacientes hospitalizados. Os antibióticos, com a ação na microbiota normal colônica, permite a colonização e crescimento do C. difficile. Com a proliferação bacteriana, as toxinas A e B são elaboradas e liberadas. Estas toxinas causam a liberação de citocinas inflamatórias com formação de exsudato inflamatório, rompimento de estruturas colônicas e debris celulares que dão a aparência, à microscopia, da pseudomembrana. As fezes desses pacientes contêm duas toxinas: a toxina A, enterotóxica, responsável pela hipersecreção e pelas lesões inflamatórias da mucosa intestinal e a toxina B queé citopatogênica mas não enterotóxica.

Material:
Fezes.

Coleta:
5 g de fezes.

Conservação:
Para até 6 horas: sem conservante.
Para mais tempo: conservante Cary Blair.

Valor normal:
Pesquisa Negativa

Método:
C. difficile Toxin A Test – Oxoid ou ELISA.

Interpretação:
O teste detecta a presença das Toxinas A e B nas fezes. Sensibilidade = 99,6 %.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CLOSTRIDIUM PERFRINGENS

Gangrena gasosa.

~CBHPM 4.03.06.68-2

Sinonímia:
Clostridium perfringens, Bacillus perfringens, Bacilo de Welch. Toxina A.

Fisiologia:
Taxonomia: Reino Prokaryotae, Filo Bacteria (Eubacteria), Firmicutes, Classe Clostridia, Ordem Clostridiales, Família Clostridiaceae, Gênero Clostridium, Espécie perfringens.
Bacilo Gram Positivo mas ocasionalmente pode apresentar-se como Gram Negativo. Apresenta-se como bacilo atarracado (maciço) de extremidades aquadradadas, geralmente reto e raramente curvado, isolado e às vezes como diplobacilo. É imóvel, sem cílios. As formas esporuladas, muito resistentes, sobrevivem muitos meses à temperatura ambiente. Estritamente anaeróbio.
O Clostridium perfringensé o agente etiológico da gangrena gasosa e pode ser isolado de processos pútridos, feridas de guerra, infecções puerperais e septicemias. A infecção cursa com crepitação gasosa à palpação dos tecidos circunjacentes à lesão. Pode causar, também, infecções intra-abdominais e intoxicação alimentar. A intoxicação alimentar clássica é causada por uma enterotoxina produzida por Clostridium perfringensdo tipo A. Essa enterotoxina é uma proteína formada durante o processo de esporulação no interior do intestino, causando interferência no transporte de água, sódio e cloretos através da mucosa intestinal. Uma característica peculiar dos surtos de intoxicação alimentar por C. perfringensé que eles freqüentemente envolvem um número grande de pessoas simultaneamente. Há ainda uma outra forma de intoxicação alimentar, rara porém muito grave, causada por Clostridium perfringensdo tipo C, denominada enterite necrótica.

Material:
Sangue. Pus. Tecidos desbridados. Fezes.

Coleta:
Consultar para coleta e transporte adequados.

Conservação:
Para até 6 horas: sem conservante.
Para mais tempo: conservante Cary Blair.

Exames afins:
Hemograma, hemossedimentação, hemocultura, coprocultura.

Valor normal:

Toxina A nas fezes

Baterioscopias e Culturas

Negativo ou Não reagente

Ausência da bactéria.

Interpretação:
Embora o teste detecte a presença da Toxina A nas fezes, a sua positividade não é patognomônica para colite por C. perfringens. Correlacionar clinicamente.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://xoomer.virgilio.it/medicine/pathobacteria.htm

COBALTO

Co

CBHPM 4.03.13.19-0

AMB 28.15.027-9

Sinonímia:
Co.

Fisiologia:


Metal de transição interna. O Cobalto é um oligoelemento indispensável ao homem, fornecido na forma de Vitamina B12 para ser fisiologicamente ativo. Certos sais de Co são utilizados como antianêmicos em associação cobalto-cobre-manganês. Sob a forma de EDTA-dicobáltico é utilizado como antídoto do cianeto. Também é utilizado na indústria, na fabricação de ligas, tintas, química etc..
O cobalto é um elemento raro; os principais minerais que o contêm são arseniatos e sulfetos. Os vegetais não contêm vitamina B12, mas os mais ricos em cobalto são: alface, espinafre, couve, repolho, nabos e beterrabas. Os alimentos de origem animal contêm tanto a vitamina B12quanto o cobalto inorgânico.

Material Biológico:
Soro e/ou urina.

Coleta:
2,0 ml de soro. Alíquota de 50 ml de urina.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Valor Normal:

SORO

URINA

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

IBMP §

Limite de pânico

0,11 a 0,45 µg/l

até 2,5 µg/l

até 2,0 µg/24 horas

até 3,1 µg/g Creatinina

até 4,7 µg/g Creatinina

até 15,0 µg/l

até 30,0 µg/g Creatinina

* Para obter valores em nmol/l, mutiplicar os µg/l por 16,96842

Método:
Absorção atômica.

Interpretação:
A intoxicação crônica por exposição profissional leva a asma brônquica, eczema de contato, miocardiopatia e problemas hematológicos.

§ Índice Biológico Máximo Permitido

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://nautilus.fis.uc.pt/st2.5/scenes-p/elem/e02700.html
http://www.cdcc.sc.usp.br/quimica/tabelaperiodica/ta belaperiodica1.htm
http://www.tabelaperiodica.hpg.ig.com.br

COBRE

Cu

CBHPM 4.03.01.56-7

AMB 28.01.048-5
AMB 28.13.046-4

Sinonímia:
Cu. Cupremia. Cupriúria. Cobre urinário.
ICL. Índice de cobre livre.
Índice de cobre-ceruloplasmina.

Fisiologia:

Metal de transição interna.
O cobre plasmático está complexado ligado a aminoácidos como a histidina, à albumina e à ceruloplasmina. O cobre nos glóbulos vermelhos está ligado à enzima Superóxido-dismutase e a aminoácidos.
O Cobre é muito empregado na indústria de condutores elétricos e na indústria química seus compostos entram na composição de inseticidas, algicidas, fungicidas, pigmentos cromáticos, tintas, manufatura de bronze, cerâmicas e solventes para celulose e rayon.

Material Biológico:
Soro ou urina.

Coleta:
Urina: coletar alíquota de 20 ml em frasco de plástico.
No caso de urina de 24 horas, informar o volume total.
Acidificar a urina até pH=2 com HNO 36 N.
Soro : coletar 2 ml em frasco plástico isento de contaminação por cobre.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Enzimas hepáticas, Ceruloplasmina.
Índice de cobre livre. Meta-hemoglobina.

Valor Normal:

SORO

até 1 mês

2 a 6 meses

7 meses a 5 anos

6 a 17 anos

Adultos masculino

feminino

Gestação

a partir de 61 anos:

masculino

feminino

URINA

Volume de 24 horas

Creatinina ♂

Creatinina ♀

Alíquota

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

20 a 32 µg/dl

59 a 95 µg/dl

27 a 153 µg/dl

67 a 234 µg/dl

70 a 140 µg/dl

80 a 155 µg/dl

70 a 302 µg/dl

85 a 170 µg/dl

85 a 190 µg/dl

800 a 1.600 ml §

1,30 a 2,05 g/24 horas

0,90 a 1,40 g/24 horas

3,75 a 11,73 µg/l

3,00 a 18,77 µg/24 horas

4,6 a 12,9 µg/g Creatinina

6,7 a 18,6 µg/g Creatinina

§Para Superfície Corporal ideal = 1,73 m2

* Para obter valores em µmol/l, multiplicar os µg/dl por 0,1574
** Para obter valores em µg/l, multiplicar os µg/dl por 10

Interferentes:
Lipemia e hemólise.
Penicilamina (Cuprimine®).
Medicamentos que aumentam os valores da dosagem: carbamazepina, estrógenos, contraceptivos orais, fenobarbital, fenitoína.
Coleta em tubo de vidro.

Método:
Absorção atômica (forno de grafite).

Interpretação:
DIMINUIÇÃO: D. de Wilson, D. de Menkes, RN em alimentação parenteral, S. nefrótico, hipotireoidismo, queimaduras extensas, kwashiorkor, espru, D. celíaca, tratamentos queladores.
AUMENTO: hemocromatose, hipertireoidismo, hemopatias malignas, colagenoses, infecções, exposição ocupacional.

Índice de cobre livre:
ICL = Cu - (CER X 0,4814)
onde:
ICL = Índice em µg/dl
Cu = Cupremia em µg/dl
CER = Ceruloplasmina em mg/dl
ICL Normal: 0,0 a 10,0 µg/dl
ICL acima de 10,0 é compatível com D. de Wilson, envenenamento por cobre e amostras coletadas inapropriadamente.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://nautilus.fis.uc.pt/st2.5/scenes-p/elem/e02900.html http://www.cdcc.sc.usp.br/quimica/tabelaperiodica/ta belaperiodica1.htm
http://www.tabelaperiodica.hpg.ig.com.br

COCAÍNA E BENZOYLECGONINA

ERYTHROXYLON COCA

CBHPM 4.03.01.57-5

Sinonímia:
Pasta de coca. Crack. Merla. Coca. Epadu. Pó.
Farinha. Neve. Branquinha. Branca. Branca pura.
Gulosa. Júlia.
Erythroxylon coca. Cloridrato de cocaína.

Fisiologia:
Cocaína:
Fórmula molecular = C17H21NO4
Massa molecular = 303,358 g/mol
Meia-vida biológica = 40 a 90 minutos conforme via de administração.

Benzoylecgonina:
Fórmula molecular = C16H19NO4
Massa molecular = 289,331 g/mol
Principal metabólito da cocaína.
Neurotransmissores implicados: Dopamina e Norepinefrina.


Material Biológico:
Urina.

ADULTERAÇÃO DOS TESTES URINÁRIOS.
Para escapar à deteção da toxicomania, certos usuários recorrem à adulteração da urina a ser testada. Pode ser "in vivo" ou "in vitro".
Métodos de adulteração "in vivo": diluição da urina por sobrecarga oral com água, lavagem vesical, modificadores do pH urinário como bicarbonato e citrato, medicamentos como a aspirina, metronidazol, vitamina B2, fluconazol, ibuprofeno e probenecid.
Métodos de adulteração "in vitro": diluição com água ou outros líquidos, adição de nitrito de sódioou de potássio, álcalis, ácidos fracos, glutaraldeído, oxidantes, sabões e detergentes, NaCl e produtos ricos em sais, sangue, chá Golden Seal e colírios à base de cloreto de benzalcônio.
Grosso modo, a adulteração pode ser detectada pelo aspecto da urina (cor e turbidez), odor, medida imediata da temperatura após coleta, pH, creatinina, densidade, osmolalidade, nitritos e glutaraldeído.

Critérios para validação da urina:

Parâmetro

Densidade

pH

Creatinina

1,010 a 1,030 g/ml

4,5 a 6,5

> 20,0 mg/dl

Coleta:
Para usuários ocasionais, em relação à atitude suspeita, a urina deverá ser coletada o mais precocemente possível, mas no mínimo após 8 a 12 horas e, no máximo, entre 1 a 3 dias após a ingestão ou uso da droga, diante de testemunha(s). Cuidado com troca intencional ou diluição da amostra.
Atenção: se o exame estiver sendo feito para finalidades legais, uma cópia da solicitação ou ofício do juiz, delegado ou promotor deve acompanhar cada uma das alíquotas. Em caso de dúvida é melhor abster-se de coletar urina para esta finalidade e mesmo se coletada, na ausência do documento legal, o exame não deve ser feito nem cobrado, principalmente se for de menor de idade.
Ainda diante de testemunhas, aliquotar a urina em 4 amostras de 20 ml, identificar, rotular e lacrar as4 amostras rubricadas por elas. Enviar 2 amostras para o laboratório que fará a análise. Uma outra amostra deverá ser congelada pelo laboratório que fez a coleta e a última amostra deverá ser guardada pelo suspeito ou responsável, também congelada a -20ºC. Para usuários habituais (crônicos), a urina pode ser coletada até entre 10 a 22 dias após o uso.

Armazenamento:
Refrigerado entre +2 e +8ºC conserva-se por 3 dias.
Congelado a -20ºC conserva-se até 30 dias.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Valor “Normal”:

Cocaína

Normal

Nível tóxico

Não detectável

1 a 215 µg/l

Benzoylecgonina

Até 269,9 ng/ml (cut-off)

De 270,0 a 329,9 ng/ml

330,0 ng/ml ou mais*

Negativo para Cocaína

Suspeito para Cocaína

Positivo para Cocaína

* Conforme a SAMHSA – Substance Abuse and Mental Health Services Administration do Department of Health and Human Services. * µg/l = ng/ml
** Para obter valores em nmol/l, multiplicar os µg/l por 3,2964

Interferentes:
Urina não pertencente ao suspeito. Urina diluída com água ou outros líquidos. Urina coletada antes de 8 a 12 horas após o uso da droga (usuário ocasional).

Método:
Cromatografia gasosa.

Interpretação:
A cocaína é metabolizada pelo fígado no prazo de 10 a 60 minutos, conforme a via de administração. Somente 1 % da dose absorvida é achada não-metabolizada na urina. O seu metabólito mais importante, a benzoylecgonina, tem seu pico maior 12 horas após a tomada, dependendo de fatores individuais como: assiduidade de uso, dose e pureza da droga consumida, preparo físico, idade, dieta e líquidos ingeridos.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://padrejulio.do.sapo.pt/droga/lexico.htm

COCCIDIOMICOSE

COCCIDIOIDES IMMITIS

~CBHPM 4.03.07.15-8

AMB 28.06.057-1

Sinonímia:
Coccidioides immitis

Fisiologia:
Taxonomia: Eukaryota, Reino Fungi. ANAMORFO: Divisão (Filo) Ascomycotina, Subdivisão Pezizomycotina, Classe Eurotiomycetes, Ordem Onygenales, Família Onygenaceae, Gênero Coccidioides, Espécie immitis O coccidioides é um fungo dimórfico atípico. Na natureza e em cultura assume forma de micélios típicos com hifas, mas no homem em vez de adaptar-se como levedura, assume formas atípicas esféricas, as esférulas, cheias de dezenas de endosporos (até 100).
A coccidioidomicose existe primariamente nos EUA, nos estados do Oeste (principalmente Califórnia, Texas, Utah, Novo México, Arizona e Nevada). Contudo, também há alguns casos em outros países da América, como México, Argentina e Brasil. A infecção é pela inalação de esporos infecciosos presentes no solo seco.
Após inalação dos esporos, as esférulas se multiplicam nos pulmões. Na maioria dos casos (60 %) a infecção é assintomática e o sistema imunitário destroi o invasor e limita a sua disseminação pela formação de granulomas, mas numa minoria há sintomas de pneumonia, com febre, sudorese, tosse, expectoração e falta de ar. Em 5 % poderá surgir pneumonia crônica semelhante à da tuberculose, enquanto menos de 1 %, principalmente os imunodeprimidos e idosos, podem desenvolver manifestações sistêmicas após disseminação pela corrente sangüínea do fungo, com formação de granulomas que resultam em ulcerações da pele e dores articulares e ósseas. Podem, também, infectar o trato urinário.

Material Biológico:
Soro.
Escarro.

Coleta:
2,0 ml de soro.
Escarro coletado em placa de Petri a partir de tosse profunda ou material de broncoscopia.

Armazenamento:
Soro: congelar a amostra a –20ºC
Escarro: refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Sorologia para Blastomicose e/ou Histoplasmose.

Valor Normal:
Negativo ou Não reagente

Preparo do Paciente:
Soro: Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Soro: Imunodifusão dupla.
Escarro: semeadura em meios clássicos ou em BHI (Brain Heart Infusion).

Interpretação:
Diagnóstico e prognóstico da Coccidiomicose.
Resultados sorológicos negativos não descartam a doença.
A efetuação do teste cutâneo da coccidioidina pode falso-positivar o resultado da sorologia na ausência da infecção.
Cultura de Escarro: o fungo é de crescimento lento, podendo levar até 4 semanas para se desenvolver

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://pt.wikipedia.org/wiki/Coccidiomicose

COLAGENOSES

DOENÇAS DO TECIDO CONJUNTIVO

AUTO-ANTICORPOS INDICADOS
Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES):

FATOR ANTI NÚCLEO (FAN) em HEp-2,
ANTICORPOS ANTI DNA nativo (Anti-nDNA) ou ANTICORPOS ANTI dsDNA,
ANTICORPOS ANTI ssDNA,
ANTICORPOS ANTI HISTONA,
ANTICORPOS ANTI CARDIOLIPINA IgG, IgA, IgM,
FATOR REUMATÓIDE (FR) IgG, IgA, IgM,
ANTICORPOS ANTI RIBOSSOMA P,
ANTICORPOS ANTI RNA,
IMUNOCOMPLEXOS CIRCULANTES,
ANTICORPOS ANTI beta2 GLICOPROTEÍNA (ß2GP1).

Anticorpos contra antígenos nucleares e citoplasmáticos extraíveis:

ANTICORPOS ANTI RNP,
ANTICORPOS ANTI Sm (Smith),
ANTICORPOS ANTI SS-A(Ro),
ANTICORPOS ANTI SS-B(La),
ANTICORPOS ANTI Scl-70,
ANTICORPOS ANTI Jo-1,
ANTICORPOS ANTI Ku,
ANTICORPOS ANTI PCNA,
ANTICORPOS ANTI PM/Scl.
Escleroderma:

FATOR ANTI NÚCLEO (FAN) em HEp-2,
ANTICORPOS ANTI ssDNA,
ANTICORPOS ANTI HISTONA,
ANTICORPOS ANTI RNP,
ANTICORPOS ANTI Scl-70,
ANTICORPOS ANTI CENTRÔMERO.

Dermatomiosite/Polimiosite:
FATOR ANTI NÚCLEO (FAN) em HEp-2,
ANTICORPOS ANTI SS-A(Ro),
ANTICORPOS ANTI Jo-1,
ANTICORPOS ANTI Mi-2 (para dermatomiosite),
ANTICORPOS ANTI Ku,
ANTICORPOS ANTI PM/Scl (para miosite),
ANTICORPOS ANTI SRP.

Síndrome de Sjögren:
FATOR ANTI NÚCLEO (FAN) em HEp-2,
FATOR REUMATÓIDE (FR) IgG, IgA, IgM,
ANTICORPOS ANTI RNP,
ANTICORPOS ANTI Sm (Smith),
ANTICORPOS ANTI SS-A(Ro),
ANTICORPOS ANTI SS-B(La).

Policondrite recidivante:
ANTICORPOS ANTI COLÁGENO TIPO II.

Artrite reumatóide:
FATOR ANTI NÚCLEO (FAN) em HEp-2,
ANTICORPOS ANTI QUERATINA (AKA),
FATOR REUMATÓIDE (FR) IgG, IgA, IgM.

Vasculite:
ANTICORPOS ANTI CITOPLASMA DE NEUTRÓFILOS (ANCA),
ANTICORPOS ANTI MPO (pANCA),
ANTICORPOS ANTI PR3 (cANCA),
ANTICORPOS ANTI CARDIOLIPINA IgG, IgA, IgM,
ANTICORPOS ANTI beta2 GLICOPROTEÍNA (ß2GP1) IgG, IgM,
IMUNOCOMPLEXOS CIRCULANTES,
ANTICORPOS ANTI LDL OXIDADO (oxLDL),
ANTICORPOS ANTI GLOMÉRULO

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

COLESTEROL HDL

HDL COLESTEROL

CBHPM 4.03.01.58-3

AMB 28.01.049-3

Sinonímia:
HDL-Colesterol. Alfa-Colesterol. Índices de Castelli.
Somatório das subclasses HDL-2 + HDL-3.

Fisiologia:
Colesterol ligado a lipoproteínas de alta densidade (1,063 a 1,210).
A fração αé predominantemente ligada aos Fosfolípides.

Lipoproteínas de Alta Densidade - HDL
As HDL são pequenas partículas constituídas por cerca de 50% de proteína, especialmente Apo A I e II, e pouca quantidade de Apo C e Apo E, 20% de colesterol, 30% de fosfolípides e traços de triglicérides. A HDL pode ser separada em duas subclasses principais: HDL 2 e HDL 3, que diferem em tamanho, densidade e composição, especialmente em relação ao tipo de apoproteínas.
Cumprem o importante papel de levar o colesterol até o fígado diretamente ou transferindo ésteres de colesterol para outras lipoproteínas, especialmenteas VLDL. É atribuído à fração HDL 2 o papel de proteção do desenvolvimento da aterosclerose.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,5 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Colesterol total, Colesterol LDL, Triglicérides, Lipidograma eletroforético.

Valor Normal:

ADULTOS DE 20 ANOS EM DIANTE

#

Baixo

Intermediário

Alto

IDADE DE 10 A 19 ANOS

Desejável

IDADE DE 2 A 9 ANOS

Desejável

inferior a 40 mg/dl

40 a 60 mg/dl

superior a 60 mg/dl

igual ou superior a 35,0 mg/dl

igual ou superior a 40,0 mg/dl

ANTIGO

"risco elevado de DAC"

"risco médio de DAC"

"risco baixo de DAC"

# Critério das III Diretrizes Brasileiras sobre Dislipidemias e Diretriz de prevenção de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Publicado em Arquivos Brasileiros de Cardiologia, vol. 77, supl. III, Novembro 2001.

Concepção antiga

Risco:

Elevado

Médio

Baixo

Risco:

Elevado

Médio

Baixo

Homens

inferior a 35,0 mg/dl

35,0 a 55,0 mg/dl

superior a 55,0 mg/dl

Mulheres

inferior a 45,0 mg/dl

45,0 a 65,0 mg/dl

>superior a 65,0 mg/dl

* Para obter valores em mmol/l, multiplicar os mg/dl por 0,02586

Preparo do Paciente:
Jejum de 12 a 14 horas. Água ad libitum.
Dieta habitual e peso corporal estável durante ao menos 14 dias.
Não fazer nenhuma atividade física vigorosa durante 24 horas.

Interferentes:
MEDICAMENTOS.
Aumento: ácido ascórbico, acipimox, aminoglutetimida, atenolol, beclometasona, bezafibrato, captopril, carnitina, carvedilol, cetoconazol, ciclofenila, cilazapril, cimetidina, ciprofibrato, clofibrato, coenzima Q 10, colestiramina, contraceptivos orais, desogestrel, doxazosina, enalapril, estradiol 17ß, estrógenos conjugados, etofibrato, fenitoína, fenobarbital, fenofibrato, furosemida, genfibrozila, hidroxicloroquina, hidroclorotiazidas, indapamida, insulina, isradipina, lovastatina, metformina, metimazol, minoxidil, nafarelina, niacina, nifedipina, pindolol, plantago ovate, pravastatina, prednisona, ramipril, salbutamol, sinvastatina, terbutalina, verapamil.
Diminuição: bisoprolol, clorpropamida, danazol, deidroepiandrosterona, D-tiroxina, isotretionina, levonorgestrel, levotiroxina, linestrenol, lisinopril,

Método:
HDL direto.

Interpretação:
AUMENTO: padrão familiar, exercício vigoroso crônico, ingestão moderada de bebidas alcoólicas.
DIMINUIÇÃO: hiperlipidemia familiar combinada, hipoalfalipoproteinemia familiar, D. de Tangier, hipertrigliceridemia, pancreatite.
Lipoproteína de transporte centrípeto.
Fração do colesterol denominada fração de proteção.
Colesterol "bom". Cálculo dos índices de W. P.
Castelli I e II (risco aterogênico).

CastelliI = HDL/total Colesterol

onde:
CastelliI = Índice de Castelli I
Coleteroltotal = Colesterol total em mg/dl
HDL = HDL Colesterol em mg/dl

Desejável:
Homens : até 4,9
Mulheres: até 4,3

CastelliII = LDL/HDL

onde:
CastelliII = Índice de Castelli II
LDL = LDL Colesterol em mg/dl
HDL = HDL Colesterol em mg/dl

Desejável:
Homens : até 3,3
Mulheres: até 2,9

CAUSAS MODIFICADORAS DO HDL COLESTEROL.

AUMENTO DO HDL: Exercício físico habitual moderado
Estrógenos
Insulina
Bebidas contendo 20 a 40 ml de álcool/dia
Hiperalfalipoproteinemia familiar
Emagrecimento
Heparina
Ácido nicotínico

DIMINUIÇÃO DO HDL: Coronariopatia
Andrógenos
Progestágenos
Diabetes mellitus
Hipoglicemiantes
Tabagismo
Uremia
Dietas ricas em carboidratos
Dietas ricas em gorduras saturadas
Hipertrigliceridemia

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.rpi.edu/dept/bcbp/molbiochem/MBWeb/ mb2/part1/lipoprot.htm
http://www.diagnosticosdaamerica.com.br/exames/li poproteinas.shtml
http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2001/77Supl-III/Dislipidemia.pdf
http://www.rpi.edu/dept/bcbp/molbiochem/MBWeb/ mb2/part1/cholesterol.htm

COLESTEROL LDL

LDL COLESTEROL

CBHPM 4.03.01.59-1

AMB 28.01.151-1

Sinonímia:
LDL-Colesterol. beta-Colesterol. ß-Colesterol.

Fisiologia:
Colesterol ligado a lipoproteínas de baixa densidade (1,010 a 1,063).
A fração ß é predominantemente ligada ao Colesterol. Existe o IDL-Colesterol (ligado a lipoproteínas de densidade intermediária) cuja densidade varia de 1,006 a 1,019
Lipoproteínas de Baixa Densidade - LDL
A LDL representa 50% da massa total de lipoproteínas circulantes. São partículas bem menores, tão pequenas, que mesmo quando em grande quantidade não são capazes de turvar o plasma. O colesterol representa metade da massa da LDL. Cerca de 25% são proteínas, especialmente.
Apo B-100 e pequenas quantidades de Apo C; o restante é constituído de fosfolípides e triglicérides. É a lipoproteína que mais carrega colesterol. Tem a função de transportá-lo para locais onde ele exerce uma função fisiológica, como por exemplo a síntese de esteróides. São, em sua maior parte, produzidas a partir das lipoproteínas VLDL. Sua concentração sérica guarda relação direta com o aumento do risco de aterogênese.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
2 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Lipidograma eletroforético, Colesterol, HDL-Colesterol, Triglicérides.

Valor Normal:

ADULTOS A PARTIR DE 20

ANOS

Ótimo

Desejável

Limítrofe

Alto

Muito alto

IDADE DE 2 A 19 ANOS

Desejável

Limítrofe

Aumentado

#

inferior a 100 mg/dl

100 a 129 mg/dl

130 a 159 mg/dl

160 a 189 mg/dl

superior a 189 mg/dl

inferior a 110 mg/dl

110 a 129 mg/dl

igual ou superior a 130 mg/dl

# Critério das III Diretrizes Brasileiras sobre Dislipidemias e Diretriz de prevenção de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Publicado em Arquivos Brasileiros de Cardiologia, vol.
77, supl. III, Novembro 2001.

* Para obter valores em mmol/l, multiplicar os mg/dl por 0,02586

1

2

3

4

5

6




Fatores de Risco de Framingham. §§

* Idade.

* Colesterol total.

* Colesterol – HDL.

* Tensão Arterial PAS e PAD.

* Diabetes mellitus.

* Tabagismo.

Fatores de Risco Adicionais.

* História familiar de aterosclerose precoce em parentes de 1º grau antes dos 55 anos em
homens e antes dos 65 anos em mulheres.

* Obesidade (IMC > 30 kg/m2)(IMC = Índice de Massa Corporal §)

* Sedentarismo

§Calcula-se pela fórmula:
IMC = Peso/Alt2

onde:
IMC = Índice de Massa Corporal (BMI)
Peso = peso do paciente em kg
Alt = Altura do paciente em m

Escores de Risco de Framingham (ERF).
O ERF calcula o risco absoluto de eventos coronarianos (morte, IAM e angina pectoris) em 10 anos. Deve-se somar os pontos obtidos nas tabelas de 1 a 6 e depois consultar a tabela 7 para obter o risco absoluto em %.

Tabela 1

Idade

30 a 34

35 a 39

40 a 44

45 a 49

50 a 54

55 a 59

60 a 64

65 a 69

70 a 74

Homens

-1

0

1

2

3

4

5

6

7

Mulheres

-9

-4

0

3

6

7

8

8

8

Tabela 2

Colesterol total

< 160

160 a 199

200 a 239

240 a 279

≥280

Homens

-3

0

1

2

3

Mulheres

-2

0

1

1

3

Tabela 3

HDL Colesterol

< 35

25 a 44

45 a 49

50 a 59

≥60

Homens

2

1

0

0

-1

Mulheres

2

2

1

0

-3

Tabela 4

PAS

< 120

120 a 129

130 a 139

140 a 159

≥160

PAD

< 80

80 a 84

85 a 89

90 a 99

≥100

Homens

0

0

1

2

3

Mulheres

-3

0

0

2

3

Tabela 5

Diabetes

Sim

Não

Homens

2

0

Mulheres

4

0

Tabela 6

Tabagismo

Sim

Não

Homens

2

0

Mulheres

2

0

Total de Pontos = Soma das Tabelas 1 a 6

Tabela 7

Homens Pontos

< -1

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

≥14

Homens Risco %

2

3

3

4

5

7

8

10

13

16

20

25

31

37

45

53

Mulheres Pontos

≤ -2

-1

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

Mulheres Risco %

1

2

2

2

3

3

4

4

5

6

7

8

10

11

13

15

18

20

24

≥27

Planejamento do LDL–Colesterol em função dos Fatores de Risco:

Para pacientes com alto risco (superior a 20,0 % ou com mais de 2 Fatores)

Para pacientes com médio risc o (10,1 a 20,0 % ou com 2 Fatores)

Para pacientes com baixo risco (inferior a 10,0 % ou com até 1 Fator)

LDL inferior a 100 mg/dl

LDL inferior a 130 mg/dl

LDL inferior a 160 mg/dl

Preparo do Paciente:
Jejum de 12 a 14 horas.
Dieta habitual e peso corporal estável durante ao menos 14 dias.
Não fazer nenhuma atividade física vigorosa durante 24 horas.
Não ingerir bebidas alcoólicas durante 72 horas.

Interferentes:
MEDICAMENTOS.
Aumento: aminoglutetimida, amiodarona, atenolol, ciclosporina A, clopamida, clortalidona, danazol, espironolactona, furosemida, hidroclorotiazida, indapamida, isotretionina, isradipina, lacidipina, linestrenol, metimazol, nafarelina, piretanida, sotalol, ticlopidina.
Diminuição: ácido valpróico, acipimox, bezafibrato, bisoprolol, captopril, carvedilol, cetoconazol, cilazapril, clofibrato, clorpropamida, colestiramina, contraceptivos orais, doxazosina, enalapril, estradiol 17ß, estrógenos conjugados, fenitoína, fenofibrato, fosinopril, genfibrozila, guanabenzo, heparina LMW, hidralazina, hidroxicloroquina, hidróxido de alumínio, ILGF-I, interferon-ß, levonorgestrel, lovastatina, medroxiprogesterona, metformina, metildopa, metoprolol, minoxidil, neomicina, niacina, nifedipina, nitrendipina, noretindrona, pindolol, piridoxina, plantago ovata, pravastatina, prazosina, prednisona, probucol, propranolol, psyllium, sinvastatina, tamoxifeno, verapamil.

Método:
Friedewald.
Fórmula:
LDL = ColT - HDL -VLDL
onde:
LDL = Colesterol LDL em mg/dl
ColT = Colesterol total em mg/dl
HDL = Colesterol HDL em mg/dl
VLDL = Colesterol VLDL em mg/dl

Interpretação:
Lipoproteína de transporte centrífugo.
Fração do colesterol que teoricamente é uma fração prejudicial. Quando elevada, aumenta o risco de aterosclerose.
AUMENTO: DAC - Doença Arterial Coronária, hipercolesterolemia familiar, hiperlipidemia familiar combinada, apoproteína B familiar defeituosa, hipotireoidismo, hipopituitarismo, S. nefrótica. DIMINUIÇÃO: disbetalipoproteinemia, abetalipoproteinemia, má nutrição, crianças.

Cálculo do índice de W. P. Castelli II.
CastelliII = LDL/HDL

onde:
CastelliII = Índice de Castelli II
LDL = LDL Colesterol em mg/dl
HDL = HDL Colesterol em mg/dl

Desejável:
Homens : até 3,3
Mulheres: até 2,9

§§ - Em 1948 na cidade americana de Framingham, Massachusetts, foi iniciada esta pesquisa conhecida como “Estudo Cardíaco de Framingham” sob os auspícios da NHLBI – Nacional Heart, Lung and Blood Institute e desde 1971 o estudo continuou em colaboração com a Universidade de Boston.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.rpi.edu/dept/bcbp/molbiochem/MBWeb/ mb2/part1/lipoprot.htm
http://www.diagnosticosdaamerica.com.br/exames/li poproteinas.shtml
http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2001/77Supl-III/Dislipidemia.pdf

COLESTEROL TOTAL

COLESTERINA

CBHPM 4.03.01.60-5

AMB 28.01.050-7

Sinonímia:
Colesterolemia. Colesterina. Colesterinemia.
Ciclopentanoperhidrofenantreno.
Obs.: não confundir com colestiramina que é uma resina ligadora seqüestradora de ácidos biliares utilizada no tratamento da hipercolesterolemia familiar.

Fisiologia:
5-colesten-3-ß-ol.
3-ß-hidroxi-5-colesteno.
Fórmula molecular = C27H46O
Massa molecular = 386,664 g/mol
Densidade = 1,07 g/cm³ (20ºC)

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1 ml de soro.
Não garrotear por mais de 1 minuto!

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Eletroforese de lipoproteínas, Colesterol HDL, Colesterol LDL, Triglicérides.

Valor Normal:

ADULTOS A PARTIR DE 20 ANOS

Ótimo

Limítrofe

Alto

IDADE DE 2 A 19 ANOS

Desejável

Limítrofe

Aumentado

#

inferior a 200 mg/dl

200 a 239 mg/dl

superior a 239 mg/dl

inferior a 170 mg/dl

170 a 199 mg/dl

igual ou superior a 200 mg/dl

antigo

"desejável"

"elevado"

* Para obter valores em mmol/l, multiplicar os mg/dl por 0,02586

# Critério das III Diretrizes Brasileiras sobre Dislipidemias e Diretriz de prevenção de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Publicado em Arquivos Brasileiros de Cardiologia, vol. 77, supl. III, Novembro 2001.

Preparo do Paciente:
Jejum de 12 a 14 horas. Água ad libitum.
Dieta habitual e peso corporal estável durante ao menos 14 dias.
Não fazer nenhuma atividade física vigorosa durante 24 horas.
Não ingerir bebidas alcoólicas durante 72 horas.
Um aumento de peso, paradoxalmente, pode diminuir o colesterol total.

Interferentes:
1)- a coleta da amostra em posição deitada após um período de repouso de ao menos 20 minutos, pode abaixar os níveis de colesterol em 10 a 15 %.
2)- da posição de pé para a sentada durante 20 minutos, os níveis podem abaixar até 6 %.
3)- um garroteamento de mais de 1 minuto pode aumentar os níveis de colesterol em 2 a 5 %.
DROGAS: Ateróide, Cedur, Citalor, Clinfar, Cordiron, Crestor, Diocomb SI, Ezetrol, Genfibrozila, Hydergine, Lescol, Lipanon, Lipidil, Lipitor, Lipless, Lopid, Lovastatina, Lovasterol, Lovax, Mevacor, Mevalotin, Oroxadin, Pravacol, Pravastatina, Prevencor, Proepa, Questran, Reducol, Sinteroid, Sinvalip, Sinvascor, Sinvastacor, Sinvastamed, Sinvastatina, Sinvaz, Syncro, Tricerol, Vaslip, Vastatil, Vivacor, Zoocor.

Método:
Esterase-oxidase automatizado.

Interpretação:
AUMENTO: estresse físico ou emocional, icterícia obstrutiva, D. de Von Gierke, S. de Gérard-Lefebvre, hepatite por vírus, cirrose portal, S. nefrótica, S. de Epstein, pancreatite crônica, após pancreatectomia, diabetes mellitus, hipotireoidismo, hipercolesterolemia familiar (deficiência de receptores LDL), hipercolesterolemia poligênica, hiperlipidemia familiar combinada, disbetalipoproteinemia familiar, aterosclerose, gota, anorexia nervosa, hepatoma, S. de Cushing, porfiria intermitente aguda, gravidez, pós-prandial.
Drogas: corticosteróides.
DIMINUIÇÃO: relaxamento físico e emocional, hepatopatias graves, inanição, uremia terminal, septicemia, hipertireoidismo, S. de má absorção, má nutrição, uso de ACTH e corticóides, anemia perniciosa, anemia hemolítica, anemia hipocrômica severa, hemofilia, acantocitose, D. de Addison, grandes queimados, D. de Gaucher, D. de Tangier, abetalipoproteinemia, linfangiectasia intestinal, infância e puberdade.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.rpi.edu/dept/bcbp/molbiochem/MBWeb/ mb2/part1/lipoprot.htm
http://www.diagnosticosdaamerica.com.br/exames/li poproteinas.shtml
http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2001/77Supl-III/Dislipidemia.pdf
http://www.rpi.edu/dept/bcbp/molbiochem/MBWeb/ mb2/part1/cholesterol.htm

COLESTEROL VLDL

VLDL COLESTEROL

CBHPM 4.03.02.69-5

AMB 28.01.152-0

Sinonímia:
VLDL-Colesterol. pré-beta-Colesterol. pré-ß-Colesterol

Fisiologia:
Colesterol ligado a lipoproteínas de muito baixa densidade, de 0,950 a 1,006. A fração pré-ß é predominantemente ligada aos triglicérides.
Lipoproteínas de Muito Baixa Densidade - VLDL São partículas grandes, porém menores do que as partículas dos quilomícrons produzidas no fígado. São constituídas por 50% de triglicérides, 40% de colesterol e fosfolípides e 10% de proteínas, principalmente Apo B-100, Apo C e alguma Apo E. Têm como função o transporte dos triglicérides endógenos e do colesterol para os tecidos periféricos para serem armazenados ou utilizados como fonte de energia. Assim como os quilomícrons, são capazes de turvar o soro.

Material Biológico
Soro.

Coleta
1ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Lipidograma eletroforético, Colesterol total, Colesterol HDL, Colesterol LDL, Triglicérides.

Valor Normal:
6 a 40 mg/dl
* Para obter valores em mmol/l, multiplicar os mg/dl por 0,02586

Preparo do Paciente:
Jejum de 12 a 14 horas. Água ad libitum. Dieta habitual e peso corporal estável durante ao menos 14 dias.
Não fazer nenhuma atividade física vigorosa durante 24 horas.
Não ingerir bebidas alcoólicas durante 72 horas.

Método:
William T. Friedewald.
Fórmula: VLDL = 0,2 X Tri

onde:
VLDL = Fração VLDL em mg/dl
Tri = Triglicérides em mg/dl
Obs.: esta fórmula só é aplicável para triglicérides até 400 mg/dl

Interpretação:
Avaliação do risco aterogênico.


Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.rpi.edu/dept/bcbp/molbiochem/MBWeb/ mb2/part1/lipoprot.htm
http://www.diagnosticosdaamerica.com.br/exames/li poproteinas.shtml
http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2001/77Supl-III/Dislipidemia.pdf
http://www.rpi.edu/dept/bcbp/molbiochem/MBWeb/ mb2/part1/cholesterol.htm

COLINESTERASE

BUTIRILCOLINESTERASE

CBHPM 4.03.13.11-5

AMB 28.01.052-3
AMB 28.15.010-4

Sinonímia:
Butirilcolinesterase. BChE. Pseudocolinesterase.
Colinesterase do soro. Colinesterase não específica.
Acetilcolina acetilidrolase.
EC 3.1.1.8
Butirilcolina esterase; colina esterase II (inespecífica); benzoilcolinesterase; colina esterase; propionilcolinesterase; anticolinesterase; BtChoEase Ésteres organofosforados. Carbamatos.

Fisiologia:
A BChE é encontrada principalmente no soro, músculo liso, fígado e adipócitos. É inibida pela fisostigmina a uma concentração de 10-5 mol, sendo que nesta concentração este inibidor não afeta outras esterases. A BChE, devido à sua capacidade de hidrolisar a benzoilcolina e à impossibilidade de fazê-lo com a acetil-b-metilcolina pode ser diferenciadada AchE que é capaz de hidrolisar a última mas não a primeira.
Os Ésteres organofosforados e os carbamatos são empregados na indústria de agrotóxicos, inseticidas, praguicidas, herbicidas, raticidas, adubos químicose em empresas de dedetização e de pulverização defensiva mecânica ou manual.
Reação: uma acilcolina + H2O →colina + um carboxilato

Material Biológico:
Soro ou plasma com heparina ou EDTA.
Não empregar citrato nem fluoreto.

Coleta:
0,5 ml de soro ou plasma de qualquer dia ou hora, desde que o trabalhador esteja em trabalho contínuo nas últimas 4 semanas sem afastamento maior que 4 dias.
Para controle em medicina ocupacional é preciso determinar a atividade pré-ocupacional para comparar com a atividade pós-ocupacional.


Armazenamento:
Congelar a amostra a –20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Colinesterase eritrocitária.

Valor Normal:

Crianças e adultos

Mulheres (16 a 39 anos)

não-grávidas e não usando anticoncepcional

Mulheres (18 a 41 anos)

grávidas ou tomando anticoncepcional

Medicina ocupacional

IBMP

3.200 a 9.000 U/l

3.962 a 11.142 U/l

4.970 a 13.977 U/l

2.800 a 7.400 U/l

3.467 a 9.161 U/l

4.349 a 11.492 U/l

2.400 a 6.000 U/l

2.972 a 7.428 U/l

3.728 a 9.318 U/l

até 50 % de redução da atividade enzimática
pós-ocupacional comparada à atividade pré-ocupacional.

25 ºC

30 ºC

37 ºC

25 ºC

30 ºC

37 ºC

25 ºC

30 ºC

37 ºC <



* Para obter valores em µkat/l, dividir as U/l por 60.

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Drogas: metilsulfato de neostigmina (Prostigmine), neostigmina, cloreto de tetrametilamônio. Diminuem os valores: cimetidina, glicocorticóides, estrógenos, contraceptivos orais, lítio, fenotiazidas, esteróides anabolizantes e metais pesados.

Método:
Knedel, M. & Bottger, R. - Klin. Wchnschr.
Substrato : Butiriltiocolina.

Interpretação:
DIMINUIÇÃO: Intoxicação por inseticidas organofosforados (Parathion®, Malathion®, Diazinon®, etc.) e carbamatos (Carbaryl®); hepatopatias: hepatites, cirrose com ascite ou icterícia, carcinoma metastático, icterícia obstrutiva; insuficiência cardíaca congestiva, hipocolinesterasemia hereditária recessiva; desnutrição, anemia, hipoalbuminemia, infecções, dermatomiosite, infarto agudo do miocárdio, gravidez, cirurgia recente; drogas: ver acima.
AUMENTO: sem significado clínico.
Além de mostrar uma exposição excessiva, este Indicador Biológico tem também significado clínico ou toxicológico próprio, ou seja, pode indicar doença, estar associado a um efeito ou a uma disfunção do sistema biológico avaliado.
(NR-7 - Portaria nº 24 de 29/12/94 - DOU de 30/12/94).

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.chem.qmul.ac.uk/iubmb/enzyme/EC3/1/1 /8.html

COLINESTERASE ERITROCITÁRIA E PLASMÁTICA

ACETILCOLINESTERASE ERITROCITÁRIA

CBHPM 4.03.01.04-4

Sinonímia:
Acetilcolinesterase. AChE. Acilcolina.
Acetilcolinesterase eritrocitária. Colinesterase verdadeira. Acetilcolinesterase verdadeira “crônica”. Colinesterase específica.
EC 3.1.1.7
Colina esterase I; colinesterase;
acetiltiocolinesterase; acetilcolina hidrolase; acetil.b-metilcolinesterase; AcCholE.

Fisiologia:
A enzima acetilcolinesterase (AchE) hidrolisa rapidamente a acetilcolina a acetato e colina na fenda sináptica, encerrando a ação do transmissor nos receptores pós-sinápticos.
Os Ésteres organofosforados e os carbamatos são empregados na indústria de agrotóxicos, inseticidas, praguicidas, herbicidas, raticidas, adubos químicose em empresas de dedetização e de pulverização defensiva mecânica ou manual.
Reação: acetilcolina + H2O →colina + acetato

Material Biológico:
Sangue total com EDTA e plasma com EDTA.

Coleta:
Coletar 2 tubos de 3,0 a 5,0 ml de sangue total em EDTA de qualquer dia ou hora, desde que o trabalhador esteja em trabalho contínuo nas últimas 4 semanas sem afastamento maior que 4 dias.
Para controle em medicina ocupacional é preciso determinar a atividade pré-ocupacional para comparar com a atividade pós-ocupacional.

Armazenamento:
Centrifugar imediatamente um dos tubos para separar o plasma, desprezando as hemácias compactadas.
Refrigerar ambos os tubos logo a seguir, entre +2 a +8ºC. Não encostar o sangue total em gelo nem colocar em freezer para evitar hemólise. De preferência, enviar ao laboratório dentro de dois dias.

Exames Afins:
Colinesterase sérica ou plasmática.

Valor Normal:
Método pHmétrico:

Normal 


IBMP




775 a 1.215 U/trilhão de Eritrócitos ou
775 a 1.215 U/1012 de Eritrócitos ou
25 a 45 U/g Hb ou 1,61 a 2,90 MU/mol de Eritrócitos

Medicina ocupacional:

Eritrocitária: até 30 % de redução da atividade enzimática
pós-ocupacional comparada à atividade pré- ocupacional.
Eritrocitária e plasmática (sangue total): até 25 %
de redução da atividade enzimática pós-ocupacional
comparada à atividade pré- ocupacional.

* Para obter valores em U/g Hb, dividir as U/1012 de Eritrócitos pela HCM do paciente.

** Para obter valores em nU/Eritrócito, multiplicaras U/1012 de Eritrócitos por 0,001

*** Para obter valores em U/ml de Eritrócitos, dividir as U/g Hb pela CHCM do paciente.

**** Para obter valores em MU/mol Hb, multiplicar as U/g Hb por 0,0645

Método eletrométrico de Michel H.O.:

∆ pH/20 min

Média

Desvio-padrão (s)

Faixa ± 2 s

Homens

1,18

0,127

0,93 a 1,43

Mulheres

1,19

0,149

0,89 a 1,49

Método cinético espectrofotométrico:

Colinesterase eritrocitária e plasmática

IBMP (NR-7)

Acetilcolinesterase eritrocitária

IBMP (NR-7)

Colinesterase plasmática:

Homens

Mulheres

6.000 a 9.200 U/l

Redução de até 25 % da atividade inicial

9.000 a 16.700 U/l

Redução de até 30 % da atividade inicial

3.334 a 7.031 U/l

2.504 a 6.297 U/l

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Amostra de sangue total apresentando hemólise.
Drogas: metilsulfato de neostigmina (Prostigmine), neostigmina, cloreto de tetrametilamônio, mesilato de pralidoxima (Contrathion).

Método:
Colorimétrico com acetilcolina após hemólise em meio hipotônico. pHmétrico. Eletrométrico. Ciriadese Lemes: cinético espectrofotométrico em lisado de hemácias lavadas.

Interpretação:
DIMINUIÇÃO > 25 ou 30 % DA ATIVIDADE
INICIAL: Intoxicação por inseticidas organo-fosforados (Parathion®, Malathion®, Diazinon®etc.) e carbamatos (Carbaryl®); hepatopatias: hepatites, cirrose com ascite ou icterícia, carcinoma metastático, icterícia obstrutiva; insuficiência cardíaca congestiva, hipocolinesterasemia hereditária recessiva; desnutrição, anemia, hipoalbuminemia, infecções, dermatomiosite, infarto agudo do miocárdio, gravidez, cirurgia recente; drogas: ver acima.
AUMENTO: sem significado clínico. Pode ocorrer em certas anemias hemolíticas: falciforme, talassemia, esferocitose e outras adquiridas.

Além de mostrar uma exposição excessiva, este Indicador Biológico tem também significado clínico ou toxicológico próprio, ou seja, pode indicar doença, estar associado a um efeito ou a uma disfunção do sistema biológico avaliado.
(NR-7 - Portaria nº 24 de 29/12/94 - DOU de 30/12/94).

IBMP = Índice Biológico Máximo Permitido

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com http://www.chem.qmul.ac.uk/iubmb/enzyme/EC3/1/1 /7.html
http://www.labfa.com.br/tabela_toxicologia.htm

COMPLEMENTO C1 ESTERASE, INIBIDOR DE

INIBIDOR DE C1 ESTERASE

CBHPM 4.03.07.34-4

AMB 28.06.066-0
AMB 28.06.225-6/96

Sinonímia:
Inibidor de C1 esterase. C1 INH, C1s inativador.
Inibidor de complemento. C1 esterase inibidor.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a amostra a -20ºC. Não estocar em freezer tipo frost-free.

Valor Normal:
14,0 a 30,0 mg/dl

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Imunodifusão radial.

Interpretação:
O edema angioneurótico hereditário é uma doença autossômica dominante causada pela deficiência de inibidor de C1 esterase.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

COMPLEMENTO C1q

C1q COMPLEMENTO

CBHPM 4.03.06.53-4

AMB 28.06.198-5/96

Sinonímia:
Componente C1q do complemento. Componente 11S.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC durante 1 hora. Após este prazo, congelar a amostra a -20ºC. Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Complemento total, Frações do Complemento.

Valor Normal:
Superior a 70 %.

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Imunohemólise radial.

Interpretação:
Deficiência: erros inatos dos componentes do complemento, defeitos da imunidade antibacteriana, hipogamaglobulinemia, hipercatabolismo.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

COMPLEMENTO C2

C2 COMPLEMENTO

CBHPM 4.03.06.69-0

AMB 28.06.199-3/96

Sinonímia:
Componente C2 do complemento.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC por até 1 hora. Congelar a -20ºC após esse período. Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Complemento total, Frações do Complemento.

Valor Normal:
Superior a 70 %.

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Imunohemólise radial.

Interpretação:
Deficiência: erro inato autossômico recessivo dos componentes do complemento, glomerulonefrite, LES, púrpura de Henoch-Schönlein, vasculite crônica, polimiosite.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

COMPLEMENTO C3c

C3c COMPLEMENTO

CBHPM 4.03.06.70-4
CBHPM 4.03.07.99-9

AMB 28.06.038-5
AMB 28.06.210-8/96

Sinonímia:
C3. C3c. Componente C3c do complemento.

Fisiologia:
C3c é o componente mais abundante entre as proteínas do complemento. O C3c é o ponto central do ciclo clássico e alternativo do complemento. A ativação da via alternativa do C3 ocorre quando imunocomplexos não tomam parte do processo de ativação. O C3c é um constituinte da C5 convertase.
C3a é uma anafilotoxina e uma quimiotaxina.
C3b é uma opsonina envolvida na aderência imunológica.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC por até 7 dias. Para períodos maiores, congelar a -20°C. Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Complemento total, Frações do Complemento.

Valor Normal:
75 a 135 mg/dl

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Lipemia. Hemólise. Contaminação bacteriana.

Método:
Turbidimetria. Sensibilidade analítica = 20 mg/dl

Interpretação:
Avaliação de deficiência congênita do sistema complemento e da doença formadora de imunocomplexos que consomem C3. Graves infecções bacterianas recorrentes.
AUMENTO: DD. inflamatórias agudas.
DIMINUIÇÃO: o perfil dos componentes do complemento é característico para cada nefropatia: o CH50 está diminuído nas glomerulonefrites aguda e hipocomplementêmica, e também, no Lúpus eritematoso sistêmico (LES) com nefropatia, na síntese diminuída, catabolismo aumentado, artrite reumatóide, presença de complexos antígeno-anticorpo e agregação de gama globulinas fixadas ou circulantes.

Cuidado: na presença simultânea de uma condição que aumenta o complemento C3c e de outra que o diminui, a resultante pode ser “complemento C3c normal”.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

COMPLEMENTO C4c

C4c COMPLEMENTO

CBHPM 4.03.06.71-2
CBHPM 4.03.07.99-9

AMB 28.06.039-3
AMB 28.06.210-8/96

Sinonímia:
C4. C4c. Componente C4 do complemento.

Fisiologia:
O complemento C4 é constituinte da C3 e da C5 convertase.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC por até 7 dias.
Congelar a -20°C para mais tempo.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Complemento total, Frações do Complemento.

Valor Normal:
9 a 36 mg/dl

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Lipemia. Hemólise. Contaminação bacteriana.

Método:
Turbidimetria. Sensibilidade analítica = 2 mg/dl

Interpretação:
DIMINUIÇÃO:deficiência congênita do complemento, D. LES-símile, Edema angioneurótico hereditário, DD. por imunocomplexos.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

COMPLEMENTO TOTAL (CH50)

CH50 COMPLEMENTO

CBHPM 4.03.06.74-7
CBHPM 4.03.06.73-9

AMB 28.06.040-7

Sinonímia:
Atividade de complemento total clássica. CH100.
Atividade hemolítica do complemento.

Fisiologia:
O papel imunológico do complemento, como um sistema mediador nas DD. imunes ou na defesa do hospedeiro, é atacar e ajudar a destruir células invasoras anormais e/ou macromoléculas. O sistema sérico do complemento é constituído por 11 proteínas diferentes que reagem numa seqüência específica com complexos antígeno-anticorpo. O resultado é aumento da permeabilidade vascular, atração de leucócitos polimorfonucleares e alterações nas membranas celulares que levam à lise e à morte celular. Na via clássica, todos os componentes são ativados começando pelo C1 que consiste em 3 proteínas separadas, C1q, C1r e C1s seguido de C4, C2, C3, C5, C6, C7, C8 e C9. Na via alternativa, C1, C4 e C2 são pulados e a ativação começa pelos Fatores A (C3b) e B. A lise das membranas celulares não ocorre enquanto todos os componentes não tiverem reagido. A maioria dos componentes do complemento é sintetizada desde precocemente na vida fetal. C1 é sintetizado nas células colunares do epitélio intestinal. C4 e C2 são produzidos por macrófagos nos órgãos primitivos. As células do parênquima hepático sintetizam C3. Os pulmões, fígado e intestinos fetais produzem C5. O maior interesse diagnóstico desse teste é detectar deficiências gerais dos componentes do complemento ou diminuição da atividade do complemento sérico. A dosagem da CH50 é baseada na hemólise em tubo de 50 % das hemácias e seu resultado é expresso em Unidades líticas/ml ou pode ser efetuada por ELISA com os resultados expressos em U. CAE (Unidades Complement Activity Enzyme Immunoassay).
A dosagem da CH100 é baseada na imuno-hemólise das hemácias em placa de agarose e seu resultado é expresso em percentagem de hemólise.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC Após 1 hora, congelar a amostra a -20ºC. Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Frações do Complemento, ASLO, FAN, Crioglobulina.

Valor Normal:

CH50

Normal

"Borderline"

Patológico

CH50

Baixo

Normal

Alto

Unidades líticas/ml

150 a 310 Unidades líticas/ml

101 a 149 Unidades líticas/ml

abaixo de 100 Unidades líticas/ml

U. CAE

até 59,9 U. CAE

60,0 a 144,0 U. CAE

> que 144,0 U. CAE

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Lipemia. Hemólise. Contaminação bacteriana.

Métodos:
Complement Activation Enzyme Immunoassay.
Wadsworth & Maltaner.
Imuno-hemólise em placa de agarose.

Interpretação:
Avaliação do sistema complemento em pacientes portadores de doenças formadoras de imunocomplexos e avaliação da deficiência de componentes do sistema.
AUMENTO: DD. inflamatórias agudas, leucemia, D. de Hodgkin, sarcoma, D. de Behçet.
DIMINUIÇÃO: deficiência hereditária de um ou mais componentes, síntese deprimida de complemento, consumo aumentado do complemento, fixação do complemento por
a) imunocomplexos celulares ou teciduais:
glomerulonefrite crônica, artrite reumatóide, anemia hemolítica, rejeição de enxerto;
b) imunocomplexos circulantes:
lúpus eritematoso sistêmico, glomerulonefrite aguda, endocardite bacteriana subaguda, crioglobulinas.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CONCENTRAÇÃO E/OU DILUIÇÃO URINÁRIA, PROVA DA

CBHPM 4.03.11.36-8
CBHPM 4.03.11.37-6

AMB 28.13.034-0
AMB 28.13.035-9

Sinonímia:
Prova da concentração urinária. Prova ou teste de Fishberg e Volhard. Prova da diluição urinária.
Prova da sobrecarga de água.

Fisiologia:
Após privação de líquidos, espera-se uma concentraçãoda urina enquanto que após sobrecarga de água, espera-se a diluiçãoda urina.

Material Biológico:
Amostras de urina.

Coleta:
Prova da concentração: 3 amostras de urina coletadas às 6, às 8 e às 10 horas da manhã seguinte ao dia da restrição hídrica.
Prova da diluição: 4 amostras de urina coletadas de hora em hora após a ingestão da água.
Obs.: as duas provas não podemser realizadas no mesmo dia.

Armazenamento:
Manter a amostras refrigeradas entre +2 a +8ºC enquanto não forem enviadas ao setor técnico.

Exames Afins:
Restrição hídrica para Diabetes insipidus (com DDAVP).

Valor Normal:

Prova da Concentração

Densidade

Osmolalidade 

Cor

Odor

Em ao menos uma das amostras:

acima de 1,025

acima de 800 mOsm/kg H2

amarelo-ocre

“sui-generis”

Prova da Concentração

Densidade

Osmolalidade 

Cor

Odor

Em ao menos uma das amostras:

acima de 1,003

acima de 100 mOsm/kg H2

amarelo-claro ou hídrica

inodoro ou quase

Preparo do paciente:
Suspender as drogas citadas em “Interferentes” durante 48 horas antes da prova.
Para a prova de concentração: No dia antes de coletar as amostras o paciente deve fazer uma dieta hiperprotéica (carne, queijo, nozes) e beber apenas 200 ml de líquidos (um copo) até 14 horas antes do teste. (Se a coleta começar às 6 da manhã, não deve beber a partir das 4 da tarde do dia anterior). O jantar só pode ser de alimentos sólidos. Usar pouco sal nos alimentos para prevenir sede excessiva. Não há necessidade de jejum.
Para a prova de diluição:
De manhã, manter o jejum, esvaziar a bexiga e desprezar essa urina. Beber 1.500 ml de água potável dentro de 30 minutos. Coletar as amostras de urina de hora em hora após terminada a ingestão de água.

Interferentes:
Drogas: acetaminofen, aciclovir, aminoglicosídeos, anfotericina-B, antiinflamatórios não-esteróides, aspirina, bacitracina, capreomicina, captopril, carmustina, ciclosporina, diuréticos, compostos de ouro, estreptomicina, iodetos orgânicos, lítio, metotrexate, metoxiflurano, neomicina, penicilamina, pentamidina, plicamicina, polimixinas, rádio-opacos, rifampicina, sulfonamidas, tetraciclinas (exceto doxiciclina e minociclina), vancomicina.
Método:
Densidade: medição em refratômetro clínico.
Osmolalidade: por abaixamento crioscópico em Osmômetro.
Interpretação:
Útil na avaliação de pacientes com poliúria, principalmente na diferenciação de poliúria por Diabetes insipidus ou por polidipsia primária (potomania).
Uma prova anormal pode indicar: fluxo sangüíneo renal diminuído, perda funcional de néfrons, disfunção pituitária ou cardíaca ou lesão do epitélio tubular.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CONCENTRAÇÃO INIBITÓRIA MÍNIMA

MIC

CBHPM 4.03.10.30-2

Sinonímia:
MIC. Minimal Inhibitory Concentration.
CIM. Concentração Inibitória Mínima.
Teste de suscetibilidade a drogas MIC.
Teste de “sensibilidade” (termo inadequado) a drogas MIC.
Concentração bactericida mínima.

Material Biológico:
Microrganismo isolado de sangue, liquor, urina, fezes ou secreções em geral.

Coleta:
Cepa liofilizada ou colocada em meio de transporte adequado (TSB) e conservada à temperatura ambiente.

Armazenamento:
Temperatura ambiente.

Exames Afins:
Poder bactericida do soro. Antibiograma.

Valor Normal:
Informa a Concentração Inibitória Mínima do antibiótico no sangue do paciente para tratamento crítico de microrganismo susceptível ou intermediário.

Preparo do Paciente:
Informar se o paciente fez uso de medicação antibiótica até 48 horas antes da coleta e o nome do antibiótico.

Interferentes:
Antibióticos e quimioterápicos.

Método:
Difusão. Microdiluição em placa. Etest®(AB Biodisk, Solna, Suécia).

Interpretação:
Teste útil para nortear o tratamento das infecções bacterianas graves. Através dos cálculos apresentados pode-se escolher o antibiótico mais adequado ao tratamento, sua dose e intervalo de administração.

Para:
Cálculo para adequação da dose e do intervalo do antibiótico e Cálculo da AUC – Area Under Curve (Área sob a curva) do MIC, ver APÊNDICE 8.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.anesthesiste.org/sf/IMG/pdf/pKpD_Antibi otiques_Bedos_05.pdf
http://w3med.univ-lille2.fr/pedagogie/contenu/mod-transv/module11/item173/antibiotique1.pdf http://www.ial.sp.gov.br/publicacao/revista/2000/000 1-003.htm
http://www.probac.com.br/etest.htm

COOMBS DIRETO

CBHPM 4.03.04.10-8
CBHPM 4.04.03.68-8
CBHPM 4.04.03.69-6
CBHPM 4.04.03.70-0

AMB 28.04.015-5

Sinonímia:
Pesquisa de sensibilização eritrocitária por anticorpos incompletos, anticorpos bloqueantes, anticorpos univalentes, glutininas hiperimunes ou de albumina. Obs. 1: Os Anticorpos incompletos não reagem em soro fisiológico, necessitando de meio com maior viscosidade como solução 20 a 30 % de albumina bovina.
Obs. 2: Anticorpos completos, aglutininas, anticorpos salinos ou anticorpos bivalentes são assim chamados porque tanto reagem em soro fisiológico quanto em albumina bovina.
COOMBS, R.R.A. = imunologista britânico nascido em 1921.

Fisiologia:
Hemácias suspeitas de estarem com anticorpos incompletos aderidos à membrana são incubadas com soro anti-gamaglobulina humana (soro de Coombs). A reação é positiva quando ocorre aglutinação das hemácias.

Material Biológico:
Sangue total ou do cordão umbilical # com anticoagulante.

Coleta:
3 a 4 ml de sangue total coletado com EDTA ou citrato.

Armazenamento:
Enviar imediatamente ao laboratório.

Exames Afins:
Aglutininas Anti-Rh, Reticulócitos, FAN.

Valor Normal:
Negativo (ausência de anticorpos)

Interferentes:
# Na coleta de sangue do cordão, tomar cuidado para não adicionar a substância gelatinosa (geléia de Wharton), pois esta interfere nos resultados.
Obs.: ocorre reação falso-positiva no mieloma múltiplo e na macroglobulinemia de Waldenström.

Método:
Aglutinação de hemácias.

Interpretação:
Coombs Direto positivo pode ocorrer em decorrência de: anemia hemolítica do recém-nascido por incompatibilidade dos sistemas AB0 ou Rh, anemia hemolítica auto-imune idiopática, anemia hemolítica induzida por medicamentos.
MEDICAMENTOS INDUTORES: acetofenetidina, ácido etacrínico, ácido flufenâmico, ácido melenâmico, alfa-metildopa (Aldomet), antiinflamatórios não esteróideos, cefalosporinas, cefalotina, cefaloridina, cefapirina, cefazolina, clorodiazepóxido, cimetidina, ethosuximida, fenacetina, levodopa, penicilinas, p-aminossalicilato, procainamida, quinidina, quinina, tetraciclina.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

COOMBS INDIRETO

CBHPM 4.03.04.88-4
CBHPM 4.04.03.71-8

AMB 28.04.015-5
AMB 28.04.098-8/92

Sinonímia:
Aglutininas Anti-Rh. Anticorpos isoimunes.
COOMBS, R.R.A. = imunologista britânico nascido em 1921.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
2,0 ml de soro.

Armazenamento:
Congelar a -20ºC. Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
DDO em líquido amniótico. Painel de hemácias. Pesquisa de outros anticorpos em painel frio e quente com salina, albumina e albumina-antiglobulina.

Valor Normal:
Ausência de anticorpos

Preparo do Paciente:
Não há necessidade de jejum.

Método:
Gel centrifugação.

Interpretação:
Identificação de anticorpos anti-eritrocitários (Ver Sistemas e Alelos abaixo). Acompanhamento de pacientes sensibilizados por antígenos de qualquer sistema imunohematológico, principalmente do sistema Rh.

1

2

3

4 

5 

6

7

8 

9 

10

SISTEMA

AB0

Rhesus (Rh)

Kell

Duffy 

Kidd 

MNS

P

Lutheran 

Lewis 

I

ALELOS

A, B, 0, AB

C, D, E, c, e

K, k

Fya, Fyb#

Jka, Jkb

M, N, S, s

P1, P2

Lua, Lub

Lea, Leb

I, i

# populações que não possuem o antígeno Duffy são geneticamente resistentes ao Plasmodium vivaxe à malária causada por este parasita.
Quando o Coombs Indireto acusa a presença de anticorpos anti-eritrocitários é importante identificá-los através de painel de hemácias.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

COPROLÓGICO FUNCIONAL

DIGESTÃO ALIMENTAR

CBHPM 4.03.03.03-9

AMB 28.03.001-0

Sinonímia:
Prova coprológica funcional. Prova funcional da digestão. Prova de digestão alimentar.

Material Biológico:
Fezes recém-emitidas oriundas especificamente dos resíduos do regime preconizado.
Esta prova não pode ser feita nas fezes de pacientes que não se submeteram ao regime descrito abaixo. Não é factível para lactentes e para crianças que ainda não mastigam carne.

Coleta:
No quarto dia de regime, coletar todo o material da primeira evacuação em vasilha de boca larga previamente fervida e seca.
Não contaminar as fezes com urina ou com água.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Pesquisa de hemoglobina humana oculta. Parasitológico de fezes. Coprocultura.

Valor Normal:

CARACTERES GERAIS

Grau de hidratação

Forma

Odor

Cor

pH

EXAME MACROSCÓPICO

Tecido conjuntivo de carne crua

Fragmentos de carne

Fragmentos de batata e cenoura

Outros restos alimentares

EXAME MICROSCÓPICO

Fibras musculares bem digeridas

Fibras musculares mal digeridas

Celulose digerível

Amido

Gorduras neutras

Ácidos graxos

Sabões

Cristais

Flora iodófila

Bacilos filiformes

Leucócitos

Hemácias

Leveduras

REAÇÕES QUÍMICAS

Estercobilina

Bilirrubina

Albuminas íntegras

Albuminas degradadas

Albumoses

Mucina

DOSAGENS QUÍMICAS

Ácidos orgânicos totais

Amoníaco

normal

cilíndrica

fecal

parda

6,7 a 7,5

ausente

raros

raros

ausentes

raras

raras

raríssima

ausente

ausentes

raríssimos

ausentes

ausentes

ausente

ausentes

ausentes

ausentes

raras

+

ausente

ausentes

ausentes

ausentes

+ a ++

14 a 18 ml HCl

até 4,5 ml NaOH

Preparo do Paciente:
O paciente deverá, durante ao menos 3 dias, alimentar-se com o regime de Schmidt e Strasburger modificado por Pontes:

CAFÉ DA MANHÃ: 1 copo de leite com ou sem café e açúcar; algumas fatias de pão e manteiga.
ALMOÇO:arroz com purê de batatas à vontade ou com 2 batatas cozidas; 1 bife de coxão duro de tamanho médio (100 a 150 g), mal passado (sangrante) na grelha ou na chapa; 1 colher das de sopa de CALDO de feijão; 1 banana e uma fatia de queijo tipo minas ou Catupiry®.
LANCHE DA TARDE: opcional, podendo ser igual ao café da manhã.
JANTAR: sopa de macarrão com cenoura cozida, picada em rodelas ou pequenos pedaços; 1 ovo cozido posto na sopa; arroz com purê de batatas à vontade ou com 2 batatas cozidas; 1 bife semelhante ao do almoço; 1 fatia de bananada ou goiabada com 1 fatia de queijo tipo minas ou Catupiryr®.
LÍQUIDOS: apenas água sem gás, à vontade.
Não tomar bebidas alcoólicas nem gasosas. OUTROS: não ingerir medicamentos por via oral, não usar laxantes.
Obs.: se o paciente sofrer de constipação intestinal talvez seja necessário prolongar os dias de regime para 5 ou 6.

Interferentes:
Fezes envelhecidas, mal conservadas ou cujos resíduos não correspondem ao do regime prescrito.
Contaminação com urina ou com água do vaso sanitário.
Medicamentos orais. Bebidas alcoólicas e gasosas.
Regime diferente do preconizado.
Ingestão de alimentos não especificados.

Método:
Inspeção macroscópica. Observação ao microscópio óptico e reações químicas.

Interpretação:
Este exame só deve ser solicitado após:
- Pesquisa de sangue humano oculto Negativa,
- exame parasitológico de fezes Negativo e
- coprocultura Negativa para microrganismos enteropatogênicos.

Conforme o quadro analítico pode-se classificar as síndromes coprológicas em:
DISTÚRBIOS MOTORES:
Fezes de constipação.
Diarréia segmentar do ceco.
Diarréia segmentar do delgado.
INSUFICIÊNCIAS DIGESTIVAS:
Insuficiência pancreática.
Insuficiência biliar.
Insuficiência gástrica.
SÍNDROMES DE LESÕES DA MUCOSA:
Diarréia com lesão de mucosa.
Constipação com lesão de mucosa.
Fezes de falsa diarréia.
DISMICROBISMOS:
Fezes de fermentação.
Fezes de putrefação.
Diminuição de fermentação.
Desvio misto, fermentativo e putrefativo.
Síndrome coprológico devido a antibiótico de largo espectro.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

COPROLÓGICO FUNCIONAL PARA LACTENTES

DIGESTÃO ALIMENTAR INFANTIL

CBHPM 4.03.03.03-9

AMB 28.03.001-0

Sinonímia:
Prova coprológica funcional infantil ou para lactentes.
Prova funcional da digestão infantil ou de lactentes.
Prova de digestão alimentar infantil ou de lactentes.

Material Biológico:
Fezes recém-emitidas.

Coleta:
Coletar as fezes diretamente de um plástico colocado sob o lactente. A coleta da fralda já ocasiona uma desidratação das fezes. Aplicar uma fralda estrategicamente sobre as vias urinárias para que uma eventual micção não contamine as fezes.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Parasitológico de fezes. Coprocultura.

Valor Normal:

CARACTERES GERAIS

Grau de hidratação

Forma

Odor

Cor

pH

EXAME MACROSCÓPICO

Restos alimentares

EXAME MICROSCÓPICO

Fibras musculares bem digeridas

Fibras musculares mal digeridas

Celulose digerível

Amido

Gorduras neutras

Ácidos graxos

Sabões

Cristais

Flora iodófila

Bacilos filiformes

Leucócitos

Hemácias

Leveduras

REAÇÕES QUÍMICAS

Sangue oculto

Substâncias redutoras

Pigmentos biliares

Vermelho =

Alaranjado =

Verde =

Branco =

aumentada

amorfa

típico de bebê

parda-clara

6,5 a 7,5

ausentes

ausentes

ausentes

ausente

ausente

ausentes

raríssimos

ausentes

ausentes

ausente

ausentes

ausentes

ausentes

raras

ausente

ausentes

estercobilina

mesobilirrubina

bilirrubina

ausência

Preparo do Paciente:
O paciente deverá, durante ao menos 2 dias, alimentar-se apenas de leite. Água ad libitum.
OUTROS: não administrar medicamentos por via oral, não usar laxantes, nem leveduras e nem lactobacilos.

Interferentes:
Fezes envelhecidas, mal conservadas ou cujos resíduos não correspondem ao do regime prescrito.
Contaminação com urina ou com outros líquidos (soro fisiológico, sabão líquido, detergentes, anti-sépticos, óleos dermatológicos, pomadas, cremes, etc.).
Medicamentos orais. Outras bebidas que não o leite ou a água.
Regime diferente do preconizado.
Ingestão de alimentos não especificados.

Método
Inspeção macroscópica. Observação ao microscópio óptico e reações químicas.

Interpretação:
Este exame só deve ser solicitado após:
- exame parasitológico de fezes Negativo e - coprocultura Negativa para microrganismos enteropatogênicos.
Conforme o quadro analítico pode-se classificar as síndromes coprológicas em:

DISTÚRBIOS MOTORES:
Fezes de constipação.
Diarréia segmentar do ceco.
Diarréia segmentar do delgado.
INSUFICIÊNCIAS DIGESTIVAS:
Insuficiência pancreática.
Insuficiência biliar.
Insuficiência gástrica.
SÍNDROMES DE LESÕES DA MUCOSA:
Diarréia com lesão de mucosa.
Constipação com lesão de mucosa.
Fezes de falsa diarréia.

DISMICROBISMOS:
Fezes de fermentação.
Fezes de putrefação.
Diminuição de fermentação.
Desvio misto, fermentativo e putrefativo.
Síndrome coprológico devido a antibiótico de largo espectro.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

COPROPORFIRINAS

CBHPM 4.03.13.12-3

AMB 28.13.014-6
AMB 28.15.011-2

Sinonímia:
Coproporfirina I + Coproporfirina III. Chumbo inorgânico.

Fisiologia:
Oriundos, respectivamente, do Uroporfirinogênio I e III, o Coproporfirinogênio I e o Coproporfirinogênio III, por perda de 4 CO2cada, se transformam em Coproporfirina I e III.
O Chumbo, além da manipulação na própria indústria de sua refinação, laminação e fundição, é utilizadona metalurgia de bronze, na indústria cerâmica, de baterias e acumuladores, em tintas, esmaltes, vernizes, na indústria de pigmentos, vulcanização da borracha, indústria gráfica, olarias, como componente da gasolina, na indústria petrolífera, fabricação de fósforos, vidro, munição, fotocopiadoras e pérolas artificiais.

Material Biológico:
Urina de 24 horas.

Coleta:
Alíquota de 50 ml de urina de 24 horas. Informar o volume total ao laboratório.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC e manter ao abrigo da luz durante a coleta até o procedimento analítico.

Exames Afins:
Porfobilinogênio. Chumbo. ALA. Zn-protoporfirina.

Valor Normal:

Normal

IBMP

até 150 µg/l ou até 120 µg/24 h

até 200 µg/l ou até 100 µg/g Creatinina

Interferentes:
Exposição à luz.

Método:
Fluorimétrico ou HPLC.

Interpretação:
Útil na avaliação e diagnóstico das porfirinopatias.
Além de mostrar uma exposição excessiva ao Chumbo, este Indicador Biológico tem também significado clínico ou toxicológico próprio, ou seja, pode indicar doença, estar associado a um efeito ou a uma disfunção do sistema biológico avaliado.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CORONAVIRUS

SARS - H5N1

Sinonímia:
SARS. Severe Acute Respiratory Syndrome. SRAG.
Síndrome Respiratória Aguda Grave. Pneumonia asiática. D. de Guandong. IBV. Infectious Bronchitis Virus. Vírus H5N1. Vírus da febre aviária.
ICTVdB 03.019.0.01.001

Fisiologia:
TAXONOMIA: Ordem Nidovirales, Família Coronaviridae, Gênero Coronavirus, Espécie Infectious Bronchitis virus.
ssRNAvirus.
Chamam-se “corona” devido ao halo parecido a uma coroa que os envolve quando vistos à microfotografia eletrônica.
Zoonose de aves e suínos que teria principiado a contaminar humanos em Guandong (China). Transmissão aérea através de gotículas de Flügge (tosse e espirros), telefones públicos e por contato pelos vetores:

Boca A →mão A →mão B →boca B
boca A →mão A →objeto* →mão B →boca B
(*maçanetas, botões de elevador, teclados, telefones, torneiras) e fezes (ânus) A →mão de A →mão de B →boca B
O vírus sobrevive 3 horas no meio-ambiente, mas já se admite um prazo possível de até 24 horas.
A proteção contra a infecção, enquanto não for desenvolvida uma vacina, se dá por manter-se afastado das áreas suspeitas, evitar aglomerações e locais fechados, usar máscaras N-95, luvas de procedimento e praticar freqüentes lavagens das mãos.
O período de incubação é de 3 a 7 dias.
Taxa de letalidade: 6 %.

Material Biológico:
Esfregaços ou aspirados das vias aéreas superiores.
Lavado bronco-alveolar. Soro. Sangue total. Fezes.

Coleta:
Os esfregaçosou aspiradospodem ser nasofaríngeos ou orofaríngeos. Usar swabs de dacron ou rayon com palitos plásticos. Não usar swabs com alginato de cálcio ou com palitos de madeira que podem inibir o crescimento do vírus.
Colocar os swabs coletados imediatamente em recipientes contendo 2 ml de meio de transporte estéril para vírus.
A metade do lavado bronco-alveolar deve ser centrifugada. O sobrenadante deve ser decantado para outro recipiente estéril e o botão celular remanescente fixado em formalina.

Soro. Coletar o sangue em tubo com gel separador, esperar a formação do coágulo e centrifugar o mais cedo possível. Depois separar o soro para outros tubos estéreis.
Sangue total. Coletar com EDTA.
Fezes. Colocar 10 a 50 g de fezes em recipiente estéril.

Armazenamento:
Swabs: para transporte a curta distância refrigerar entre +2 a +8ºC. Para transporte distante congelar em gelo seco a –80ºC.
Lavado: idem acima. As células fixadas em formalina podem ser transportadas à temperatura ambiente.
Soro: idem acima.
Sangue total: refrigerar entre +2 a +8ºC.
Fezes: idem acima.

Valor Normal:
Negativo, Não reagente ou Ausente.

Método:
PCR. Reação em Cadeia da Polimerase. Recentemente foi desenvolvido um Teste Rápido que detecta o vírus em swabs nasais ou culturas de garganta com resultado em até 4 horas.
Até a presente data, nenhum desses testes está disponível no Brasil.

Interpretação:
O quadro clínico é muito parecido com o da Gripe, com febre acima de 38ºC, calafrios, cefaléia, mialgia, dispnéia, pleurodínia, cianose, fadiga, taquipnéia e estertores. Pode evoluir rapidamente para um quadro dispnéico grave com pneumonia.
Diagnóstico diferencial: influenza A e B, VSR - vírus sincicial respiratório, legionelose, pneumococcia.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CORPOS CETÔNICOS

CBHPM 4.03.11.08-2

AMB 28.13.049-9/96

Sinonímia:
Cetonúria. Acetona. Ácido diacético. Ácido aceto-acético. Teste de Lange. Teste de Gerhardt.

Material Biológico:
5 ml de urina recente.

Coleta:
Dispensa preparo.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Glicemia, Glicosúria.

Valor Normal:
Normal = ausentes

Interferentes:
Drogas que aumentam os corpos cetônicos: levodopa, pyridium, aspirina, ácido ascórbico, contraste, éter anestésico, inositol, metionina, insulina (dose excessiva), metformina, isoniazida, intoxicação por álcool isopropílico, paraldeído, fenformina.

Interpretação:
Jejum prolongado, vômitos incoercíveis, estado de mal epiléptico, febres, hipoglicemia, diabetes mellitus, TU hipofisário, TU supra-renal, dieta hiperprotéica, cetose periódica idiopática. Ver também o título Acetona.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CORTISOL

HIDROCORTISONA

CBHPM 4.07.12.19-2

AMB 28.05.014-2

Sinonímia:
Hidrocortisona. Composto F de Kendall. Composto F de Richter. F. Substância M de Reichstein. Cortisol AM. Cortisol matutino. Cortisol PM. Cortisol vespertino.

Fisiologia:
11-ß,17-α,21-triidroxi-4-pregnen-3,20-diona.
Fórmula molecular = C21H30O5
Massa molecular = 362,466 g/mol
O Cortisol é um hormônio glicocorticóide primário, sintetizado a partir do colesterol pelo córtex supra-renal sob ação do ACTH. É essencial à vida, regulando o metabolismo de carboidratos, proteínas e lípides. Além disso, mantém normal a pressão arterial e funciona como inibidor de reações alérgicas e inflamatórias.

CRONOBIOLOGIA:
A secreção de cortisol sofre um ritmo nictemeral (circadiano) com pico máximo ao despertar e mínimo 14 a 18 horas após. Varia de -100 a +120 % ao redor de uma média no mesmo indivíduo, podendo reduzir-se quase à metade ou aumentar além do dobro NO MESMO DIA.



Material Biológico:
Soro. Exames Afins:
SDHEA, Androstenediona, Testosterona.

Coleta:
1 ml de soro coletado após 30 minutos de veia cateterizada(às 8, 16 e 24 horas).

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC para até 2 dias. Congelar a -20ºC para até 3 meses. Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
SDHEA, Androstenediona, Testosterona.

Valor Normal:

Fluoroimunoensaio:

Hora

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

Adultos

µg/dl

1,9 a 8,3

2,6 a 10,8

3,6 a 13,9

4,8 a 17,0

5,9 a 20,0

6,9 a 23,0

7,6 a 25,3

8,0 a 26,5

7,9 a 26,4

7,6 a 26,0

7,3 a 24,6

6,6 a 22,9

Hora

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

24

Adultos

µg/dl

5,9 a 20,8

5,1 a 18,5

4,5 a 16,7

4,0 a 15,0

3,5 a 13,8

3,0 a 12,1

2,5 a 10,5

2,0 a 9,0

1,6 a 7,8

1,4 a 7,0

1,3 a 6,7

1,4 a 7,0

Crianças

Prematuro

RN de termo, até 3 dias

4 dias a 11 meses

1 a 5 anos

6 a 12 anos

Tanner II e III ♂

Tanner II e III ♀

Tanner IV e V ♂

Tanner IV e V ♀

até 15,0 µg/dl

até 14,0 µg/dl

3,0 a 23,0 µg/dl

6,0 a 25,0 µg/dl

3,0 a 15,0 µg/dl

4,0 a 13,0 µg/dl

4,0 a 16,0 µg/dl

5,0 a 15,0 µg/dl

6,0 a 15,0 µg/dl

ADVIA Centaur

Hora

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

Adultos

µg/dl

1,64 a 9,48

1,90 a 11,26

2,34 a 13,46

2,90 a 15,66

3,38 a 17,79

3,82 a 19,92

4,13 a 21,55

4,30 a 22,40

4,27 a 22,30

4,18 a 22,10

4,09 a 21,40

3,88 a 20,55

Hora

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

24

Adultos

µg/dl

3,67 a 19,50

3,43 a 18,35

3,25 a 17,45

3,09 a 16,66

2,75 a 15,36

2,41 a 14,52

2,07 a 12,79

1,73 a 11,17

1,45 a 9,87

1,31 a 9,00

1,24 a 8,27

1,30 a 8,00

* Para obter valores em ng/ml, multiplicar os µg/dl por 10
** Para obter valores em nmol/l, multiplicar os µg/dl por 27,5888

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum

Interferentes:
Lipemia.
DROGAS:
Aumento: anfetaminas, carbamazepina, contraceptivos orais, estrógenos, vasopressina, antidepressivos tricíclicos.
Diminuição: glicocorticóides, lítio, L-Dopa, acetato de megestrol, oxazepam, cetoconazol, danazol, efedrina.

Método:
Fluoroimunoensaio. Marcador 152Eu.
ADVIA-Centaur

Interpretação:
AUMENTO: S. de Cushing, S. do ACTH e do CRH ectópico, adenoma ou carcinoma adrenal, displasia adrenal micronodular, hiperplasia adrenal macronodular, estresse.
DIMINUIÇÃO: D. de Addison, insuficiência pituitária com baixo ACTH.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CORTISOL ESTIMULADO POR ACTH

17 OHP ESTIMULADO POR ACTH

CBHPM 4.07.12.19-2

AMB 28.05.014-2

Sinonímia:
Estímulo de ACTH para cortisol. Teste de liberação de cortisol após estímulo com ACTH. Estímulo de ACTH para 17 OHP e/ou 11 desoxicortisol. Teste imediato (rápido) do Synacthene®.
Prova de Thorn = prova obsoleta de função adrenocortical que consistia de contagem de linfócitos e eosinófilos circulantes e dosagem de ácido úrico, antes e 4 horas depois de injeção de ACTH.

Fisiologia:
ATENÇÃO: este teste só pode ser executado após importação da tetracosactida hexacetato (corticotrofina sintética correspondente aos 24 primeiros aminoácidos do ACTH), Cortrosyn®, Synacthene® ou Synacthen® da Novartis Pharma SAS, pois o produto não existe mais no mercado brasileiro.
Combinar os detalhes com o Laboratório.
Observação de 20/11/2001.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro para cada tempo da curva. 4 tubos de soro identificados para cortisol# com seus respectivos tempos.
# este mesmo teste também pode servir para dosagem de 17 OHP e/ou 11 desoxicortisol.

Armazenamento:
Congelar a -20ºC. Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
17 α-hidroxi-progesterona. 11 desoxicortisol.

Valor Normal:

Normal basal

Normal aos 30 min

Normal aos 60 min

Normal aos 90 min

Cortisol matutino

Adultos

Crianças

4 dias a 11 meses

1 a 5 anos

6 a 12 anos

Tanner II e III ♂

Tanner II e III ♀

Tanner IV e V ♂

Tanner IV e V ♀

varia conforme a hora do dia Ver em Cortisol

acréscimo de ao menos 10 µg/dl ao basal

acréscimo de ao menos 20 µg/dl ao basal

retorno ao nível de 30 minutos

60 minutos após ACTH

14,0 a 41,0 µg/dl

32,0 a 60,0 µg/dl

22,0 a 40,0 µg/dl

17,0 a 28,0 µg/dl

15,0 a 45,0 µg/dl

16,0 a 32,0 µg/dl

18,0 a 27,0 µg/dl

18,0 a 35,0 µg/dl

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum. Manter o paciente deitado, em venoclise, durante uns 30 minutos antes de iniciar o teste. Coletar a amostra basal e anotar a hora. Em seguida, injetar EV, 36 µg de tetracosactida por kg de peso, no limite de 250 µg (0,250 mg) (tetracosactida = Synacthene®## = ACTH sintético) diluindo a dose a ser injetada em 5 ml de soro fisiológico. Cronometrar. Coletar as demais amostras aos 30, 60 e 90 minutos. Um teste mais simples pode ser feito com duas amostras: a basal e a de 60 minutos.
## Para o teste imediato (rápido) e preciso utilizar o Synacthene® de curta duração. Synacthene retard® (de ação prolongada) só serve para o teste retardado e segue outro protocolo.

Interferentes:
Lipemia e hemólise.

Método:
Fluoroimunoensaio. Marcador 152Eu.

Interpretação:
Utilizado na insuficiência supra-renal, nos defeitos de síntese da supra-renal e na ausência de resposta ao ACTH.
Uma resposta normal exclui insuficiência supra-renal primária.
Resposta anormal na S. de Cushing e na D. de Addison.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CORTISOL ESTIMULADO POR INSULINA

CBHPM 4.07.12.19-2

AMB 28.05.014-2

Sinonímia:
Estímulo de insulina para cortisol. TTI. Teste de tolerância à insulina para cortisol. ITT. Insulin Tolerance Test.

Material Biológico:
Soro E plasma fluoretado. 2x5 amostras.

Coleta:
1,0 ml de soro e 1,0 ml de plasma fluoretado para cada tempo da curva.
5 tubos de soro identificados para cortisol com seus respectivos tempos.
5 tubos de plasma fluoretado identificados para glicose com seus respectivos tempos.

Armazenamento:
Congelar a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Cortisol. Ritmo de cortisol. TSH estimulado por TRH. Testes de estímulo para HGH. LH e FSH estimulados por LHRH. Megateste.

Valor Normal:

Normal
aumento de ~ 60 % da dosagem do cortisol acima do valor basal ou, ao menos, 7 µg/dl acima do valor basal.

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum. Manter o paciente deitado, em venoclise, durante uns 30 minutos antes de iniciar o teste. Ter pronta uma seringa com glicose a 50 % para eventual emergência. Coletar as amostras basais. Em seguida, injetar EV 0,1 UI/kg de peso de Insulina Regular# (ou 0,15 UI/kg de peso nos casos de obesidade, acromegalia ou S. de Cushing severa. No hipertireoidismo, diminuir a dose para 0,05 UI/kg de peso). Cronometrar. Coletar as demais amostras nos tempos 30, 60, 90 e 120 minutos. Se o paciente apresentar hipoglicemia severa, injetar lentamente glicose a 50 % EV e suspender o teste. Este teste deve preferencialmente ser feito em laboratório hospitalar, principalmente em crianças e pacientes com insuficiência coronária ou cérebro-vascular.
# antigamente, chamada de insulina simples ou insulina cristalina. Insulinas NPH, PZI, semilenta e lenta não servem.

Interferentes:
Lipemia e hemólise.

Método:
Cortisol: fluorimetria. Glicose : hexoquinase -UV- automatizado.

Interpretação:
Este teste avalia o setor produtor de ACTH hipofisário.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CORTISOL LIVRE

CBHPM 4.03.05.21-0

AMB 28.05.014-2

Sinonímia:
Cortisol livre. Free cortisol.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
2,0 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 e +8ºC por até 2 dias. Para períodos maiores (até 4 semanas) convém congelar a amostra a -20ºC. Não estocar em freezer tipo frost-free. Evitar descongelamentos repetidos.

Exames Afins:
Cortisol, SDHEA, Androstenediona, Testosterona, 17OH urinário.

Valor Normal:

Adultos

Matutino

60 minutos após estímulo

Vespertino

Crianças - matutino

Prematuro

Prematuro, aos 3 meses

RN de termo

De termo, aos 3 meses

6 a 9 anos

10 e 11 anos

12 a 14 anos

15 a 17 anos

0,40 a 1,92 µg/dl

1,88 a 4,73 µg/dl

0,20 a 0,90 µg/dl

até 7,5 µg/dl

até 3,5 µg/dl

até 9,3 µg/dl

até 3,9 µg/dl

0,37 a 1,62 µg/dl

0,27 a 1,12 µg/dl

0,23 a 1,67 µg/dl

0,43 a 1,77 µg/dl

* Para obter valores em nmol/l, multiplicar os µg/dl por 27,59

Interferentes:
DROGAS: Aumento: contraceptivos orais.
Diminuição: diuréticos, cetoconazol.

Método:
Fluorimetria.

Interpretação:
Avaliação de função da glândula adrenal, principalmente em casos de hiperfunção. Cortisol livre na urina de 24 horas tem mais valor diagnóstico que uma simples dosagem sérica do hormônio.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CORTISOL LIVRE URINÁRIO

CBHPM 4.03.05.21-0

AMB 28.05.014-2

Sinonímia:
Cortisol urinário livre. FUC.
Ver também: Cortisol total urinário.

Material Biológico:
Urina de 24 horas.

Coleta:
Alíquota de 50 ml de urina, anotando o volume total de 24 horas. Não adicionar nenhum conservante.
É recomendado solicitar, também, a dosagem da Creatinina urinária a fim de rastrear volumes urinários incompletos.
Obs.: na eventualidade de precisar usar algum conservante na urina, seja para outros testes ou por falta de geladeira, pode-se utilizar ácido bórico à razão de 10 g por litro de urina.

Armazenamento:
Armazenar o frasco em geladeira entre +2 e +8ºC por até 2 dias. Para períodos maiores (até 4 semanas) convém congelar a amostra a -20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.
Evitar descongelamentos repetidos.

Exames Afins:
SDHEA, Androstenediona, Testosterona, 17OH urinário.

Valor Normal

1

2

3

4 

5 

6

7

8 

9 

10

SISTEMA

AB0

Rhesus (Rh)

Kell

Duffy 

Kidd 

MNS

P

Lutheran 

Lewis 

I

ALELOS

A, B, 0, AB

C, D, E, c, e

K, k

Fya, Fyb#

Jka, Jkb

M, N, S, s

P1, P2

Lua, Lub

Le, Leb

I, i

# populações que não possuem o antígeno Duffy são geneticamente resistentes ao Plasmodium vivaxe à malária causada por este parasita.

Quando o Coombs Indireto acusa a presença de anticorpos anti-eritrocitários é importante identificá-los através de painel de hemácias.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

COPROLÓGICO FUNCIONAL

DIGESTÃO ALIMENTAR

CBHPM 4.03.03.03-9

AMB 28.03.001-0

Sinonímia:
Prova coprológica funcional. Prova funcional da digestão. Prova de digestão alimentar.

Material Biológico:
Fezes recém-emitidas oriundas especificamente dos resíduos do regime preconizado. Esta prova não pode ser feita nas fezes de pacientes que não se submeteram ao regime descrito abaixo. Não é factível para lactentes e para crianças que ainda não mastigam carne.

Coleta:
No quarto dia de regime, coletar todo o material da primeira evacuação em vasilha de boca larga previamente fervida e seca.
Não contaminar as fezes com urina ou com água.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
Pesquisa de hemoglobina humana oculta.
Parasitológico de fezes. Coprocultura.

Valor Normal

CARACTERES GERAIS

Grau de hidratação

Forma

Odor

Cor

pH

EXAME MACROSCÓPICO

Tecido conjuntivo de carne crua

Fragmentos de carne

Fragmentos de batata e cenoura

Outros restos alimentares

EXAME MICROSCÓPICO

Fibras musculares bem digeridas

Fibras musculares mal digeridas

Celulose digerível

Amido

Gorduras neutras

Ácidos graxos

Sabões

Cristais

Flora iodófila

Bacilos filiformes

Leucócitos

Hemácias

Leveduras

REAÇÕES QUÍMICAS

Estercobilina

Bilirrubina

Albuminas íntegras

Albuminas degradadas

Albumoses

Mucina

DOSAGENS QUÍMICAS

Ácidos orgânicos totais

Amoníaco

normal

cilíndrica

fecal

parda

6,7 a 7,5

ausente

raros

raros

ausentes

raras

raras

raríssima

ausente

ausentes

raríssimos

ausentes

ausentes

ausente

ausentes

ausentes

ausentes

raras

+

ausente

ausentes

ausentes

ausentes

+ a ++

14 a 18 ml HCl

até 4,5 ml NaOH

Preparo do Paciente:
O paciente deverá, durante ao menos 3 dias, alimentar-se com o regime de Schmidt e Strasburger modificado por Pontes:

CAFÉ DA MANHÃ: 1 copo de leite com ou sem café e açúcar; algumas fatias de pão e manteiga. ALMOÇO: arroz com purê de batatas à vontade ou com 2 batatas cozidas; 1 bife de coxão duro de tamanho médio (100 a 150 g), mal passado (sangrante) na grelha ou na chapa; 1 colher das de sopa de CALDO de feijão; 1 banana e uma fatia de queijo tipo minas ou Catupiry®. LANCHE DA TARDE: opcional, podendo ser igual ao café da manhã.
JANTAR: sopa de macarrão com cenoura cozida, picada em rodelas ou pequenos pedaços; 1 ovo cozido posto na sopa; arroz com purê de batatas à vontade ou com 2 batatas cozidas; 1 bife semelhante ao do almoço; 1 fatia de bananada ou goiabada com 1 fatia de queijo tipo minas ou Catupiry®. LÍQUIDOS: apenas água sem gás, à vontade. Não tomar bebidas alcoólicas nem gasosas. OUTROS: não ingerir medicamentos por via oral, não usar laxantes.
Obs.: se o paciente sofrer de constipação intestinal talvez seja necessário prolongar os dias de regime para 5 ou 6.

Interferentes:
Fezes envelhecidas, mal conservadas ou cujos resíduos não correspondem ao do regime prescrito.
Contaminação com urina ou com água do vaso sanitário.
Medicamentos orais. Bebidas alcoólicas e gasosas.
Regime diferente do preconizado.
Ingestão de alimentos não especificados.

Método:
Inspeção macroscópica. Observação ao microscópio óptico e reações químicas.

Interpretação:
Este exame só deve ser solicitado após:
- Pesquisa de sangue humano oculto Negativa,
- exame parasitológico de fezes Negativo e
- coprocultura Negativa para microrganismos enteropatogênicos.

Conforme o quadro analítico pode-se classificar as síndromes coprológicas em:

DISTÚRBIOS MOTORES:

Fezes de constipação.
Diarréia segmentar do ceco.
Diarréia segmentar do delgado.

INSUFICIÊNCIAS DIGESTIVAS:

Insuficiência pancreática.
Insuficiência biliar.
Insuficiência gástrica.

SÍNDROMES DE LESÕES DA MUCOSA:

Diarréia com lesão de mucosa.
Constipação com lesão de mucosa.
Fezes de falsa diarréia.

DISMICROBISMOS:

Fezes de fermentação.
Fezes de putrefação.
Diminuição de fermentação.
Desvio misto, fermentativo e putrefativo.
Síndrome coprológico devido a antibiótico de largo espectro.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CORTISOL SUPRIMIDO POR DEXAMETASONA

CBHPM 4.07.12.19-2

AMB 28.05.014-2

Sinonímia:
Teste de depressão da adrenal. Teste de supressão do eixo hipófiso-adrenal. Teste de inibição da adrenal. Nome comercial da dexametasona: Decadron®.

Material Biológico:
Soro. 2 amostras.

Coleta:
1,0 ml de soro para cada data da curva. 2 tubos respectivamente identificados com a data e a hora da coleta. Importante: ver mais detalhes da coleta no título ACTH.

Armazenamento:
Congelar a –20ºC. Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Cortisol. Sulfato de deidroepiandrosterona.

Valor Normal:

Dia N(basal)

Dia N+1 (suprimida)

8,0 a 26,5 µg/dl

até 5,0 µg/dl ou espera-se uma diminuição de perto de 50 % do valor basal.

Preparo do Paciente:
Dia N:(amostra basal) Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum. Coletar o sangue entre 7 e 9 horas da manhã, de preferência às 8 horas. Anotar data e hora exata. Às 23 horas deste mesmo dia o(a) paciente deve tomar VO 1,0 mg de dexametasona (2 comprimidos de 0,5 mg de Decadron). Dia N+1: (amostra com supressão) Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum. Coletar o sangue exatamente à mesma hora que foi coletado no dia anterior. Anotar data e hora exata.

Interferentes:
Lipemia e hemólise. Alcoolismo, D. aguda, estresse crônico, uremia, hiperestrogenemia, gravidez, PMD.

Método:
Fluoroimunoensaio. Marcador 152Eu.

Interpretação:
É o principal teste para avaliação inicial da hiperfunção adrenal (D. de Cushing). Caso não haja supressão do cortisol pela dexametasona, outros exames são indicados para esclarecimento do diagnóstico.
Na S. de Cushing existe produção independente de cortisol que não é inibida pela dexametasona.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CORTISOL TOTAL URINÁRIO

CBHPM 4.07.12.19-2

AMB 28.05.014-2

Sinonímia:
Cortisol urinário total. Ver também: Cortisol livre urinário.

Material Biológico:
Urina de 24 horas.

Coleta:
Alíquota de 50 ml de urina, anotando o volume total de 24 horas. Não adicionar nenhum conservante.
É recomendado solicitar, também, a dosagem da Creatinina urinária a fim de rastrear volumes urinários incompletos.
Obs.: na eventualidade de precisar usar algum conservante na urina, seja para outros testes ou por falta de geladeira, pode-se utilizar ácido bórico à razão de 10 g por litro de urina.

Armazenamento:
Armazenar o frasco em geladeira entre +2 e +8ºC por até 2 dias. Para períodos maiores (até 4 semanas) convém congelar a amostra a -20ºC. Não estocar em freezer tipo frost-free. Evitar descongelamentos repetidos.

Exames Afins:
SDHEA, Androstenediona, Testosterona, 17OH urinário.

Valor Normal:

Adultos

IFMA

Alíquota

Por 24 horas

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

ILMA

Alíquota

Por 24 horas

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

ILMA

Alíquota

Por 24 horas

Por 24 horas

Por Creatinina ♂

Por Creatinina ♀

Percentis 2,5 e 97,5 %

AutoDELFIA

5,77 a 59,18 µg/dl

92,4 a 473,4 µg/24 horas ou

255 a 1.306 nmol/24 horas

22,56 a 730,56 µg/g Creatinina

33,00 a 1.056,70 µg/g Creatinina

Advia Centaur

1,78 a 26,71 µg/dl

28,5 a 213,7 µg/24 horas ou

78,6 a 589,6 nmol/24 h

6,96 a 329,78 µg/g Creatinina

10,18 a 477,01 µg/g Creatinina

Immulite 2000

2,26 a 18,12 µg/dl

36,2 a 145,0 µg/24 horas ou

100 a 400 nmol/24 horas

8,84 a 223,76 µg/g Creatinina

12,93 a 323,66 µg/g Creatinina

* Para obter valores em nmol/l, multiplicar os µg/dl por 27,59

** Para obter valores em nmol/24 h, multiplicar os µg/24 h por 2,759

Interferentes:
DROGAS: Aumento: contraceptivos orais. Diminuição: diuréticos, cetoconazol. Método: IFMA - Fluoroimunoensaio. Marcador 152Eu.

Interpretação:
Avaliação de função da glândula adrenal, principalmente em casos de hiperfunção. Cortisol total na urina de 24 horas tem mais valor diagnóstico que uma simples dosagem sérica do hormônio.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

COXSACKIE B

CBHPM 4.03.07.68-9

Sinonímia:
Enterovirus. Poliovirus. Coxsackievirus B.
ICTVdB 00.052.0.01.004.02

Fisiologia:
Coxsackievirus B:
Taxonomia: Família Picornaviridae, Gênero Enterovirus, Espécie Poliovirus: Human coxsackievirus B 1 a 6(Poliovirus, sorotipos 1 a 6).
RNAvirus sem envelope.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
Volume mínimo 1 ml

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC

Valor Normal:
Negativo ou Não reagente

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Coleta inadequada.

Método:
Fixação do complemento.

Interpretação:
Diagnóstico das infecções por vírus COXSACKIE B (B1 a B6).
Anticorpos anti-Coxsackie B são encontrados na população em geral com títulos de 1/4 (1:22) a 1/64 (1:27) (infecção pregressa). Títulos de 1/128 (1:28) ou mais são encontrados com quadro clínico compatível (miocardite, pericardite, meningite asséptica).

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CREATINA

CBHPM 4.03.01.62-1

AMB 28.01.053-1

Sinonímia:
Ácido N-metilguanidinoacético. Não confundir CREATINA com CREATININA nem com CREATINA FOSFOQUINASE!

Fisiologia:
Fórmula molecular = C4H9N3O2
Massa molecular = 131,135 g/mol
A creatina é uma substância nitrogenada, não-protéica, muito abundante nos músculos. Ela é sintetizada no fígado a partir da arginina. A creatina liberada na circulação é, então, captada pelos músculos que a converte em fosfo-creatina por ação de uma creatina-quinase, representando uma reserva energética para a contração muscular. A quantidade de creatina captada é proporcional à quantidade da creatina-quinase muscular. A creatina e a fosfo-creatina podem, por desidratação, se transformar em creatinina. A creatina é filtrada pelo glomérulo e é quase totalmente reabsorvida pelos túbulos. A creatina é mais elevada na mulher pelo fato da produção hepática ser praticamente a mesma do que no homem, mas a sua captação é menor por ter menos massa muscular.


Material Biológico:
Soro ou Urina.

Coleta:
1,0 ml de soro ou alíquota de 50 ml de urina de 24 horas.
Informar o volume total das 24 horas e informar ao paciente para desprezar a amostra urinária inicial.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 e +8ºC

Exames Afins:
Creatinoquinase. Aldolase. Desidrogenase láctica.

Exames Afins:

Soro

Homens

Mulheres

Urina

Volume de 24 h

♂Alíquota

♀Alíquota

♂Urina de 24 h

♀Urina de 24 h

Anciões acima 90 anos

♂Por Creatinina

♀Por Creatinina

0,17 a 0,50 mg/dl

0,35 a 0,93 mg/dl

800 a 1.600 ml §

até 3,38 mg/dl

até 6,25 mg/dl

até 27,0 mg/24 h

até 50,0 mg/24 h

25,0 a 239,0 mg/24 h

até 41,7 mg/g Creatinina

até 111,6 mg/g Creatinina

§ Para Superfície Corporal ideal = 1,73 m2
* Para obter valores em µmol/l, multiplicar os mg/dl por 76,2573

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Jaffé após hidrólise ácida.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CREATININA

CREATININIUM

CBHPM 4.03.01.63-0

AMB 28.01.054-0

Sinonímia:
Creatininium. Glicolmetilguanidina.
2-imino-1-metilimidazolidin-4-ona.
1-metilhidantoin-2-imida.

Fisiologia:
Fórmula molecular = C4H7N3O
Massa molecular = 113,12 g/mol


Material Biológico:
Soro ou urina.

Coleta:
1,0 ml de soro.
Urina: amostra isolada ou aliquotar 20 ml de urina de 24 horas. Anotar o volume total.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC


Uréia, Clearence de creatinina, Clearance de uréia, Na+, K+, Urina tipo I.

Valor Normal:

Soro

Sangue de cordão

RN até 4 dias

5 dias a 3 anos

4 a 11 anos

12 a 17 anos

18 a 60 anos

61 a 90 anos

Acima de 90 anos

Homens(mg/dl)

0,6 a 1,2

0,3 a 1,0

0,2 a 0,4

0,3 a 0,7

0,5 a 1,0

0,9 a 1,3

0,8 a 1,3

1,0 a 1,7

Mulheres(mg/dl)

0,6 a 1,2

0,3 a 1,0

0,2 a 0,4

0,3 a 0,7

0,5 a 1,0

0,4 a 1,1

0,6 a 1,2

0,6 a 1,3

# A eliminação de creatinina é proporcional ao peso da massa muscular do(a) paciente, sendo nas 24 horas, ao redor de 20 a 26 mg/kg de peso corporal para homens e 14 a 22 mg/kg para mulheres.

* Para obter valores em µmol/l, multiplicar os mg/dl por 88,4017.

** Para obter valores em mmol/24 horas, multiplicar os mg/24 horas por 0,00884.

CREATININA URINÁRIA - HOMENS

IDADE anos

RN

0,25

0,50

0,75

1,00

1,25

1,50

2,0

2,5

3,0

3,5

4,0

4,5

5,0

5,5

6,0

6,5

7,0

7,5

8,0

8,5

9,0

9,5

10,0

10,5

11,0

11,5

12,0

12,5

13,0

13,5

14,0

14,5

15,0

15,5

16,0

16,5

17,0

18,0

19,0

20 a 44

45 a 59

60 a 74

>74

ALÍQUOTA mg/dl

10 a 48

12 a 47

14 a 55

17 a 63

20 a 90

23 a 94

26 a 99

28 a 102

31 a 106

35 a 116

37 a 122

40 a 127

42 a 136

42 a 140

45 a 147

47 a 154

50 a 159

52 a 164

53 a 169

55 a 173

57 a 178

59 a 182

60 a 190

62 a 198

65 a 205

68 a 213

70 a 218

72 a 224

74 a 228

75 a 231

75 a 231

75 a 230

76 a 228

77 a 224

76 a 225

75 a 225

75 a 227

75 a 228

78 a 240

79 a 250

81 a 256

72 a 238

59 a 200

31 a 156

URINA 24 h mg/24 h

20 a 50

35 a 70

50 a 100

70 a 130

90 a 200

110 a 220

130 a 245

150 a 270

175 a 300

200 a 330

225 a 365

250 a 400

275 a 450

230 a 500

335 a 550

370 a 600

405 a 650

440 a 700

475 a 750

510 a 800

545 a 850

580 a 900

615 a 970

650 a 1.040

700 a 1.110

750 a 1.180

800 a 1.250

850 a 1.320

900 a 1.390

950 a 1.460

1.000 a 1.530

1.050 a 1.600

1.100 a 1.640

1.150 a 1.680

1.165 a 1.720

1.180 a 1.760

1.195 a 1.800

1.210 a 1.840

1.240 a 1.920

1.270 a 2.000

1.300 a 2.050

1.150 a 1.900

950 a 1.600

500 a 1.250

CREATININA URINÁRIA - MULHERES

IDADE anos

RN

0,25

0,50

0,75

1,00

1,25

1,50

2,0

2,5

3,0

3,5

4,0

4,5

5,0

5,5

6,0

6,5

7,0

7,5

8,0

8,5

9,0

9,5

10,0

10,5

11,0

11,5

12,0

12,5

13,0

13,5

14,0

14,5

15,0

15,5

16,0

16,5

17,0

18,0

19,0

20 a 44

45 a 59

60 a 74

>74

ALÍQUOTA mg/dl

10 a 48

12 a 47

14 a 55

17 a 63

20 a 90

23 a 94

26 a 99

28 a 102

28 a 106

30 a 117

29 a 112

29 a 127

29 a 134

29 a 141

33 a 147

37 a 152

40 a 157

43 a 161

46 a 165

49 a 169

52 a 173

54 a 177

58 a 179

58 a 182

59 a 183

59 a 184

59 a 185

59 a 185

60 a 185

60 a 185

60 a 187

61 a 189

62 a 187

64 a 185

63 a 184

63 a 184

62 a 183

62 a 183

56 a 168

56 a 169

56 a 175

53 a 169

41 a 150

25 a 119

URINA 24 h mg/24 h

20 a 50

35 a 70

50 a 100

70 a 130

90 a 200

110 a 220

130 a 245

150 a 270

160 a 300

170 a 330

175 a 365

180 a 400

190 a 445

200 a 490

240 a 535

280 a 580

320 a 625

360 a 670

400 a 715

440 a 760

480 a 805

520 a 850

580 a 895

600 a 940

630 a 985

660 a 1.030

690 a 1.075

720 a 1.120

750 a 1.165

780 a 1.210

810 a 1.255

840 a 1.300

870 a 1.305

900 a 1.310

900 a 1.315

900 a 1.320

900 a 1.325

900 a 1.330

900 a 1.340

900 a 1.350

900 a 1.400

850 a 1.350

650 a 1.200

400 a 950


Estas faixas são especialmente úteis para julgar a precisão de coletas de urina de 24 horas: quando a creatininúria de 24 horas dá resultado abaixo da faixa, pode-se deduzir que o volume "de 24 horas" não está completo; quando dá acima da faixa, geralmente a primeira urina do período, que deveria ter sido desprezada, ou alguma outra, foi indevidamente acrescentada à amostragem.
IMPORTANTE! O uso da creatininúria dosada em alíquota para fins de dosagem relativa (mg/g de Creatinina) de qualquer analito em amostra aleatória ou avulsa de urina, independente de volume cronometrado, só pode ser aplicado se a dosagem da creatininúria estiver dentro das faixas apresentadas nas tabelas anexas.

Toda eliminação de analitos fisiológicos pela urinade 24 horas é uma função da diurese que, por sua vez, é conseqüente à Superfície Corporal do paciente calculada a partir da Altura e do Peso idealobtido pela fórmula do IMC (Índice de Massa Corporal):

PesoIdeal = IMC x Alt2

onde:
PesoIdeal= Peso ideal do paciente, sem gordura, em kg
IMC = Índice de Massa Corporal = 24,9
Alt = Altura do paciente em m
Exemplo de variação da Diurese e da Creatininúria de 24 horas em pacientes de 20 a 44 anos conforme a Superfície Corporal ideal (SCi) em m2:

SCi

(m2)

1,73

1,78

1,83

1,87

1,93

1,97

2,03

Diurese

Volume

(ml/24 h) 

800 a 1.600

823 a 1.647

847 a 1.693

862 a 1.725

894 a 1.789

910 a 1.821

939 a 1.877

Homens

Creatininúria

(mg/24 h) 

1.296 a 2.048

1.334 a 2.108

1.372 a 2.168

1.397 a 2.208

1.449 a 2.289

1.475 a 2.330

1.521 a 2.403

Mulheres

Creatininúria

(mg/24 h)  

896 a 1.400

922 a 1.441

948 a 1.482

966 a 1.509

1.002 a 1.565

1.020 a 1.593

1.051 a 1.643

A Superfície Corporal ideal (para IMC = 24,9) em m2 pode ser calculada a partir da altura em cm pela equação:
SCi = Alt1,575 x 5,62/10.000

onde:
SCi = Superfície Corporal ideal em m2
Alt = Altura do paciente em cm

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Jaffé automatizado.

Interferentes: Drogas: cimetidina, lidocaína, trimetoprim, corticosteróides, fluoximestrona, metandrosterona, metil-dopa, probenecid.
Creatininúria: volume incompleto ou excessivo do tempo de coleta. Diluição voluntária da urina.

Interpretação:
CREATININEMIA
AUMENTO: nefropatias agudas ou crônicas, hipovolemia, trauma tecidual, esforço muscular, regime carnívoro, inanição, hipertireoidismo, DD. febris. Drogas: cimetidina, lidocaína, trimetoprim, corticosteróides, fluoximestrona, metandrosterona, metil-dopa, probenecid.
DIMINUIÇÃO: massa muscular reduzida: idosos, amputados, caquéticos; regime vegetariano, altitude, dipirona.
CREATININÚRIA
AUMENTO: hipertrofia de massa muscular, regime carnívoro, jejum prolongado, inanição, distrofia muscular, poliomielite, atrofia muscular ativa, polimiosite, hipertireoidismo, miopatia secundária a corticosteróides, esmagamento muscular, necrose muscular aguda, queimadura de 2º e 3º grau afetando músculos.
DIMINUIÇÃO: hipotrofia de massa muscular, amputações

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CREATININA, CLEARANCE DE

CLEARANCE DE CREATININA

BHPM 4.03.01.50-8

AMB 28.01.042-6

Sinonímia:
Clearance ou depuração de Creatinina. GFR.
Glomerular Filtration Rate. Taxa de filtração glomerular.

Fisiologia:
O Clearance ou a depuração de creatinina representa a quantidade de plasma completamente depurado da creatinina pelos rins em um minuto.

Material Biológico:
Soro e Urina.

Coleta:
Soro : volume mínimo 1,0 ml
Urina: alíquota de ao menos 5,0 ml informando o volume total urinário exato e o tempo de coleta exato.
Urina de 24 horas, 12 horas, 6 horas ou 3 horas para que seja medido o volume urinário e calculada a diurese em ml de urina/min.
Informar, também, o peso e altura do paciente para o cálculo da superfície corporal.

Armazenamento:
Refrigerar todos os materiais entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
FENa, Uréia, Clearance de uréia, Na+, K+, Urina I.

Valor Normal:

Clearance ou GFR

Homens

Mulheres

Crianças

85 a 125 ml plasma/min/1,73 m²

75 a 115 ml plasma/min/1,73 m²

70 a 140 ml plasma/min/1,73 m²

Preparo:
Soro : Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.
Urina : entregar a urina de 12 ou 24 horas coletada em domicílio na ocasião da coleta do sangue.
Tempos menores geralmente são coletados no próprio laboratório.
Devido ao seu efeito diurético, não ingerir café, chás, guaraná e derivados de cacau desde 6 horas antes do início e até o fim da coleta de urina.
A fim de forçar uma diurese maior, tomar para a prova de 24 horas, 1 a 2 litros de água ou leite adicionais além da sede habitual; para provas de 2 a 12 horas de duração, tomar 0,5 a 1 litro de água ou leite adicionais.

Interferentes:
Coleta, preparo ou acondicionamento inadequado.

Método:
Jaffé automatizado.

Cálculo da superfície corporal pela fórmula de Du Bois & Du Bois (para pacientes com SCorp ≥ 0,60 m2):

Cálculo da superfície corporal pela fórmula de Boyd (para pacientes com SCorp < 0,60 m2):

onde:
SCorp = Superfície corporal em m2,
P = Peso do paciente em kg,
G = Peso do paciente em g,
A = Altura do paciente em cm.

Cálculo da diurese. Aplicar a equação:

onde:
Diu = Diurese em ml/min
Volume = Volume urinário fornecido, em ml
Tempo = Tempo de coleta do volume urinário fornecido, em minutos

Cálculo do clearance não-corrigido:

Cálculo do clearance corrigido. Aplicar a equação

onde:
Clear = Clearance em ml plasma/min
CrU = Creatininúria em mg/dl,
Diu = Diurese em ml de urina/min,
CrS = Creatinina sérica em mg/dl e
SCorp = Superfície corporal em m².

Interpretação:
DIMINUIÇÃO: choque, hipovolemia, drogas nefrotóxicas, nefropatias agudas e crônicas, hipertensão maligna, eclâmpsia, pielonefrite, nefrosclerose hipertensiva, rins policísticos.
AUMENTO: diabetes mellitus incipiente, hipertireoidismo, acromegalia.

O clearance de creatinina (GFR) pode ser estimado pela fórmula de Cockcroft-Gault:

Homens

Mulheres

onde:
GFR = taxa de filtração glomerular em ml plasma/min
idade = idade do paciente em anos
P = Peso do paciente em kg
CrS = Creatinina sérica em mg/dl

GFR

50 a 87

20 a 49

5 a 19

Até 4

DIAGNÓSTICO

Reserva funcional renal diminuída

Insuficiência renal

Falência renal

Doença renal em estádio final

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CREATINOQUINASE ou

CK TOTAL

CBHPM 4.03.01.64-8

AMB 28.01.055-8

Sinonímia:
CPK. CK. CK total. Creatina Fosfoquinase. CK-NAc. CK-N-Acetilcisteína. ATP-creatina fosfotransferase. MM-CK + MB-CK + BB-CK. Creatina fosfotransferase. Fosfocreatina quinase. Adenosina trifosfato transfosforilase EC 2.7.3.2

Fisiologia:
A creatinoquinase (CK) é uma enzima, encontrada primariamente nos músculos e nos tecidos cerebrais, que apresenta três isoenzimas diméricas: CK-MM (CK-3), CK-MB (CK-2) e CK-BB (CK-1) formadas por subunidades designadas de M e B.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1,0 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar a amostra entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
DHL, TGO (AST), Aldolase, CKMB, Troponina T.

Valor Normal:

Homens

Mulheres

35 a 232 U/l

21 a 215 U/l

* Para obter valores em µkat/l, dividir as U/l por 60

** meia-vida (t½) biológica média desta enzima = 24 horas

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Cinético UV automatizado a +37ºC

Interpretação: AUMENTO: infarto do miocárdio, miocardite, trauma muscular ou cardíaco, pós-transplante cardíaco, pós-cirurgia de revascularização cardíaca, isquemia cerebral, hemorragia sub-aracnóidea, distrofia muscular, exercício, polimiosite, dermatomiosite, hipertermia, hipotireoidismo, rabdomiólise, S. de Reye, embolia pulmonar, tétano, SS. convulsivas, alcoolismo, delirium tremens, gravidez, parto, infarto gastrintestinal, tumores de próstata, bexiga, rim, mama e ovário, psicose aguda, macro-CK, febre tifóide, sarcofilia.
DIMINUIÇÃO: provavelmente sem significado clínico mas pode refletir sarcopenia e/ou vida sedentária.
NORMAL: miastenia gravis, esclerose múltipla, poliomielite, parkinsonismo.

CONTROLE DE EXAMES SEQÜENCIAIS:
A atividade mínima de uma 2ª determinação desta enzima pode ser obtida aplicando a equação:
AEMi = Atian X e(-0,28xh) onde:
AEMi = Atividade Enzimática Mínima (atual)
Atian = Atividade anterior
e = número "e", base dos logaritmos naturais
h = horas decorridas entre as duas coletas de sangue.
Se a 2ª determinação der um resultado menor que a AEMi, uma das duas determinações está incorreta ou não é do mesmo paciente.

MACRO-CK
Foram descritos dois tipos de Macro-CK:

O tipo 1é um complexo formado, a maioria das vezes, por uma IgG ligada à CK-BB, podendo, mais raramente, ser uma IgA ligada à CK-MM.
Esses complexos são muito mais estáveis ao calor do que as isoenzimas CK-MB e CK-MM, por isso quando se desconfia da presença de alguma Macro-CK, aquecer o soro durante 20 minutos (a +40ºC segundo certa técnica ou a +45ºC segundo outra), pode ajudar na sua diferenciação.
Obs.: Quando, ao determinar a CK-MB o valor desta superar 20% do valor da CK-Total, deve-se suspeitar de uma Macro-CK-MB não inibida pelos anticorpos anti-CK-M. Neste caso, também se recomenda o aquecimento do soro conforme citado acima.

O tipo 2 é constituído por CK mitocondrial, geralmente na forma oligomérica, provavelmente agregado a fragmentos de membrana mitocondrial.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CREATINOQUINASE CARDÍACA

CKMB

CBHPM 4.03.01.66-4
CBHPM 4.03.01.65-6 (massa)

AMB 28.01.056-6

Sinonímia:
CKMB. Isoenzima MB da Creatinoquinase. Isoenzima cardíaca. CK-MB atividade. CK-MB massa. Creatina Fosfoquinase Cardíaca. EC 2.7.3.2

Fisiologia:
A creatinoquinase (CK) é uma enzima, encontrada primariamente nos músculos e nos tecidos cerebrais, que apresenta três isoenzimas diméricas: CK-MM (CK-3), CK-MB (CK-2) e CK-BB (CK-1) formadas por subunidades designadas de M e B.
A isoenzima CK-MB, possui uma massa molecular de aproximadamente 87 kDa e é responsável por 5 a 50 % da atividade total de CK no miocárdio. Na musculatura esquelética, em compensação, a sua atividade representa 1 % ou menos, embora possa chegar a 10 % ou mais em condições que refletem danos ou regeneração da musculatura esquelética como no exercício severo, na distrofia muscular e nas polimiosites.
A elevação da CK-MB atividadeocorre de 2 a 6 horas após as manifestações cardíacas, com pico máximo em torno de 24 horas, retornando ao normal dentro de 48 horas. CK-MB massa CBHPM 4.03.01.043-8 A CK-MB é detectada pela determinação de sua atividade enzimática (U/l) ou pela dosagem de sua massa protéica (ng/ml), independente de sua atividade, o que torna a CK-MB massamais confiável que a medida de sua atividade. Assim, a CK-MB massaapresenta maior sensibilidade analítica pois detecta enzimas ativas e inativas de lesões miocárdicas 1 a 2 horas antes da CK-MB atividade.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1 ml de soro.

Armazenamento:
Refrigerar entre +2 a +8ºC

Exames Afins:
CK ,TGO (AST), DHL, Troponina I e T, Mioglobina.

Valor Normal:

CK-MB atividade

CK-MB massa

até 6,0 U/l ou IR até 5,0 %

até 5,0 ng/ml

IR = CKMB X 100 / CKtotal

* Para obter valores em µkat/l, dividir as U/l por 60
** meia-vida (t½) biológica média desta isoenzima = 13,4 horas

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Traumas e cirurgias.

Método
Cinético UV a +37ºC ou Eletroquimioluminescência.

Interpretação:
Diagnóstico do infarto agudo do miocárdio. Prognóstico de angioplastia coronária.

CKMM:
deltaCK = CK - CKMB = CKMM + CKBB
como a CKBB costuma ser próxima de zero no soro, pode-se considerar uma forma indireta de avaliar a CKMM (isoenzima muscular).

CKMM

Homens

Mulheres

Normal pelo deltaCK

29 a 226 U/l

15 a 209 U/l

O deltaCK pode ser útil também na avaliação de preparo físico de atletas. Nesse caso, é preciso coletar um deltaCK pré esforço (basal) e um deltaCK pós esforço, logo após um esforço-padrão.
Aplica-se, então, a fórmula:
deltaCKMM = deltaCKpós - deltaCKpré

onde: deltaCKMM = deltaCKMM do atleta em U/l deltaCKpós = deltaCK pós esforço-padrão em U/l deltaCKpré = deltaCK pré esforço-padrão em U/l

Interpretação: aplicado e um conjunto de atletas, tem melhor preparo físico muscular aquele que tiver o menordeltaCKMM.

CONTROLE DE EXAMES SEQÜENCIAIS:
A atividade mínima de uma 2ª determinação desta enzima pode ser obtida aplicando a equação:
AEMi = Atian X e(-0,0517xh)

onde:
AEMi = Atividade Enzimática Mínima (atual)
Atian = Atividade anterior
e= número "e", base dos logaritmos naturais
h = horas decorridas entre as duas coletas de sangue.
Se a 2ª determinação der um resultado menor que a AEMi, uma das duas determinações está incorreta ou não é do mesmo paciente.

LIKELIHOOD RATIO (LR)
A likelihood ratioda CK-MB superior a 6 U/l fornece o aumento da chance (LR+) de diagnóstico de infarto do miocárdio.

TABELA LR. – Infarto agudo do miocárdio

Teste

CK-MB > 6,0

SENS (%)

97,0

ESPEC (%)

97,0

LR+ (%)

32,3

LR- (%)

0,03

MACRO-CK
Foram descritos dois tipos de Macro-CK:

O tipo 1 é um complexo formado, a maioria das vezes, por uma IgG ligada à CK-BB, podendo, mais raramente, ser uma IgA ligada à CK-MM. Esses complexos são muito mais estáveis ao calor do que as isoenzimas CK-MB e CK-MM, por isso quando se desconfia da presença de alguma Macro-CK, aquecer o soro durante 20 minutos (a +40ºC segundo certa técnica ou a +45ºC segundo outra), pode ajudar na sua diferenciação.
Obs.: Quando, ao determinar a CK-MB o valor desta superar 20% do valor da CK-Total, deve-se suspeitar de uma Macro-CK-MB não inibida pelos anticorpos anti-CK-M. Neste caso, também se recomenda o aquecimento do soro conforme citado acima.

O tipo 2 é constituído por CK mitocondrial, geralmente na forma oligomérica, provavelmente agregado a fragmentos de membrana mitocondrial.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.chem.qmul.ac.uk/iubmb/enzyme/EC2/7/3/2.html

CRIOAGLUTININAS

CBHPM 4.03.06.75-5
CBHPM 4.03.06.76-3

AMB 28.06.154-3

Sinonímia:
Aglutininas frias.

Fisiologia:
Crioaglutininas são anticorpos IgM que podem ocorrer na população normal, porém nunca em títulos superiores a 1/32.

Material Biológico:
Soro e Sangue total com EDTA.

Coleta:
1,0 ml de soro e sangue total com EDTA.
Coletar o sangue em seringas ou tubos pré-aquecidos a +37ºC.
Soro: deixar coagular em banho-maria ou estufa a +37ºC e separar antes de atingir a temperatura ambiente.
Sangue: manter a 37ºC até o momento de enviar ao setor técnico.

Armazenamento:
Não congelar nem refrigerar. Enviar com urgência mantendo à temperatura ambiente.

Exames Afins:
Sorologia para Mycoplasma pneumoniae.

Valor Normal:
Negativo, Não reagente ou Título até 1/32

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Interferentes:
Hemólise. Amostras de sangue previamente refrigeradas ou conservadas à temperatura ambiente em dias frios.

Método:
Hemaglutinação direta ativa.

Interpretação:
Diagnóstico de infecção causada pelo Mycoplasma pneumoniae. O teste é inespecífico, podendo ser positivo idiopaticamente e em várias outras doenças como anemia hemolítica, mononucleose infecciosa, gripe, AIDS, DD. auto-imunes e linfoproliferativas:
linfoma, S. de Waldenström, leucemia linfocítica crônica (CLL), S. de Clough-Richter.
Necessário ao pré-operatório de bypass cardiopulmonar.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CRIOFIBRINOGÊNIO

Sinonímia:
Aglutininas frias. Cryofibrinogen.

Fisiologia:
Criofibrinogênio é uma proteína que precipita em baixas temperaturas causando predominantemente sintomas cutâneos em áreas da pele expostas ao frio. Pode, também, ser assintomático.

Material Biológico:
Plasma citratado.

Coleta:
3,0 ml de plasma citratado a 3,2 %.
Coletar o sangue em seringas ou tubos pré-aquecidos a +37ºC.
Após coleta, manter o tubo em banho-maria ou estufa a +37ºC

Armazenamento:
Não congelar nem refrigerar. Enviar com urgência mantendo a +37ºC ou à temperatura ambiente se superior a +24ºC.

Exames Afins:
Crioglobulinas.

Valor Normal:
Negativo para criofibrinogênio

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum. Lactentes: coletar imediatamente antes da próxima mamada.

Interferentes:
Hemólise. Amostras de sangue previamente refrigeradas ou conservadas à temperatura ambiente em dias frios. Amostra heparinizada.

Método:
Criocrito a +4ºC

Interpretação:
O Criofibrinogênio é constituído de fibrinogênio e de outras substâncias que se precipitam em temperaturas baixas. A criofibrinogenemia pode produzir sintomas na epiderme de extremidades, orelhas ou nariz. Tais sintomas incluem: púrpura, ulceração, necrose, gangrena, sangramento, urticária fria, bolhas, livedo reticularise S. de Raynaud. 13 % dos pacientes com criofibrinogenemia podem apresentar trombose arterial ou venosa. Pode ser uma condição subjacente a DD. malignas, infecções, inflamação, diabetes, gravidez, esclerodermia e anticoncepcionais orais. Uma biópsia de pele pode apresentar vasculite leucocitoclástica.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CRIOGLOBULINAS

CBHPM 4.03.08.01-4

AMB 28.06.041-5
AMB 28.06.130-6

Sinonímia:
Crioimunoglobulinas.

Fisiologia:
Crioglobulinas são proteínas plasmáticas anormais (paraproteínas) caracterizadas por precipitação, gelificação ou cristalização quando o soro ou suas soluções são submetidos a esfriamento entre Zero a +4ºC. O seu peso molecular é ao redor de 180 kDa, o que as diferencia das proteínas de Bence Jones que variam de 35 a 50 kDa. Existem três tipos: tipo I, crioglobulinas monoclonais, tipo II, crioglobulinas mistas com um constituinte monoclonal e tipo III, crioglobulinas mistas policlonais.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
3,0 ml de soro. Coletar o sangue em seringa ou tubo pré-aquecido a +37ºC. Deixar coagular em banho-maria ou estufa a +37ºC. Separar o soro antes de atingir a temperatura ambiente.

Armazenamento:
Não refrigerar. A amostra deve ser enviada ao departamento técnico com urgência permanecendo em temperatura ambiente.

Exames Afins:
Perfil do complemento, pesquisa de auto-anticorpos.
Eletroforese de Proteínas. Imunofixação para cadeias pesadas G, A e M e leves κe λ(kappa e lambda).

Valor Normal:
Negativo, Não reagente ou 0 %

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Criocrito. Lowry

Interpretação:
Mieloma múltiplo, leucemia linfocítica crônica, policitemia vera, linfossarcoma, periarterite nodosa, LES, artrite reumatóide, S. de Sjögren, febre reumática, calazar, endocardite bacteriana subaguda, malária, cirrose hepática, hepatite C, coronariopatia, sífilis, mononucleose infecciosa, macroglobulinemia de Waldenström, glomerulonefrites, S. de Raynaud, crioglobulinemia mista idiopática.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CRIPTOCOCOSE

BLASTOMICOSE EUROPÉIA

CBHPM 4.03.10.10-8
CBHPM 4.03.09.05-3

AMB 28.06.043-1
AMB 28.09.019-5/92

Sinonímia:
Blastomicose européia. Torulose.
D. de Busse-Buschke.
Cryptococcus neoformans, variedades neoformans, grubiie gattii.
Saccharomyces lithogenes. Torula histolytica(ant.).

Fisiologia:
Taxonomia: Reino Fungi, FORMA ANAMORFA: Divisão (Filo) Basidiomycotina, Subdivisão Deuteromycotina, Classe Heterobasidiomycetes, Ordem Filobasidiales, Família Cryptococcaceae, Gênero Cryptococcus, Espécie neoformans, variedade neoformans. FORMA TELEOMORFA:
Divisão (Filo) Basidiomycotina, Classe Heterobasidiomycetes, Ordem Filobasidiales, Família Filobasidiaceae, Gênero Filobasidiella, Espécie neoformans.
O C. neoformanstem 5 sorotipos, A, B, C, D e AD subdivididos em 3 variedades: var. grubii, var. neoformanse var. gattii.
Doença de distribuição universal. Os esporos do fungo são veiculados por fezes de pombos e de outros pássaros onde obtêm a sua fonte de nitrogênio a partir da creatinina cloacal e também por árvores do gênero Eucalyptus.
A infecção se dá por via inalatória produzindo a forma pulmonar inicial que pode evoluir para a cura espontânea ou disseminar-se para as formas meningoencefálica, cutânea, óssea ou para qualquer outro órgão, conforme o “status” imunológico do paciente.

Material Biológico:
Soro / Liquor.

Coleta:
Volume mínimo: 2,0 ml.

Armazenamento:
Congelar a amostra a –20ºC.
Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Sorologia para Blastomicose e Histoplasmose. Micológico direto com tinta-da-China.

Valor Normal:
Negativo ou Não reagente

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Soroaglutinação. Pesquisa de blastoconídeos com tinta-da-China (Nanquim).

Interpretação:
Útil no diagnóstico e prognóstico de infecções por criptococos. A sorologia depende da cápsula polissacarídica do fungo que quase não desperta reação imunológica patognomônica, podendo apresentar reações cruzadas com outras micoses sistêmicas.


Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CROMATINA SEXUAL

BARR, CORPÚSCULO DE

CBHPM 4.03.12.02-0

AMB 28.14.010-9/92

Sinonímia:
Cromatina de Barr. Corpúsculo de Barr. Cromatina perinuclear. Cromossomo X inativado.

Fisiologia:
O número de cromossomos X inativados encontradiços na periferia do núcleo em interfase é um a menos que o número de cromossomos X do paciente.

Material Biológico:
Sangue com EDTA.

Coleta:
2,0 ml de sangue total.
Raspado de mucosa oral.

Armazenamento:
Esfregaços com material da mucosa oral são fixados logo após a coleta em álcool a 90 %.

Exames Afins:
Testosterona, LH, FSH, SDHEA, Cariótipo.

Valor Normal:

Sexo masculino

Sexo feminino

Ausente ou Negativa

Presente ou Positiva

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Corante panóptico e coloração de Harris-Shorr.

Interpretação:
Útil na determinação do sexo genético e no diagnóstico de anomalias cromossômicas ligadas ao sexo.
A) Cromatina Negativa:
Ausência de baquetas em 200 neutrófilos e ausência de cromatina de Barr em células epiteliais corresponde ao 46XY (homens normais), 45X0 (S. de Turner) e 47XYY.
B) Cromatina Positiva:
Presença de uma baqueta nos neutrófilos e de cromatina de Barr em células epiteliais corresponde ao 46XX (mulheres normais), 47XXY (S. de Klinefelter) e 48XXYY.
Presença de duas baquetas nos neutrófilos e de cromatina de Barr em células epiteliais correspondea mulheres 46XXX.


Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CROMO

Cr

CBHPM 4.03.13.31-0
CHBPM 4.03.13.19-0

AMB 28.15.013-9

Sinonímia:
Cr. Cromo hexavalente. Crômio. Cromato de potássio. Bicromato de potássio. Ácido crômico. Óxido crômico. Crómio.

Fisiologia:

Metal de transição interna.
O Cromo é utilizado na indústria química e de síntese orgânica na fabricação de ácido crômico, de cromatos, bicromatos e ligas de ferrocromo, na impressão técnica e fotográfica, em fabricação de cimento, soldagem de aço inoxidável, curtição de couro e em galvanoplastia. Além disso, é utilizado como base anticorrosiva de produtos por cromagem, anodização de alumínio, refratários, tintas, ligas metálicas e impregnação de madeiras. Fabricação de cimento e trabalhos da construção civil.

Material Biológico:
Urina e/ou soro.

Coleta:
Urina : Alíquota de 20 ml de urina de final de jornada de trabalho do último dia da semana. Soro: 1,0 ml

Valor Normal:

Urina

IBMP §

Soro

até 5,0 µg/g Creatinina

30,0 µg/g Creatinina

2,3 a 40,3 nmol/l

* Para obter valores em ng/ml, multiplicar os nmol/l por 0,052

Método
Absorção atômica(forno de grafite)

Interpretação:
Cromo hexavalente:
Este indicador biológico é capaz de indicar uma exposição ambiental acima do Limite de Tolerância, mas não possui, isoladamente, significado clínico ou toxicológico próprio, ou seja, não indica doença, nem está associado a um efeito ou disfunção de qualquer sistema biológico.
(NR-7 - Portaria nº 24 de 29/12/94 - DOU de 30/12/94).
§ Índice Biológico Máximo Permitido

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://nautilus.fis.uc.pt/st2.5/scenes-p/elem/e02400.html
http://www.cdcc.sc.usp.br/quimica/tabelaperiodica/ta belaperiodica1.htm
http://www.tabelaperiodica.hpg.ig.com.br

CROMOSSOMO PHILADELPHIA

GENE BCR-ABL

CBHPM 4.03.14.04-9

AMB 28.04.092-9

Sinonímia:
Cromossomo Philadelphia. Cromossomo Ph1. Leucemia mielóide crônica (LMC). Monitoração citogenética de leucemia mielóide crônica.
Translocação BCR-ABL. Rearranjo BCR-ABL. Gene bcr-abl.

Fisiologia:
A leucemia mielóide crônica (LMC) caracteriza-se, em 90 a 95 % dos casos, pela presença da translocação t(9;22)(q34;q11) que dá origem ao cromossomo Philadelphia.
O objetivo principal da cultura e análise das metáfases da medula óssea é a investigação do cromossomo Philadelphia (Ph1), que é uma translocação entre o cromossomo 22 e o cromossomo 9, t(9;22)(q34;q11), esta translocação deixa o cromossomo 22 muito pequeno. Esta translocação move o proto-oncogene abl de sua posição normal no cromossomo 9q para a "região do grupo de pontos de quebra" (BCR), um gene de função desconhecida no cromossomo 22q. A justaposição das seqüências BCR e ABL possibilita a síntese de uma proteína mais longa que a ABL normal e isso faz com que altere a expressão das células hematopoéticas malignas, causando portanto a Leucemia Mielóide Crônica (LMC); 90 % dos indivíduos com LMC possuem uma alta proporção de metáfases com cromossomo G deficiente nas células.

Material Biológico:
Medula óssea.
Sangue com EDTA.

Coleta:
A coleta da medula óssea é feita com seringa lubrificada com heparina sódica e o material semeado em meio de cultura de tecido. Volume mínimo: 0,3 ml Sangue com EDTA: Volume mínimo: 3,0 ml

Preparo do paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.
Método:Cultura de medula óssea com bloqueio em metáfase e estudo citogenético. Bandamento G.
Hibridação in situfluorescente. FISH.

Armazenamento:
Manter à temperatura ambiente. Não refrigerar nem congelar. O exame deve ser feito dentro de 6 horas após a coleta.

Exames afins:
Hemograma, Mielograma, Fosfatase alcalina em neutrófilos.

Valor normal:
Rearranjo dos genes BCR-ABL Negativo.

Interpretação:
O cromossomo Philadelphia está presente em cerca de 90 % dos pacientes com LMC do tipo adulto. A sua presença sugere melhor prognóstico. Pode ser utilizado no diagnóstico diferencial com reações leucemóides. Na Leucemia Linfóide Aguda (LLA) ou na Leucemia Mielóide Aguda (LMA) Philadelphia Positivo a presença é muito variável mas, em geral, superior a 20 %.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CRYPTOSPORIDIUM E CYCLOSPORA

CYCLOSPORA

CBHPM 4.03.10.11-6

AMB 28.10.057-3

Sinonímia:
Diarréia dos viajantes. Diarréia dos turistas.
Cryptosporidium parvum. Cyclospora cayetanensis.

Fisiologia:
Cryptosporidium parvum.
Taxonomia: Sub-reino Protozoa, Filo Apicomplexa, Classe Sporozoea, Subclasse Coccidia, Ordem Eucoccidiida, Subordem Eimeriina, Família Cryptosporidiidae, Gênero Cryptosporidium, Espécie parvum.
Cyclospora cayetanensis.
Taxonomia:Sub-reino Protozoa, Filo Apicomplexa, Classe Sporozoea, Subclasse Coccidia, Ordem Eucoccidiida, Subordem Eimeriina, Família Cyclosporidiidae, Gênero Cyclospora, Espécie cayetanensis.

Material Biológico:
Fezes diarréicas. Fluido duodenal, bile. Escarro induzido, lavado brônquico. Espécime de biópsia.

Coleta:
Peso mínimo das fezes: 30 g

Armazenamento:
Acondicionar em bicromato de potássio a 2 % para facilitar a esporulação.

Exames Afins:
Pesquisa de Rotavírus, Protoparasitológico, Coprocultura.

Valor Normal:
Negativo ou Não reagente

Método:
Ziehl-Neelsen modificado por Kinyoun (a frio).

Interpretação:
O teste é útil no diagnóstico das infestações em pacientes imunodeprimidos e na diarréia dos viajantes.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.dpd.cdc.gov/dpdx/HTML/ImageLibrary/Cr yptosporidiosis_il.htm
http://www.dpd.cdc.gov/dpdx/HTML/ImageLibrary/C yclosporiasis_il.htm
http://www.cdfound.to.it/HTML/cyc1.htm
http://www.cdfound.to.it/HTML/khan.htm

CULTURA

CBHPM 4.03.10.12-4
CBHPM 4.03.10.13-2

AMB 28.10.058-1
AMB 28.10.066-2/92 e outros

Sinonímia:
Bacteriológico. Cultura para aeróbios e facultativos.
Cultura para anaeróbios. Cultura para micobactérias.
Cultura para fungos.

Material Biológico:
Qualquer material clínico.
A - Abscessos. Secreção de fístula. Secreção de gangrena. Secreção de celulite.
B - Sangue: Ver no título "Hemocultura".
C - Cateter vascular. Cateter venoso central. Cateter venoso periférico. Hickman. Broviac. Swan-Ganz. Cateter umbilical. NPP.
D - Cateter urinário ou sonda vesical: não é aceitável para cultura.
E - Liquor. Ver no título "Cultura de liquor".
F - Escaras. Úlceras de decúbito. Queimaduras.
G - Olhos. Sacos conjuntivais. Córnea. Ver em "Cultura de Olhos".
H - Fezes. Ver no título "Cultura de fezes".
I - Fluidos. Líquido abdominal. Líquido peritonial. Ascite. Bile. Líquido articular. Líquido sinovial. Sinóveo. Líquido pericárdico. Líquido pleural.
J - Lavado gástrico. Ver nos títulos "BAAR" e "Mycobacterium spp."
K - Material de trato respiratório inferior. Aspirado traqueal. Lavado ou escovado bronco-alveolar. Escarro.
L - Material de trato respiratório superior. Secreção oral. Secreção nasal. Secreção naso, orofaríngea ou tonsilar.
M - Fragmento de tecido.
N - Urina. Ver no título "Urocultura".
O - Materiais de origem genital.

Coleta:
A - ABSCESSOS E SECREÇÕES ABERTAS:
Remover o exsudato superficial com soro fisiológico estéril ou álcool 70ºGL. Coletar dois "swabs" estéreis, em profundidade. Introduzir um dos "swabs" em meio de transporte de Stuart ou similar para fins de cultura. Com o outro "swab" fazer um bom esfregaço em lâmina para Gram.
Obs.: cotonetes ou palinetes comerciais não devem ser utilizados para coletar material para fins de cultura, pois são impregnados de substância anti-séptica que inibe o crescimento bacteriano. Já para fazer esfregaços para bacterioscopia, podem ser usados.
A' - ABSCESSOS E SECREÇÕES FECHADAS:
Limpar a superfície com soro fisiológico estéril ou álcool 70ºGL. Com seringa e agulha, aspirar ao menos 1,0 ml do material e transferi-lo assepticamente para meio de transporte anaeróbio.
C - CATETER VASCULAR: Limpar a pele circunjacente ao cateter com álcool 70ºGL. Remover o cateter assepticamente e cortar ± 5 cm da extremidade que estava inserida no paciente. Colocar em tubo seco estéril. Não colocar em BHI ou Soro fisiológico!
F - ESCARAS: Limpar a superfície com soro fisiológico estéril. Coletar biópsia, fragmento desbridado, aspirado com seringa e agulha ou "swab". Colocar em meio para anaeróbios ou Stuart. I - FLUIDOS: Desinfetar o local da punção com álcool iodado. Com seringa e agulha, aspirar o material e transferir ao menos 1,0 ml para meio de transporte para anaeróbios.
K - MATERIAL DO TRATO RESPIRATÓRIO
INFERIOR:
Coletar para recipiente seco e estéril. Escarro: ver coleta no título "BAAR".
L - MATERIAL DO TRATO RESPIRATÓRIO
SUPERIOR:

Oral: utilizar um "swab" estéril para limpar a lesão e outro para coletar o material. Também pode ser fragmento biopsiado ou material aspirado com seringa e agulha.
Nasal anterior para pesquisa de portador de Staphylococcus ou Streptococcus: coletar com "swab" umedecido em soro fisiológico estéril. Semear imediatamente em ágar sangue e ágar chocolate. Naso, orofaringe e tonsilas: coletar com "swab" estéril e semear imediatamente em ágar sangue e ágar chocolate.
M - FRAGMENTO DE TECIDO: coletado por desbridamento, por biópsia ou por peça cirúrgica.
O - GENITAIS FEMININOS:
Líquido amniótico:aspirar com seringa e agulha e inocular em meio para anaeróbios.
Secreção de Glândula de Bartholin: aspirar o fluido com seringa e agulha e inocular em meio para anaeróbios.
Cervix: introduzir espéculo vaginal procedendo como para coleta de Papanicolaou; com uma gaze limpar o muco ou secreção superficial do colo do útero e depois coletar com um "swab" material do canal cervical e incluí-lo em meio de transporte de Stuart ou similar.
Fundo de saco vaginal e endométrio: aspirar o material e incluí-lo em meio para anaeróbios.
Secreção Vaginal: limpar o excesso de secreção e coletar dois "swabs". Um deverá ser colocado em meio de transporte de Stuart ou similar e com o outro fazer esfregaços em lâmina para pesquisa de Gardnerella vaginalis.
O' = GENITAIS MASCULINOS:
Próstata: coletar como descrito no título "Cultura seriada de Stamey".
Uretra: coletar com "swab" urogenital especial de Dacron.
Introduzi-lo 2 a 4 cm na uretra distal e girá-lo 5 vezes no sentido horário, colocando-o, em seguida, em meio de Stuart.

Armazenamento:
A - ABSCESSOS E SECREÇÕES: até 24 horas à temperatura ambiente.
C - CATETER VASCULAR: até 24 horas refrigerado entre +2 a +8ºC
F - ESCARAS: até 24 horas à temperatura ambiente.
I - FLUIDOS: até 24 horas à temperatura ambiente.
Líquido pericárdico e pesquisa de fungos, até 24 horas entre +2 a +8ºC
K e L - MATERIAL DO TRATO RESPIRATÓRIO
INFERIOR E SUPERIOR: até 24 horas entre +2 a +8ºC
M - FRAGMENTO DE TECIDO: armazenar em meio de transporte para anaeróbios, ou, na falta desse, em frasco estéril acescido de gotas de soro fisiológico estéril para evitar o ressecamento.
O - GENITAIS FEMININOS:
Líquido amniótico: armazenar até 24 horas à temperatura ambiente.
Secreção de Glândula de Bartholin: até 24 horas à temperatura ambiente.
Cervix: idem.
Fundo de saco vaginal e endométrio: idem. Secreção vaginal: idem.
O' - GENITAIS MASCULINOS: armazenar até 24 horas à temperatura ambiente.

Exames Afins:
Bacterioscópico e antibiograma.

Preparo do Paciente:
Suspender, se possível, antibioticoterapia prévia.

Interferentes:
Antibióticos e quimioterápicos.

Método:
Exame bacterioscópico após coloração pelo método de Gram ou Ziehl e semeadura em meios apropriados. É rotina a identificação do gênero e espécie bacteriana através de métodos automatizados, provas bioquímicas e provas sorológicas quando indicadas.

Interpretação:
A cultura permite detectar a presença e a identificação de bactérias em diversos materiais. As bactérias isoladas são conservadas em condições adequadas durante 15 dias para a possível realização de exame complementar e/ou antibiograma a critério médico.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CULTURA DE ABSCESSO PERIAPICAL

CBHPM 4.03.10.12-4
CBHPM 4.03.10.13-2

AMB 28.10.058-1

Sinonímia:
Cultura de abscesso dentário. Cultura de abscesso endodôntico.

Fisiologia:
Microrganismos mais freqüentes.
Anaeróbios:
Bacteroides forsythus
Bacteroides melaninogenicus(ant.)
Bacteroides spp.
Campylobacter rectus
Capnocytophaga ochracea
Eubacterium spp.
Fusobacterium nucleatum
Peptococcus spp.
Peptostreptococcus micros
Peptostreptococcus spp.
Porphyromonas endodontalis
Porphyromonas gingivalis
Prevotella buccae
Prevotella intermedia
Prevotella melaninogenica
Prevotella nigrescens
Propionibacterium propionicum
Veillonella parvula
Wollinella recta
Wollinella succinogenes


Outros:
Actinobacillus actinomycetemcomitans
Actinomyces israelli
Actinomyces naeslundii
Actinomyces odontolyticus
Actinomyces viscosus
Eikenella corrodens
Lactobacillus acidophilus
Streptococcus mitis
Streptococcus mutans
Streptococcus salivaris
Streptococcus sanguis
Treponema denticola

Obs.:
BPP = Bacteróide Produtor de Pigmento

Material Biológico:
Secreção ou pus de abscesso.

Coleta:
Esta coleta deve ser feita pelo endodontista.
Coletar com cotonete estéril e semear em tioglicolato e em agar-sangue. Fazer lâminas para bacterioscopia de Gram.

Armazenamento:
Pode ser mantido à temperatura ambiente durante até uma hora. Depois incubar em estufa a 37ºC

Exames Afins:
Hemograma. Hemocultura. Hemossedimentação.

Valor Normal:
Normal | Ausência de microrganismos

Preparo do Paciente:
Suspender antimicrobianos durante os 5 dias precedentes à coleta.

Interferentes:
Drogas:antibióticos e quimioterápicos.

Método:
Bacterioscópico pela coloração de Gram.
Cultura para aeróbios e para anaeróbios.
Antibiograma(s).

Interpretação:
As bactérias anaeróbias isoladas têm demonstrado freqüentemente suscetibilidade a:
Amoxacilina,
Amoxacilina + ácido clavulânico,
Tetraciclina,
Clindamicina,
Eritromicina,
Cefalosporina e
Metronidazol.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.cro-pe.org.br/revista/rev1099/artigo5.html
http://www.unitau.br/prppg/publica/biocienc/downlo ads/caractmicrobianas-N2-2003.pdf
http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi ?artid=271633

CULTURA DE AGULHAS DE ACUPUNTURA

AGULHAS DE ACUPUNTURA, CULTURA DE

CBHPM 4.03.10.12-4

AMB 28.10.058-1

Sinonímia:
Agulhas de acupuntura, Cultura de.

Fisiologia:
Microrganismos mais freqüentemente isolados de agulhas de acupuntura:
Micrococcus spp.,
Staphylococcus aureus,
Staphylococcus spp. coagulase-negativa*.

Material Biológico:
Agulhas recém-utilizadas de acupuntura, agulhas consideradas "estéreis" antes da acupuntura ou ambas.

Coleta:
Acondicionar a(s) agulha(s) em tubo estéril. Informar se são agulhas pré ou pós-acupuntura.

Armazenamento:
Temperatura ambiente.

Valor Normal:
Negativo para microrganismos

Preparo do Paciente:
Informar se as agulhas precisam ser devolvidas.

Método:
Cultura para aeróbios. Identificação.
Ágar-sangue. Mac Conkey.
* Estafilococos coagulase-negativa mais freqüentes:
Staphylococcus epidermidis
Staphylococcus haemolyticus
Staphylococcus lugdunensis
Staphylococcus hominis
Staphylococcus simulans
Staphylococcus warneri
Staphylococcus xylosus

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CULTURA DE FEZES

COPROCULTURA

CBHPM 4.03.10.17-5
CBHPM 4.03.10.18-3

AMB 28.10.058-1

Sinonímia:
Coprocultura. Escatocultura. Clostridium difficile.
Salmonella spp. Shigella spp. Escherichia coli enteropatogênica. Escherichia coliinvasora.

Material Biológico:
Fezes recém-emitidas.

Coleta:
CULTURA ROTINEIRA E PARA Clostridium difficile:
Coletar a amostra em recipiente limpo e seco ou contendo meio de transporte Cary-Blair ou similar. Obs.: fezes coletadas com MIF (Merthiolate-Iodo-Formol) não servem para cultura.

Armazenamento:
CULTURA ROTINEIRA:
Frasco limpo e seco: armazenar durante até 2 horas à temperatura ambiente ou até 6 horas entre +2 a +8ºC Frasco com meio de transporte Cary-Blair: armazenar durante até 24 horas à temperatura ambiente.
CULTURA PARA Clostridium difficile:
Armazenar até 1 hora à temperatura ambiente, até 24 horas entre +2 a +8ºC ou a -20ºC para mais de 24 horas.

Exames Afins:
Protoparasitológico, pesquisa de rotavírus, hemocultura, exame direto para leucócitos nas fezes e Widal. Cultura para Yersinia enterocolitica.

Valor Normal:
Negativo para bactérias enteropatogênicas

Preparo do Paciente:
Suspender antibioticoterapia por 72 horas antes da coleta.

Interferentes:
Antibióticos e quimioterápicos. MIF.

Método:
Cultura em meio seletivo (MacConkey, SS-agar e Verde brilhante) e enriquecedores (tetrationato).
Identificação em série bioquímica tradicional ou automatizada

Interpretação:
A cultura de fezes pode identificar bactérias enteropatogênicas causadoras de quadros diarréicos agudos ou crônicos e da disenteria bacilar.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CULTURA DE LENTES DE CONTATO

LENTES DE CONTATO, CULTURA DE

CBHPM 4.03.10.12-4

AMB 28.10.058-1

Sinonímia:
Cultura de lentes de contato.
Cultura de estojo porta-lentes.
Cultura de líquido de armazenamento.
Cultura de soro fisiológico de uso externo.

Fisiologia:
A presença de flora patogênica nas lentes de contato e seus acessórios pode contribuir para a instalaçãoe manutenção de úlceras de córnea.
Bactérias mais isoladas:
Pseudomonas aeruginosa,
Staphylococcus aureus,
Streptococcus viridans,
Streptococcus pneumoniae,
Streptococcus pyogenes,
Enterobacter aerogenes.
Fungos mais isolados:
Acremonium spp. ou Cephalosporium spp.,
Candida albicans.

Material Biológico:
Lente(s) de contato. Estojo porta-lentes.
Líquido de armazenamento. Soro fisiológico de uso externo.

Coleta:
Lente(s) de contato em tubo estéril com 2 ou 3 gotas de soro fisiológico estéril ou no próprio estojo.
Estojo porta-lentes com 2 gotas de soro fisiológico estéril acondicionado em frasco plástico estéril.
1,0 ml do líquido de armazenamento ou do soro fisiológico em tubo estéril.
Indicar se o material enviado precisa ser devolvido.

Armazenamento:
Temperatura ambiente.

Exames Afins:
Bacterioscopia. Gram. Antibiograma. Chlamydia.
Pesquisa de fungos. Tinta da China. Tinta nanquim.

Valor Normal:
Negativo para microrganismos

Preparo do Paciente:
Enviar os materiais após prazo normal de uso, sem medidas higiênicas suplementares não-habituais executadas previamente.
Não usar pomadas nem colírios contendo antibióticos ou quimioterápicos durante ao menos 3 dias.
Não usar água boricada.

Interferentes:
Colírios com antibióticos ou quimioterápicos. Água boricada.

Método:
Cultura para aeróbios. Identificação. Ágar-sangue. Mac Conkey.

Interpretação:
Segundo os trabalhos de SILVA, CHPM. e BASQUES,
JFM. foi verificado o índice de contaminação de:
84 % para as lentes de contato,
81 % para os estojos e 63 % para os líquidos de armazenamento.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CULTURA DE LIQUOR

CULTURA DE LCR

CBHPM 4.03.10.12-4

AMB 28.10.058-1

Sinonímia:
Cultura de LCR. Cultura de Líquido Cefalorraquidiano. Armazenamento: Bactérias, BAAR e Fungos: até 24 horas à temperatura ambiente. Vírus: até 72 horas, refrigerado entre +2 e +8ºC

Material Biológico:
Liquor.

Coleta:
Desinfetar o local da punção liquórica com anti-séptico iodado. Esperar secar. De preferência coletar a amostra de liquor em dois tubos separados: um para a bacteriologia e outro para o exame citológico e bioquímico. (Usar para a cultura, o primeiro tubo coletado que costuma vir com elementos sangüíneos e celulares acidentais derivados da própria punção.)
VOLUMES MÍNIMOS DE LIQUOR:
Pesquisa de bactérias = 1,0 ml
Pesquisa de fungos = 2,0 ml
Pesquisa de BAAR = 2,0 ml
Pesquisa de vírus = 1,0 ml

Armazenamento:
Bactérias, BAAR e Fungos: até 24 horas à temperatura ambiente.
Vírus: até 72 horas, refrigerado entre +2 e +8ºC

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CULTURA DE SECREÇÃO VAGINAL

CBHPM 4.03.10.12-4

AMB 20.10.058-1

Sinonímia:
Cultura de corrimento vaginal. Cultura de leucorréia.
Cultura de secreção genital feminina. Bacterioscópico de secreção vaginal. Gram de secreção vaginal.

Fisiologia:
Microrganismos da flora normal:
Bacilo de Albert S. G. Döderlein
Lactobacillus acidophilus
Lactobacillus jensenii
Staphylococcuscoagulase negativa

Microrganismos patogênicos:
Escherichia coli
Streptococcus pyogenesbeta hemolítico
Streptococcus agalactiae
Staphylococcus aureus
Proteus spp.
Proteus vulgaris
Corynebacterium spp.
Actinomyces israelli
Actinomyces viscosus
Salmonella spp.
Enterobacteriaceae
Gardnerella vaginalis
Listeria monocytogenes
Bacteroides spp.
Mobiluncus spp.
Haemophilus ducreyi
Neisseria gonorrhoeae
Chlamydia trachomatis
Mycoplasma hominis
Ureaplasma urealyticum
Mycobacterium tuberculosis
Candida albicans
Trichomonas vaginalis
Enterobius vermicularis

Material Biológico:
Secreção ou pus.

Coleta:
Secreção de Glândula de Bartholin ou de Skene:aspirar o fluido com seringa e agulha e inocular em meio para anaeróbios.
Cervix: introduzir espéculo vaginal procedendo como para coleta de Papanicolaou; com uma gaze limpar o muco ou secreção superficial do colo do útero e depois coletar com um "swab" material do canal cervical e incluí-lo em meio de transporte de Stuart ou similar.
Fundo de saco vaginal e endométrio: aspirar o material e incluí-lo em meio para anaeróbios.
Secreção Vaginal:limpar o excesso de secreção e coletar dois "swabs". Um deverá ser colocado em meio de transporte de Stuart ou similar e com o outro fazer esfregaços em lâmina para pesquisa de Gardnerella vaginalis.

Armazenamento:
Secreção de Glândula de Bartholin ou de Skene: até 24 horas à temperatura ambiente.
Cervix: idem.
Fundo de saco vaginal e endométrio: idem.
Secreção vaginal: idem.

Exames Afins:
Colposcopia. Citologia hormonal. Exame a fresco de secreção vaginal. Ziehl de secreção vaginal. Cultura para fungos. Pesquisa de Trichomonas vaginalis.
Pesquisa de Chlamydia. Captura híbrida para HPV.
Biópsia. Pesquisa de Mobiluncus spp., Gardnerella vaginalise outras bactérias.

Valor Normal:

Normal

Anormal

Presença de microrganismos da flora normal

Presença de microrganismos patogênicos

Preparo da Paciente:
Abstinência sexual mínima de 48 horas. Não utilizar medicamentos vaginais tópicos, não efetuar duchas ou lavagens vaginais nem ultra-som transvaginal ou toque ginecológico nas 48 horas precedentes ao exame.
Se uma colposcopia for ser efetuada com aplicação de substâncias químicas, convém que o seja APÓS a coleta do material para Cultura.

Interferentes:
Drogas:antibióticos e quimioterápicos.

Método:
Bacterioscópico pela coloração de Gram.
Cultura para aeróbios e para anaeróbios.
Antibiograma(s).

Interpretação:
Agentes patogênicos estão freqüentemente associados a: vaginite, vaginose bacteriana, D.
inflamatória pélvica, vulvite, cervicite, bartholinite, skenite e uretrite.
A presença de “Clue Cells” está associada a vaginose por Gardnerella vaginalis.
O “whiff test” para aminas consiste em acrescentar uma gota de KOH a uma gota de secreção vaginal. O teste é positivo quando desprende um odor amoniacal ou de peixe, confirmando vaginose bacteriana.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CULTURA “DOS OLHOS”

CULTURA DE SECREÇÃO CONJUNTIVAL

CBHPM 4.03.10.12-4

AMB 28.10.058-1

Sinonímia:
Cultura de secreção conjuntival. Cultura de (superfície de) córnea. Cultura ocular.

Material Biológico:
Secreção de saco conjuntival. Secreção de úlcera de córnea.

Coleta:
CONJUNTIVA: utilizando dois "swabs" diferentes umedecidos em soro fisiológico estéril ou caldo, coletar a secreção de cada saco conjuntival, semear imediatamente em placas de Petri com ágar sangue e ágar chocolate e passar os "swabs" em lâminas para Gram. Alternativamente, transportar em Stuart ou similar. Identificar as placas de Petri e as lâminas com o respectivo lado coletado.
CÓRNEA: coletar material das conjuntivas como descrito anteriormente e instilar 2 gotas de anestésico. Após alguns minutos, com uma espátula estéril coletar material da úlcera de córnea e semear em placas de Petri contendo ágar sangue e ágar chocolate.

Armazenamento:
Até 24 horas à temperatura ambiente.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CULTURA E ANTIBIOGRAMA AUTOMATIZADOS

CBHPM 4.03.10.40-0

AMB 28.10.066-2/92
AMB 28.10.067-0/92

Sinonímia:
Cultura automatizada. Antibiograma automatizado.
MIC. Concentração Inibitória Mínima.

Material Biológico:
Diversos: urina de 1º ou 2º jato, fezes, secreção vaginal, secreção uretral, sangue, líquidos cavitários e outros.

Coleta:
Coletar o material biológico em frasco estéril acrescido de soro fisiológico estéril quando necessário para evitar a desidratação da amostra ou da colônia bacteriana isolada previamente.

Armazenamento:
Conservar a amostra em geladeira ou em gelo reciclável para o transporte.

Exames Afins:
Bacterioscopia. Exame a fresco.

Valor Normal:
Ausência de crescimento bacteriano.
Identificação da bactéria quando se tratar de colônia enviada.

Preparo do Paciente:
Identificação dos microrganismos e teste de suscetibilidade a antimicrobianos com concentração inibitória mínima (MIC) pelo sistema Microscan.
Obs.: Esta metodologia geralmente só é empregada quando especialmente solicitados “cultura e antibiograma AUTOMATIZADOS”.

Interferentes:
Uso de antimicrobianos.

Interpretação:
Exame útil à escolha adequada do antimicrobiano.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CULTURA PARA FUNGOS

CBHPM 4.03.10.14-0

AMB 28.10.064-6

Sinonímia:
Micológico completo, Cultura para dermatófitos, Cultura para Monilia, Cultura para leveduras.

Material Biológico:
Material especificado pelo clínico.

Coleta:
O material é coletado diretamente das lesões.
Quando secas, por escarificação; quando úmidas, o material é coletado com alça ou "swab"; pêlos são arrancados com sua base e unhas são escarificadas na área afetada.

Exames Afins:
Micológico direto, Sorologia para Blastomicose, Paracoccidioidomicose, Histoplasmose e Candidíase, Intradermorreações: Paracoccidioidina, Blastomicina, Tricofitina e outras.

Valor Normal:
Cultura Negativa

Preparo do Paciente:
Suspender medicação antifúngica tópica ou sistêmica, se possível, no mínimo 5 dias antes da coleta do material.

Interferentes:
Medicamentos antifúngicos, principalmente os de uso tópico.

Método:
Cultura em meios seletivos (Sabouraud, Mycosel e Niger). Identificação bioquímica e morfológica, inclusive por metodologia automatizada.

DERMATÓFITOS EM ORDEM DE PREVALÊNCIA:

Trichophyton rubrum
Microsporum canis
Trichophyton tonsurans
Trichophyton mentagrophytesou T. asteroides
Epidermophyton floccosum
Microsporum gypseum

OUTROS AGENTES DE DERMATOMICOSES:

Candida albicans
Malassezia furfur
Rhodotorula spp.
Fusarium spp.
Scopulariopsis spp.
AGENTES DAS QUIROONICOMICOSES
(EM ORDEM DE PREVALÊNCIA)


Candida parapsilosis
Candida albicans
Trichophyton rubrum
Candida guilliermondii
Candida famata
Rhodotorula spp.
Candida tropicalis
Trichophyton mentagrophytes ou T. asteroides
Candida humicola
Candida rugosa
Candida zeylanoides
Candida sake
Candida colliculosa
Candida intermedia
Candida lipolytica

AGENTES DAS PODOONICOMICOSES
(EM ORDEM DE PREVALÊNCIA)

Candida parapsilosis
Trichophyton rubrum
Trichophyton mentagrophytes ou T. asteroides
Rhodotorula spp.
Candida albicans
Candida guilliermondii
Candida famata
Candida colliculosa
Curvularia spp.
Candida tropicalis
Fusarium spp.
Epidermophyton floccosum
Candida rugosa
Candida intermedia
Candida sake
Candida humicola
Candida lipolytica
Candida norvegica

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CULTURA PERIODONTAL

CULTURA GENGIVAL

CBHPM 4.03.10.12-4

AMB 28.10.058-1

Sinonímia:
Cultura de (secreção) gengival. Cultura periodontal.

Fisiologia:
Microrganismos:

Porphyromonas gingivalis
Prevotella intermedia
outras Prevotella pigmentadas
Actinobacillus actinomycetemcomitans
Campylobacter rectus
Eikenella corrodens
Selenomonas sputigena
Fusobacterium nucleatum
Bacteroides forsythus
Wollinella recta
Capnocytophaga ochracea
Peptostreptococcus micros
Treponema spp.
Pseudomonas aeruginosa
Enterobacter spp.
Clostridium difficile
Streptococcus mutans
Streptomyces clavuligerus
Candida spp.

Material Biológico:
Secreção de periodontal/gengival.

Coleta:
Utilizando dois "swabs" diferentes umedecidos em soro fisiológico estéril ou caldo, coletar a secreção e semear imediatamente em placas de Petri com ágar sangue e ágar chocolate e passar os "swabs" em lâminas para Gram. Alternativamente, transportar em Stuart ou similar. Identificar as placas de Petri eas lâminas com a respectiva topografia de coleta.

Armazenamento:
Até 24 horas à temperatura ambiente.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.odontologia.com.br/artigos.asp?id=57&id esp=15&ler=s
http://www.odontologia.com.br/artigos.asp?id=60&id esp=15&ler=s

CULTURA SERIADA DE STAMEY

STAMEY

CBHPM 4.03.10.12-4

AMB 28.10.058-1

Sinonímia:
Cultura seriada de Meares e Stamey.
Cultura quantitativa para diagnóstico diferencial de prostatite, uretrite e cistite/nefrite. Contagem de colônias seriada.

Material Biológico:
Urina e líquido prostático.

Coleta:
Após rigorosa higiene do prepúcio e da glande com água e sabão, coleta-se o jato inicial de urina (Amostra I). Em seguida, coleta-se um jato médio de urina (Amostra II). Sem esvaziar completamente a bexiga, procede-se a massagem prostática e coleta-se o líquido prostático (Amostra III) e, finalmente, coleta-se uma última amostra de urina pós-massagem (Amostra IV).
Todos os frascos devem ser rigorosamente estéreis.

Armazenamento:
Refrigerar as amostras até o momento da semeadura que deve ser tão precoce quanto possível.

Exames Afins:
Cultura de líquido espermático. Cultura de urina em jatos individualizados (inicial, médio, final). Cultura de secreção uretral.

Valor Normal:
Ausência de crescimento de microrganismos nas 4 amostras

Preparo do Paciente:
O paciente deve ingerir poucos líquidos na véspera e comparecer ao laboratório sem ter urinado nas últimas 4 horas.

Interferentes:
Antibióticos e quimioterápicos. Má lavagem da genitália.

Método:
Meares EM, Stamey TA. Bacteriologic localization patterns in bacterial prostatitis and urethritis. Invest Urol 1968,5:492-518.
Cultura em meios adequados para aeróbios e facultativos.

Interpretação:
Verificar as contagens de colônias nas 4 amostras e alinhá-las em ordem de grandeza:
PROSTATITE:
III > IV > I > II ou III > IV > II > I
URETRITE:
I > II > IV > III ou I > II > III > IV
CISTITE/NEFRITE:
I = II > IV > III ou I = II > III > IV
Útil, também, no diagnóstico diferencial entre prostatalgia (prostadínia) e prostatite bacteriana


Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CURVA DE INSULINA

INSULINA, CURVA DE

CBHPM 4.03.05.23-6
CBHPM 4.03.02.48-2

AMB 28.05.017-7
AMB 28.05.018-5

Sinonímia:
Insulina estimulada por glicose. Curva glicêmico-insulínica. Insulina estimulada por tolbutamida. Insulina estimulada por Rastinon®. Insulina estimulada por glucagon.
Obs.: ITT = Insulin Tolerance Test. Ver no título "Cortisol estimulado por insulina".

Fisiologia:
Massa molecular = 5.807,6 g/mol
Hormônio polipeptídico de 2 cadeias, secretado pelas células ß das ilhotas de Langerhans do pâncreas.
A insulina é produzida enzimaticamente no aparelho de Golgi por clivagem da pró-insulina juntamente com o Peptídeo C.
Portanto, para cada molécula de insulina formada, é formada também uma molécula do peptídeo C.
Meia-vida (t½) biológica da insulina: ± 5 a 10 minutos. Metabolizada pelo fígado.
Meia-vida (t½) biológica do peptídeo C: ± 20 a 30 minutos. Eliminado por degradação e pelos rins.

Material Biológico:
Soro.

Coleta:
1 ml de soro para cada tempo ou ponto da curva. Identificar os tubos com os tempos: basal ou zero e depois com o número de minutos decorridos após a coleta do basal para cada outro ponto da curva.
Nas provas de estímulo, não deixar de coletar a amostra de 15 minutos.

Armazenamento:
Congelar a –20ºC. Não estocar em freezer tipo frost-free.

Exames Afins:
Insulina, Glicemia.

Valor Normal:

Jejum

Jejum obesos

Recém-nascidos

Após 15 minutos

Estímulo pela glicose

Estímulo pelo tolbutamida

Estímulo pelo glucagon

5 a 25 mU/l

5 a 70 mU/l

3 a 20 mU/l

13 a 80 mU/l

13 a 80 mU/l

13 a 80 mU/l

CURVA GLICÊMICO- INSULÍNICA

Jejum

15 minutos

30 minutos

45 minutos

60 minutos

90 minutos

120 minutos

150 minutos

180 minutos em diante

Insulina (mU/l)

5 a 25

13 a 80

20 a 112

27 a 103

29 a 88

27 a 86

22 a 79

13 a 51

5 a 25

Glicose (mg/dl)

70 a 110

85 a 140

110 a 170

120 a 180

120 a 180

100 a 155

85 a 140

80 a 120

70 a 110

* mU/l = µU/ml
** Para obter valores em pmol/l, multiplicar as mU/l por 6,945

Preparo do Paciente:
Jejum de 8 a 14 horas. Água ad libitum.
Durante os 3 dias precedentes ao teste, o paciente deve alimentar-se com dieta rica em carboidratos (cereais, massas, doces, açúcar) e não tomar bebida alcoólica na véspera.
Estímulo pela glicose: idêntico à Curva Glicêmica. Estímulo pela tolbutamida (Rastinon): cateterizar veia com "scalp" heparinizado. Coletar a amostra basal. Injetar EV 1.000 mg de tolbutamida num tempo de 10 minutos. Cronometrar. Coletar aos 15 minutos e as demais amostras nos tempos determinados pelo médico assistente.
Estímulo pelo glucagon: cateterizar veia com "scalp" heparinizado. Coletar a amostra basal. Injetar EV 1,0 mg de glucagon. Cronometrar. Coletar aos 15 minutos e as demais amostras nos tempos determinados pelo médico assistente.

Interferentes:
Hemólise.

Método:
Eletroquimioluminescência.

Interpretação:
Diagnóstico de insulinoma. Hipoglicemia reacional.

QUICKI
Pode-se avaliar a SENSIBILIDADE À INSULINA calculando o Índice QUICKI (QUantitative Insulin ChecK I ndex):


onde:
QUICKI = Índice QUICKI
insbasal = insulina basal (jejum) em mU/l ou µU/ml
glibasal = glicose basal (jejum) em mg/dl

Normal:
Não-obesos : 0,375 a 0,389
Obesos : 0,321 a 0,341
Diabéticos : 0,297 a 0,311

PROBABILIDADE DE DESENVOLVER DIABETES MELLITUS TIPO 2 EM OBESOS COM IMC #(BMI) > 28 kg/m²:
QUICKI inferior a 0,3320 = 7,77 %
QUICKI de 0,3320 a 0,3404 = 5,29 %
QUICKI superior a 0,3404 = 1,00 %
# IMC = Índice de Massa Corporal = BMI = Body Mass Index
Cálculo do IMC:
IMC = peso / altura2
onde:
IMC = IMC ou BMI em kg/m²
peso = peso em kg
altura = altura em m

CATEGORIAS DO IMC

IMC em kg/m2

Até 9,9

10,0 a 12,9

13,0 a 15,9

16,0 a 16,9

17,0 a 18,4

18,5 a 24,9

25,0 a 29,9

30,0 a 34,9

35,0 a 39,9

40,0 em diante

CATEGORIA  

Desnutrição grau V

Desnutrição grau IV

Desnutrição grau III

Desnutrição grau II

Desnutrição grau I

Normal

Sobrepeso

Obesidade grau I

Obesidade grau II

Obesidade grau III

Advertência: o IMC pode superestimar a gordura corporal em atletas e em pessoas com sarcofilia (hipertrofia muscular intencional) e pode subestimar a gordura corporal em idosos e em pessoas com sarcopenia (perda de massa muscular, atrofia ou hipotrofia muscular). Não se aplica a amputados.

HOMA
Pode-se avaliar a RESISTÊNCIA À INSULINA calculando o Índice HOMAIR
(Homeostasis Model Assessment Insuline Resistance):


onde:
HOMAIR = Índice HOMAIR
insbasal = insulina basal (jejum) em mU/l ou µU/ml
glibasal = glicose basal (jejum) em mmol/l

* Para obter valores de glicose em mmol/l, multiplicar os mg/dl por 0,05551

Interpretação  

Pacientes normais

Pacientes “borderline”

Pacientes insulino-resistentes

HOMAIR

1,21 a 1,45

1,46 a 2,60

2,61 a 2,89

A % FUNCIONAL DE CÉLULAS ß (%B)pode ser avaliada calculando-se o HOMA%B:

onde:
HOMA%B= % funcional de células ß
insbasal = insulina basal (jejum) em mU/l ou µU/ml
glibasal = glicose basal (jejum) em mmol/l

A % DE SENSIBILIDADE À INSULINA (%S) pode ser avaliada calculando-se o HOMA%S:

onde:
HOMA%S= % de sensibilidade à insulina HOMAIR = Índice HOMAIR(ver acima)

Interpretação  

Pacientes normais

Pacientes “borderline”

Pacientes insulino-resistentes

HOMA%S

68,9 a 82,6

38,4 a 68,8

34,6 a 38,3

Finalmente, pode-se calcular o ÍNDICE DELTA I/G:

onde:
∆I/G = Índice Delta I/G
insbasal = insulina basal (jejum) em mU/l ou µU/ml
ins30min = insulina de 30 minutos da curva glicêmica em mU/l ou µU/ml
glibasal = glicose basal (jejum) em mmol/l
gli30min = glicose de 30 minutos da curva glicêmica em mmol/l


Limites superior e inferior.

Limites Superiores.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.dtu.ox.ac.uk/index.html?maindoc=/homa/
http://www.dtu.ox.ac.uk/index.html?maindoc=/homa/download.htm

CURVA DE RESISTÊNCIA GLOBULAR

FRAGILIDADE OSMÓTICA

CBHPM 4.03.04.54-0

AMB 28.04.065-1

Sinonímia:
Prova de fragilidade osmótica, Prova de resistência osmótica, Curva de hemólise. Curva de resistência globular. CRG. Erythrocyte Osmotic Resistance. EOR.

Fisiologia:
A prova de resistência globular avalia a capacidade dos glóbulos vermelhos de incorporar água em seu interior sem que ocorra lise da célula. Essa resistência está na dependência da relação entre superfície/volume do glóbulo. Pode-se observar o aumento da resistência globular na anemia ferropriva assim como na talassemia e a sua diminuição na esferocitose hereditária e esferocitose associada a anemias hemolíticas auto-imunes.

Material Biológico:
Sangue com heparina / EDTA.

Coleta:
3 ml de sangue heparinizado com 0,06 ml de heparina (preferencial), ou 3 ml de sangue com EDTA.

Armazenamento:
Enviar material ao laboratório logo após a coleta. Este exame precisa ser feito em até 2 horas após a coleta.

Exames Afins:
Hemograma, Eletroforese de Hemoglobina.

Valor Normal:

Hemólise

Inicial

Média (50 %)

Final

Curva imediata

0,50 ± 0,02 % de NaCl

0,40 ± 0,02 % de NaCl

0,30 ± 0,02 % de NaCl

Curva após 24 h a 37ºC

0,70 ± 0,02 % de NaCl

0,45 ± 0,02 % de NaCl

0,20 ± 0,02 % de NaCl

Preparo do Paciente:
Jejum de 4 ou mais horas. Água ad libitum.

Método:
Creed

Interferentes:span>
Alterações no pH e temperatura das diferentes soluções osmóticas hipotônicas.
Tempos de incubação despadronizados.

Interpretação:

Patologia:

Esferocitose hereditária

Deficiência de G6PD

HbSS

HbAS

HbSC

HbCC

HbAC

Talassemia

Anemia ferropriva

Hemólise Inicial

0,70 %

0,65 %

0,55 %

0,55 %

0,50 %

0,45 %

0,60 %

0,65 %

0,60 %

Hemólise Final

0,30 %

0,20 %

0,20 %

0,10 %

0,20 %

0,10 %

0,10 %

0,20 %

0,20 %

Observação: Quando a “resistência” osmótica aumenta, a “fragilidade” osmótica diminui e vice-versa. Portanto, dizer “fragilidade osmótica aumentada” é o mesmo que dizer “resistência osmótica diminuída” e vice-versa.

AUMENTO DA RESISTÊNCIA OU DIMINUIÇÃO DA FRAGILIDADE: anemia ferropriva, anemias megaloblásticas carenciais, anemia falciforme, talassemias, S. de Rietti-Greppi-Micheli, anemia de Cooley, hepatopatias, pós-espelenectomia, hemoglobinopatia C, RN normais.
DIMINUIÇÃO DA RESISTÊNCIA OU AUMENTO DA FRAGILIDADE: esferocitose hereditária, D. ou S. de Minkowski-Chauffard, D. hemolítica do RN, anemias hemolíticas hereditárias não esferocíticas, anemia hemolítica por deficiência de piruvatoquinase, S. de Hayem-Widal, anemias hemolíticas secundárias a câncer, leucemia, infecções, gravidez; queimaduras.

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com
http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi ?artid=439273
http://www.unilim.fr/medecine/fmc/hemato/dcem1/s yndanem.htm

CURVA GLICÊMICA

GTT

CBHPM 4.03.01.68-0
CBHPM 4.03.05.22-8
CBHPM 4.03.02.70-9

AMB 28.01.058-2
AMB 28.05.060-4

Sinonímia:
GTT, Glicose Tolerance Test, TTG, Teste de Tolerância à Glicose, TOTG, Teste Oral de Tolerância à Glicose, Glicemia pós-sobrecarga. Curva glicêmica gestacional.
Exton-Rose = prova obsoleta em que se administrava a glicose em duas doses de 50 g com intervalo de 30 minutos.
O’Sullivan = prova de sobrecarga com 50 g de glicose e dosagem após 1 hora.

Material Biológico:
Plasma fluoretado.

Coleta:
1,0 ml de plasma para cada tempo da curva. Após a coleta basal dosa-se a glicose.
Se a glicemia for inferior a 180 mg/dl, administram-se 75 g de glicose anidra ou 40 g de glicose/m² de superfície corporal dissolvidos em 250 a 300 ml de água. Para crianças de até 43 kg de peso administram-se 1,75 g de glicose/kg de peso observando-se o mínimo de 10 g e o máximo de 75 g de glicose anidra.
Se a glicemia for igual ou superior a 180 mg/dl só se procede ao teste após autorização expressa do médico assistente.
Para um rastreamento de diabetes gestacional administram-se 50 g de glicose anidra sem jejum prévio e coleta-se o plasma após 60 minutos.
Obs.: a glicose deve ser ingerida em até 5 minutos e a cronometragem inicia imediatamente após a ingestão do primeiro gole de glicose.
TÉCNICA DE COLETA PELO CATETER HEPARINIZADO.
1 - Preparar em uma seringa uma solução heparinizada a 1:100 em água bidestilada (0,1 ml de heparina - 5.000 U - e 9,9 ml de água bidestilada).
Esta será utilizada durante toda a prova.
2 - Realizar a venopunção com cateter, preferencialmente nº 19, e coletar por aspiração ± 2,5 ml de sangue, utilizando seringa descartável, e transferir para tubo contendo anticoagulante fluoretado.
3 - Utilizando a seringa do item 1, injetar aproximadamente 0,8 ml da solução heparinizada; fechar o cateter.
4 - Administrar ao paciente a solução de glicose que deve ser tomada em menos de 5 minutos. Iniciar a cronometragem.
5 - Para a primeira coleta N minutos após a ingestão da glicose, aspirar com uma seringa seca, diretamente do cateter, 1,0 ml da solução e sangue que virá na aspiração.
6 - Aspirar com outra seringa ± 2,5 ml de sangue do cateter e colocar em outro tubo com anticoagulante fluoretado.
7 - Imediatamente injetar no cateter 0,8 ml da solução heparinizada (item 1) e fechá-lo.
8 - A cada coleta subseqüente, isto é, nos tempos previamente determinados, repetir os itens 5, 6 e 7.
9 - Durante toda a coleta, as seringas de uso constante para a execução da tarefa deverão permanecer em local isento de perigo de contaminação. Para a retirada da solução heparinizada do cateter pode-se utilizar uma mesma seringa durante todo o procedimento.

Armazenamento:
Se o exame não for realizado imediatamente, manter as amostras refrigeradas entre +2 a +8ºC. A curva pode ser efetuada de maneira clássica (jejum, 60, 90, 120 e 180 min), simplificada (jejum e 120 min) ou prolongada de até 8 horas (jejum, 30, 60, 90, 120, 180, 240, 300, 360, 420 e 480 min) conforme solicitação médica.

Exames Afins:
Hemoglobinas glicosiladas, Proteína glicosilada, Insulina, Frutosamina, Glicemia pós-prandial.

Valor Normal: §

Jejum

15 min

30 min

45 min

60 min

90 min

120 min

150 min

180 min

240 min

300 min

360 min

420 min

480 min

Não-gestantes

Após 75 g glicose

70 a 110 mg/dl

85 a 140 mg/dl

110 a 170 mg/dl

120 a 180 mg/dl

120 a 180 mg/dl

100 a 155 mg/dl

85 a 140 mg/dl

80 a 120 mg/dl

70 a 110 mg/dl

70 a 110 mg/dl

70 a 110 mg/dl

70 a 110 mg/dl

70 a 110 mg/dl

70 a 110 mg/dl

Gestantes

Após 100 g glicose

70 a 95 mg/dl

120 a 180 mg/dl

85 a 155 mg/dl

70 a 140 mg/dl

70 a 110 mg/dl

Rastreamento de diabetes gestacional:
Normal para 60 minutos após sobrecarga de 50 g
glicose: menor que 140 mg/dl
Obs.: 50, 75 e 100 g de glicose anidra equivalem respectivamente a 55,0, 82,5 e 110,0 g de Dextrosol®(aumentar 10 %).

* Para obter valores em mmol/l, multiplicar os mg/dl por 0,05551

§ Valores de jejum, 60, 120 e 180 minutos são baseados na ADA – American Diabetes Association.
Os demais são tradicionais ou baseados em Tietz, N.W. et al. Clinical Guide to Laboratory Tests.
Philadelphia: Saunders 1995.

Preparo do Paciente:
Jejum de 8 a 14 horas. Água ad libitum.
Durante os 3 dias precedentes ao teste, o paciente deve alimentar-se com dieta rica em carboidratos (≥ 150 g/dia de cereais, massas, doces, açúcar) e não tomar bebida alcoólica na véspera.

Método:
Hexoquinase - UV - Automatizado.

Interferentes:
Paciente estressado.

Interpretação:
NÃO GESTACIONAL:
TOLERÂNCIA DIMINUÍDA: Tempo 120 min entre 140 e 200 mg/dl (diabetes, DNV, arsênico, hipercorticoadrenalismo, choque, fadiga, gestação, furunculose, hipertensão intracraniana, hiperpituitarismo, jejum prolongado, hipertireoidismo).
DIABETES MELLITUS: Tempos até 120 min com glicemia superior a 200 mg/dl
TOLERÂNCIA AUMENTADA: Tempo 60 e/ou 90 min com glicemia inferior a 70 mg/dl (hiperinsulinismo, hipopituitarismo, hipotireoidismo, distrofia muscular, Addison, doença celíaca, esteatorréia idiopática, anorexia nervosa, espru).

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

CYFRA 21-1

CBHPM 4.07.12.37-0

O CYFRA 21-1 é um ensaio eletroquimioluminescente desenvolvido para os fragmentos de citoqueratina 19 no soro que encontra aplicação na detecção e/ou monitoramento de tumores pulmonares malignos que não sejam o câncer de pequenas células (NSCLC).
São eles os epidermóides, os adenocarcinomas e o Câncer de Células Grandes. Em várias séries estudadas verificou-se que os níveis de CYFRA 21-1 se encontram elevados, acima de 3,3 ng/ml, demonstrando alta sensibilidade em 38 a 79 % dos casos, para o carcinoma epidermóide (escamoso), dependendo do estadiamento. Foram demonstrados aumentos inespecíficos em várias situações, como nas doenças pulmonares benignas (asma, DPOC, pneumonias, tuberculose e pneumonites) em até 4 % dos casos e em patologias sistêmicas como a cirrose e insuficiência renal em até 34 % dos casos.
Cânceres de outras regiões também podem causar discretas elevações, como o câncer de bexiga (30 %), de colo de útero (24 %), de cabeça e pescoço (24 %) além do próprio Ca de pulmão tipo "pequenas células" em até 16 %.
Embora os dados disponíveis até o momento demonstrem não ser este marcador um fator determinante de opção terapêutica complementar, foi verificado que ensaios mensais ou trimestrais permitem detectar precocemente as recorrências do tumor primário ou mesmo das suas metástases, uma vez que o CYFRA 21-1 exibe uma alta correlação com a resposta clínica a qualquer tratamento instituído, desde que eficaz. Valor normal: até 3,3 ng/ml.

QUADRO DE APLICAÇÕES ONCOLÓGICAS

ÓRGÃO-ALVO:

Avaliação da terapêutica

Monitoramento

Prognóstico

Metátases

Diagnóstico

“Screening”

Marcador associado

TU PULMÃO NÃO PEQUENAS CÉLULAS

++++

++++

++++

+++

-

-

CEA

Sitiografia:
E-mail do autor: ciriades@yahoo.com

Laboratório Central

+ 55 19 3862 4862

Rua Doutor Alexandre Coelho, 109 - Centro
Mogi Mirim, São Paulo - Brasil

contato@laboratoriocentralmm.com.br

Contato Expresso

Precisa falar conosco? Envie-nos uma mensagem já!

Nome:

Fone:

E-mail:

Mensagem:

DESENVOLVIDO POR TEED WEB